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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

17
Out14

Portugal tem 10 000 novos milionários e 200 000 novos pobres

Frederico Francisco

Apenas dois factos:

1. Em 2013 portugal gerou mais de 10 000 novos milionários. Este dado vem num estudo feito pelo Credit Suisse e foi divulgados na imprensa nos últimos dias. Ficámos também a saber que o ritmo criação de novos milionários continua em 2014 e que os 10% de portugueses mais ricos controlam 60% da riqueza nacional.

2. Por hoje se comemorar o Dia Munidal da Erradicação da Pobreza, o INE divulgou números sobre a evolução da pobreza em Portugal. A percentagem da população em situação de pobreza consistente, isto é, que estão simultaneamente em risco de pobreza e em privação material, subiu de 8,2% em 2012 para 10,4% em 2013. Fazendo as contas, temos 200 000 novos pobres num ano.

Deixo as conclusões ao cuidado do leitor.

09
Jul14

...

mariana pessoa

"Enquanto nós tratarmos os portugueses como se não soubessem raciocinar e como se não merecessem o nosso respeito não daremos um bom exemplo sobre como podemos construir um futuro melhor" (Passos Coelho, 16 de Maio, 2011)

 

 

Expresso Diário, 8.07.2014

07
Out13

"Ética na austeridade", disse ele

mariana pessoa

Depois da divisão entre trabalhadores do sector público e do sector privado,

Depois da divisão entre novos e velhos,

Depois da divisão entre desempregados de primeira e de segunda (os que têm prioridade na formação e os que não a têm),

Eis a divisão entre idosos, apontando aos que são viúvos.


"- Em Portugal, a população idosa é um dos grupos mais desfavorecidos em termos económicos; a
população com 65 e mais anos, de acordo com fontes comunitárias, apresentava, para o ano de
2009, uma taxa de risco de pobreza (considerada como abaixo de 60% do rendimento mediano) de
21,0% depois das transferências sociais, valor ligeiramente superior ao registado em 2008, de
20,1% e superior à média comunitária (17,8%);conforme se vai avançando nas idades, o
agravamento do risco da pobreza é maior, apresentando a população de 75 e mais anos um risco de
pobreza que atinge 24,4%, sendo na UE apenas de 20,3%;


- Em termos de despesas das famílias, e se tivermos em consideração que cerca de 1,5 milhões de
aposentados e reformados têm reformas e pensões abaixo de 500 Euros, pode-se concluir que, em
média, esta população só conseguia garantir com os seus rendimentos o pagamento das despesas de
habitação."

 

Paulo Portas, o mesmo malabarista cujo ensaio de demissão custou, pelo menos, uns bons milhões a Portugal, a 12 de Abril de 2013:

 

"Paulo Portas, advertiu que não aceitará cortes nas pensões dos idosos mais pobres, exigindo uma "ética social na austeridade" e que aqueles que são mais fracos vulneráveis e mais pobres não sejam os sacrificados da austeridade". (...) Paulo Portas afirmou que "há limites para o descaramento" (...) Para o líder centrista, o Estado deve dar "sinais de exemplo de contenção" e cortar nas despesas "que não são essenciais" ao invés de "retirar aos idosos o já muito magro poder de compra".

 

Os negritos são da minha responsabilidade.

07
Fev13

“A pobreza nunca é o factor determinante para retirar um menor” *

Rui Cerdeira Branco

A frase será de Dulce Rocha, vice-presidente do Instituto de Apoio à Criança citada por uma peça do Jornal SOL com um título que, a traduzir uma realidade factual, seria perturbador “Seg. Social pressiona grávidas a abortar”. Um titulo que, à luz do relatado nos parágrafos subsequentes, enriqueceria a peça se, no mínimo, terminasse com uma interrogação.

No artigo descobre-se que a afirmação do título corresponde à denuncia feita por várias organizações da sociedade civil que se enquadram nos movimentos pró-vida (que se opuseram à legalização do aborto) e que operam ativamente no apoio a mães com necessidade. Ameaça, coacção, instigação do medo são algumas das acusações feitas aos serviços da segurança social ou de saúde. Estes estarão a informar jovens mães com dificuldades económicas (que terão afirmado querer prosseguir com a gravidez) que a alternativa ao aborto é entregarem os recém nascidos a instituições do Estado por manifesta impossibilidade económica para sustentar um filho ou mais filho. Será efectivamente isto que se passa? E a ocorrer será um fenómeno generalizado? Ou estaremos perante uma análise destorcida do que será o cumprimento do dever de informação perante as opções disponíveis de planeamento familiar (nomeadamente o recurso ao aborto) confundindo-se o esclarecimento às jovens mães com o incitamento à prática do aborto?

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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