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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

09
Abr15

As andorinhas não fazem a primavera no CDS

mariana pessoa

Pode andar aí uma aragem que apregoa que o CDS está a renovar-se para um partido em que as novas gerações são mais tolerantes. Infelizmente, um Adolfo Mesquita Nunes ou um Francisco Mendes da Silva são andorinhas que não chegam para fazer a primavera.

Ontem, o Ministro Pedro Mota Soares, avançou que o Governo iria propôr um novo modelo para os processos de adopção de crianças. Porquê? "Queremos e teremos pois um processo de adoção em que as famílias que iniciam uma candidatura sabem, perfeitamente, todas as etapas por que irão passar".

Pois é, "as famílias". Alguém pode avisar o Ministro Pedro Mota Soares que candidatos individuais também podem ser adoptantes? Ou será que, para variar, esta visão anacrónica, cientificamente não fundamentada, de que uma família é um pai ou uma mãe, vai também mexer na legislação que regulamenta a adopção?

O que vale é que a palhaçada deste Governo tem os dias contados.

25
Nov13

A justiça entre gerações

Nuno Oliveira
A notícia é do Jornal de Negócios. E é mais um contributo para o debate sobre a justiça entre gerações que Passos Coelho pretendia promover. 

São penhorados 125 mil euros de pensões por dia

As penhoras de pensões de reforma, tanto da Segurança Social como da Caixa Geral de Aposentações têm vindo a aumentar e este ano já vão em mais 17% do que em 2012
Muitas vezes são idosos que serviram de fiadores aos filhos e netos e agora se vêem a braços com o incumprimento destes, que, por sua vez, ficaram desempregados, fizeram mal as contas à vida ou, pura e simplesmente, não contaram com as reduções salariais e com o aumento da carga fiscal. Noutros casos, são eles próprios, os reformados, que foram apanhados pelos cortes, pela subida dos impostos ou, pura e simplesmente, por excesso de consumo. Os exemplos são muitos e os números revelam que têm vindo a crescer os casos de dívidas não pagas que vão para execução judicial e que acabam por levar à penhora de pensões de aposentação. Ao longo deste ano, e até meados de Novembro, os números da Câmara dos Solicitadores revelam que foram já penhoradas pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações (CGA) num valor total de 39,5 milhões de euros, mais um milhão de euros do que o montante registado em todo o ano de 2012. Contas feitas, a média dá qualquer coisa como 125 mil euros por dia, um número que poderá ainda aumentar até ao final do ano. (...)
 
07
Fev13

“A pobreza nunca é o factor determinante para retirar um menor” *

Rui Cerdeira Branco

A frase será de Dulce Rocha, vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança citada por uma peça do Jornal SOL com um título que, a traduzir uma realidade factual, seria perturbador “Seg. Social pressiona grávidas a abortar”. Um titulo que, à luz do relatado nos parágrafos subsequentes, enriqueceria a peça se, no mínimo, terminasse com uma interrogação.

No artigo descobre-se que a afirmação do título corresponde à denuncia feita por várias organizações da sociedade civil que se enquadram nos movimentos pró-vida (que se opuseram à legalização do aborto) e que operam ativamente no apoio a mães com necessidade. Ameaça, coacção, instigação do medo são algumas das acusações feitas aos serviços da segurança social ou de saúde. Estes estarão a informar jovens mães com dificuldades económicas (que terão afirmado querer prosseguir com a gravidez) que a alternativa ao aborto é entregarem os recém nascidos a instituições do Estado por manifesta impossibilidade económica para sustentar um filho ou mais filho. Será efectivamente isto que se passa? E a ocorrer será um fenómeno generalizado? Ou estaremos perante uma análise destorcida do que será o cumprimento do dever de informação perante as opções disponíveis de planeamento familiar (nomeadamente o recurso ao aborto) confundindo-se o esclarecimento às jovens mães com o incitamento à prática do aborto?

23
Nov12

Coragem política?...

Nuno Pires

...Isso era quando se estava na oposição, altura em que sugerir um aumento na taxa de IVA do leite com chocolate era uma insuportável afronta às famílias portuguesas, que se encontravam, de acordo com o alegado Presidente da República, a aproximar-se do limite dos sacrifícios.

 

Agora, e de acordo com esta notícia do Expresso, os limites aos sacrifícios desapareceram e uma mãe que viva sozinha com um filho a seu cargo e tenha um rendimento mensal acima de €419 passa a ser uma afortunada que jamais necessitará do Fundo de Garantia dos Alimentos Devidos a Menores.

 

Garantir a subsistência de menores? Assegurar a alimentação dos mais novos e mais carenciados? Na conceção de quem nos governa, isso enquadra-se na categoria de gorduras do Estado e o facto deste fundo responder a deveres constitucionais ou a disposições da Convenção dos Direitos da Criança não é obstáculo para o PSD e o PP o alterarem, impedindo o acesso a parte dos seus beneficiários quando o rendimento do adulto ultrapasse a exorbitância de €419.

  

 

13
Nov12

Uma questão de tempos

sara marques

"Nunca lastimarei o preço que tiver de pagar para que Portugal saia da crise"

Pedro Passos Coelho, 12 de Novembro de 2012

 

É tão perigoso viver o presente sem pensar no futuro como garantir um futuro sem assegurar o presente. Os fins não justificam os meios quando é da vida de pessoas que se trata.

"Um dia, as pessoas verão o resultado das reformas", disse Angela Merkel. E até esse dia, como faremos? Pergunto eu.

27
Out12

Para que me serve um Estado se não for Social?

mariana pessoa

O tiro de partida foi dado por Vítor Gaspar: "Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar". Hoje, Pedro Mota Soares reconhece que a principal fatia de despesa do Estado é feita em prestações sociais e salários. É caso para perguntar onde andou o hoje Ministro quando, membro do defunto partido dos contribuintes, jurou insustentável um aumento de impostos. Era cortar nos post-its e nos agrafes e demais economato do Estado e tudo ficaria resolvido. 

 

Na falência da narrativa das despesas intermédias do Estado, agora a narrativa central parece outra. Por estes dias, o argumento novo-velho é o de que o Estado Social não é sustentável. Na verdade, foi sempre esse o objectivo. Um estado low cost, com uma saúde low cost (daquelas em que se hesita fazer diálise a quem tem mais de 65 anos), protecção no desemprego era só o que faltava (de preferência penalizando as reformas de quem já esteve desempregado, caminho apontado pelo inefável Carrapatoso nesse forum eufemístico chamado Mais Sociedade), com educação low cost(de preferência fazendo de todos os pobrezinhos carpinteiros e picheleiros no final do 9º ano). 

 

26
Out12

As malas e o chapéu

sara marques

Tinha que ser este o início da minha participação neste blog. As malas (ainda) não as minhas, mas as muitas que se fazem por este país fora, onde se levam as saudades de quem fica, mas não da vida que fica, e, sobretudo, a esperança de um futuro.

 

E nem falo só dos que saem por terem conseguido fora um emprego com condições e salário melhores do que têm cá, mesmo que para isso tenham de deixar a família para trás. Falo também dos que partem, às vezes diretos das universidades, sem nada em vista, dispostos a trabalhar no primeiro emprego que conseguirem, a viverem como conseguirem.

 

 

cristynet

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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