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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

01
Dez13

Vou contribuir para o consenso

David Crisóstomo

Ora tomem, umas citações do discurso do deputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro, ali na Praça dos Restauradores, nesta manhã de domingo não-feriado:


"O 1º de Dezembro é o dia da nossa liberdade: não da liberdade individual, da liberdade de cada um; mas da nossa liberdade colectiva nacional, da liberdade de todos. Sem este dia, não seríamos. Não é demais repetir o grito do Presidente da Sociedade Histórica há dois anos, confrontado com a lamentável intenção do Governo de acabar com este feriado: o 1º de Dezembro é a data sine qua non, a data sem a qual Portugal livre, independente e soberano teria terminado. Não deixaremos que seja assim. Nem que nos tirem a liberdade, nem que nos tirem a data oficial para a afirmarmos e celebrarmos. Começa-se sempre a deixar-se de ser livre no dia em que se perde a consciência disso – e do muito que custou. 

Depois de terem apagado este dia, eliminando a solenidade nacional, é curioso ver alguns precipitarem-se, agora, para equiparar a situação actual do país à de 1640; e quem aprecie repetir, dia sim, dia sim, que estaríamos até num quadro de “protectorado”.


(...)


O perigo desses paralelismos ligeiros, quando levados além do estímulo saudável ao nosso brio e à nossa vontade nacional livre, é apagarem a nossa própria responsabilidade. E, nessa medida, não ajudarem a libertar-nos, mas arrastarem a nossa decadência.


(...)


Não é boa política denunciarmos um falso “protectorado” para, de facto, agirmos como um “acocorado”. Na União Europeia, nós somos um Estado igual, um Estado igual a todos os outros, um parceiro de todos os demais, um pilar de uma construção comum. Não há protectorados na União Europeia: não há Estados directores e Estados vassalos. O discurso lamuriento do “protectorado” impede e bloqueia aquela política europeia assertiva de que precisamos há tanto tempo: uma política para a Europa, uma política para Portugal. O 1º de Dezembro é o dia certo para o lembrarmos. Este dia em que reafirmamos, briosos, a Nação livre e independente dos portugueses é também o dia em que podemos afirmar, sem embaraço, nem contradição, a vontade de construirmos e defender a União Europeia como União de Estados-Nação, efectivamente iguais entre si, livres e independentes, solidários e coesos."

 

20
Jul13

Under Pressure

David Crisóstomo

Ai que ele cedeu à pressão. Ai que o Seguro cedeu às pressões dos socráticos, dos costistas, dos soaristas, dos alegristas, dos arnauistas, dos galambistas - cedeu aos pressionários que pressionavam o pressionável. Ai que ele ele cedeu àquela corja. Ai que ele o mundo está perdido, a sociedade vilipendiada, os valores destruídos, a democracia condenada. Ai que horror, pois sabemos que quando um líder eleito age conforme a vontade da maioria, a democracia terá os dias contados. Ai que temos organizações partidárias ao 'estilo leninista', como dizia ontem o impressionável Henrique Monteiro na nunca-pressionável SIC Noticias. Ai que houveram pressões, expressas em desejos e manifestações de preocupação por parte de militantes do Partido Socialista, e o seu secretário-geral, cobardolas, ouviu-as. Ai que isto parece a Bucareste de Ceausescu, a Pyongyang de Kim Jong-il, a Pequim de Mao Tse Tung, a Havana de Fidel Castro, a Minsk de Lukashenko, a Caracas de Chavez, o Funchal de Alberto João Jardim. Ai que isto é um terror, que já não há salvação nacional devido a estas demoníacas pressões, como relata o doutor das Anti-Pressões, Ribeiro e Castro, que defende que um líder não faz follow a ninguém. Ai que isto tem que ser denunciado, um líder a ceder à maioria, é uma ditadura, ou o prenúncio de uma, acudam, o Paulo Rangel que se ponha aos berros lá no plenário do Parlamento Europeu, o mundo tem que saber que em Portugal há líderes de partidos que representam a vontade dos seus militantes. Ai que o líder é fraco, 'mostra a falta de coragem que ja se lhe conhecia para enfrentar o o seu partido' como diz bravo deputado da nação Luís Menezes, membro daquele partido onde o presidente se está, aparentemente, a lixar não só para as eleições, como para a vontade dos seus militantes, pois é assim que um líder deve ser, que se foda a vontade da maioria, o líder é que sabe. Ai que o PS tem um líder que não vai salvar nacionalmente o país, que se recusou a fazer um acordo onde se comprometia com gente lunática e incompetente a desmantelar ainda mais o Estado Social português, que temos que ser todos salvos nacionalmente desse sacana que aumentou a qualidade de vida da população portuguesa como nunca na sua história. Ai que o Seguro é pressionável, ao contrário das gentes mui sérias e verdadeiras da direita cá do burgo, que nunca cedem a pressões, nunca ligam a opiniões, estão ali convictas, empossadas pelo Espírito Santo na sua missão messiânica de salvar a pátria, de fazer consensos em seu redor, de nos liderar para o abismo. Ai que o líder do PS mandou a imbecil ideia do 'compromisso de salvação nacional' de volta para o colo do nosso inepto Presidente da República, como dizia a decerto deveras pressionável The Economist. Ai que o anilhador de cagarras, representado pelo justo Justino nesta monumental trapalhada, vai ter que usar os seus poderes constitucionais, vai ter que decidir, ser responsabilizado, presidir. Ai que já o pressionam para ter o mínimo de sanidade e convocar eleições antecipadas. Ai que a democracia não aguenta tanta pressão. Ai que não aguentamos, os agentes políticos não podem ser pressionados pelo povo, nem ter medo do povo, já dizia Assunção Esteves enfadada. Ai que o Seguro cedeu a pressões. Ai que ele cedeu à pressão. Isto era muito melhor no tempo em que ninguém pressionava os governadores da nação, tipo aí há uns 40 anos atrás. Ai.

 

23
Mai13

Sinais

David Crisóstomo

 

Comentando o apoio dado pela ministra da Justiça ao projecto da co-adoção, José Ribeiro e Castro, deputado e ex-líder do CDS-PP, declarou:

 

"É um sinal, a acrescer a outros, de estarmos com um Governo sem rei nem roque, em completa desorientação."

 

First things first: o 'sinal' que Ribeiro e Castro viu ontem foi um apoio duma ministra a uma medida legislativa que pretende encurtar uma discriminação sem senso nem sentido. É conhecida a posição mariateixeiraalvesiana do deputado relativamente a esta matéria, tendo o ilustre ficado piurso com a aprovação do projeto de lei do PS na passada sexta-feira (chegou mesmo a inquirir em plenário a Presidente da Assembleia da República sobre a razão da sua não participado na votação... ). Apesar de se ter alegadamente baldado à reunião onde o seu partido discutiu tal diploma, Ribeiro e Castro não se conteve e acusou as direções das bancadas parlamentares do PSD e do CDS-PP de 'incompetência política' por permitirem que houvesse deputados a votarem contra as indicações sugeridas. De facto, onde é que já se viu um deputado a votar de forma diferente do resto da sua bancada?! Pouca vergonha.

 

Mas o mais interessante da afirmação deste macumbeiro experiente é admissão daquilo que para o resto do país é já há muito cristalino: estamos perante um grupo de seres políticos que não percebe o que faz, que administra o pais à bolina, que está num desvario mental permanente. Um governo desgovernado. Uma coligação (solidíssima como se pode observar, isto é que é gente consensualizada) 'sem rei nem roque' como diz aqui o senhor deputado que aprovou dois Orçamentos de Estado inconstitucionais e irracionais. Um governo e uma maioria, altamente patrocinados pelo pároco de Belém, que brincam connosco, que expõem diariamente a sua incompetência e inaptidão, que teimam em dizimar os avanços sociais criados nos últimos 39 anos de democracia.

 

Ribeiro e Castro diz que já há muitos sinais desta 'desorientação'. Sejamos francos, o criador de mezinhas é uma autoridade neste saber: existirá de facto actualmente melhor think-tank nacional da desorientação, do desnorteamento e da incerteza existencial que o CDS-PP? O tipo sabe do que fala.

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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