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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

28
Out15

Responsabilização Parlamentar (XII)

David Crisóstomo

Foi hoje votada e aprovada no Parlamento Europeu a proposta de Relatório sobre a posição do Conselho sobre o projeto de orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2016, da qual o eurodeputado José Manuel Fernandes (PPE - PSD) era co-relator.

 

Votaram a favor:

 

Abstenções:

 

Votaram contra:

 

De entre as 52 emendas que estavam no guião de votações, a emenda 22 ao parágrafo 28 do relatório, do eurodeputado estónio Indrek Tarand, do grupo parlamentar d'Os Verdes/ALE, despertou mais atenções:

 

"Reitera que nem as dotações da PAC nem quaisquer outras dotações do orçamento devem ser utilizadas para financiar corridas de touros de morte; recorda que esse financiamento constitui
uma clara violação da Convenção Europeia relativa à Proteção dos Animais nos Locais de Criação (Diretiva 98/58 /CE do Conselho);"

 

Recorde-se que no ano passado uma emenda praticamente igual já tinha sido apresentada e chumbada em plenário por não ter obtido a aprovação da maioria absoluta dos eurodeputados. Desta vez, com 438 votos a favor, 199 contra e 50 abstenções, a emenda foi aprovada, seguindo agora no relatório aprovado para o Conselho (para o ECOFIN, mais precisamente).

 

Votaram a favor:

 

Abstiveram-se:

 

Votaram contra:

 

A eurodeputada Maria João Rodrigues (S&D - independente pelo PS) faltou à votação (votou contra em 2014).

 

Todavia, como já foi apontado, é improvável que esta emenda tenha algum efeito em Portugal, fora de Barrancos. O jornal britânico The Telegraph destaca aliás este facto, referindo que "the wording of the amendment deliberately excludes any impact on bullfighting in Portugal, where the animal is not killed".

 

16
Mai14

Quem com ferros mata, com ferros morre

mariana pessoa

Num país em que os códigos deontológicos fossem levados à letra, o Dr. Joaquim Grave (veterinário e ganadeiro), depois das pérolas que bolsou no "Prós e Contras" da passada 2ª feira, seria - no mínimo - alvo de um inquérito. Entre variadíssimas pérolas, há uma preocupante, na medida em que se revestiu de cientificidade por parte de um veterinário: "O animal tem dor mas não tem sofrimento".


Perante isto, resta o trabalho ingrato de combater o obscurantismo disfarçado de ciência. A tarefa é hercúlea, mas bom, sabemos que os avanços civilizacionais são penosos e demoram tempo. Exigem, também, assertividade, pedagogia e não destemperos exacerbados, o que francamente não é a regra - de ambos os lados - numa discussão que pode ser apaixonada sem se pautar pelo insulto.


Aqui se pode constatar a falácia do que foi afirmado, a propósito da dor/sofrimento:

 

"A dor e o sofrimento são características biológicas em animais que evoluíram ao longo de centenas de milhões de anos e estão presentes em praticamente todo o reino animal através do processo de seleção natural. Isto porque a dor e o sofrimento têm um papel fundamental na sobrevivência dos animais ao informá-los sobre o que devem evitar. A dor, em particular, avisa o animal que tem de evitar estímulos específicos (ex. fogo). Para este efeito, o animal tem recetores de dor e uma memória que o ajudam a recordar o que causou a dor. O sofrimento tem a mesma função, mas em vez de informar o animal sobre um estímulo a evitar, informa sobre uma situação a evitar. A ciência comprova que todos os mamíferos possuem capacidade de sentir dor e sofrimento.[1]"

 

"As arenas são de facto “arenas” (ou “círculos”) para que o touro não possa encontrar um canto que lhe permita proteger-se dos ataques e são circulares para que, depois de algumas voltas, o animal não consiga identificar e voltar ao local por onde entrou. Tendo em conta este design, sem pontos de fuga, a resposta mais comum do touro não é tentar escapar, mas sim tentar remover o atacante com os seus cornos. Este é um comportamento que pode ser visto em muitos herbívoros quando estão a ser atacados por predadores naturais ou pessoas.12 Contudo, por vezes assiste-se a tentativas de fuga quando o touro tenta trepar as traves da praça.
As investidas do touro não devem ser interpretadas como um ataque, mas como uma forma de eliminar os atacantes (a defesa) para evitar uma situação adversa. Consequentemente, o ataque de touros numa praça é por si só um claro indicador comportamental de sofrimento.[21]

 

Mais aqui.

[1] Marc Bekoff. The emotional Lives of animals. Califórnia, USA: New world library. 2007

[12] Temple Grandin. Genetics and behaviour of domestic animals. Temple Gradin. 1997

[21] Jordi Casamitjana. El sufrimiento de los toros en espectáculos taurinos; la perspectiva de um etólogo. CAS International. 2008

 

18
Nov12

Pouco a pouco - o fim da tourada

mariana pessoa

Equador, esse país que ultrapassa Portugal 4 vezes em mortalidade infantil.

Equador, o país em que os seus cidadãos têm quase menos 10% de probabilidade de chegar aos 65 anos de idade do que em Portugal.

Equador, um país que tem 3 vezes menos do nosso PIB per capita.

 

O Equador lançou um referendo sobre a tourada de morte. Negaram e declinaram uma "tradição" de 52 anos com lucro de 15 milhões de dólares. 

Deram um passo em frente rumo à civilidade e da urbanidade.

 

O Equador consegue fazer um referendo. Portugal não. 

Quem é o país em vias de desenvolvimento, mesmo?

 

Pouco a pouco, as peças do dominó vão caindo, uma por uma. Portugal terá o seu dia. Mark my words. 

 

Fonte: NationMaster

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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