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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

11
Fev16

Vai trabalhar, João Miguel!

João Martins

No Público de hoje, o cronista João Miguel Tavares vem mais uma vez queixar-se de que não existe em Portugal um partido liberal no qual ele possa votar convictamente. Como as primeiras 349 vezes em que o fez no Governo Sombra não foram suficientes, aparentemente decidiu escrever mais um texto sobre isso.

JMT não é o primeiro que o faz na comunicação social, e muito menos o primeiro na blogosfera. Os apelos e vagas de fundo que exigem um (novo) partido liberal no panorama político português têm sido muitos, principalmente com o governo de Passos, quando não apetecia muito defender o governo que não era de "direita a sério". Aliás, muitos dos queixosos votaram na coligação de direita com a má vontade de quem ainda não encontrou a verdadeira essência da direita em Portugal.

"Este país precisa cada vez mais de um partido liberal, que não peça desculpa pelo que é e que assuma orgulhosamente aquilo que deseja", diz o JMT. A verdade é que até hoje, mesmo depois de tantos belos motes, ainda não se vislumbrou qualquer espírito empreendedor por parte dos liberais portugueses para se darem ao trabalho de formar um partido de que gostem mesmo. Muitas queixas, mas pouquíssima ação. O que vai contra aquilo que eles próprios sugerem para o resto do mundo, como se sabe.

Das duas, uma: ou são os preguiçosos que sempre acusaram os outros de ser e ficam-se pelo voto naquilo em que não acreditam, ou afinal o país não precisa assim tanto de um "partido liberal que peça desculpa" e da "verdadeira direita". Se o país precisasse mesmo, como patriotas que são, de certeza que já teriam posto mãos à obra. Até porque o Observador não conta.

18
Fev14

Que se lixe Maduro, viva a Revolução!

Sérgio Lavos

Os antros revolucionários da blogosfera estremecem de frémito! Crepitam de excitação! Mais um regime opressivo e totalitário, cansado da sua própria existência, está prestes a ser conquistado pela vontade popular e pelo poder que ascende das massas, que nas ruas lutam bravamente contra o sanguinário ditador. Apesar do poder reaccionário que o facínora ainda tenta exibir, da violência assassina que mata pacíficos manifestantes e persegue opositores políticos, cada vez mais povo sai às ruas e às praças do país, lutando com a força da palavra contra o medo instilado pelo decrépito poder. Nem o férreo controlo dos meios de comunicação e de produção conseguirá deter a avalanche revolucionária que deitará abaixo um regime podre, que deixou de amar o seu povo. O poder do ditador, em tempos legitimado por eleições livres, é agora uma degenerescência que precisa de ser extirpada. O poder para o povo, do povo, com o povo.

 

Saudemos os nossos bravos blogues que, furando o bloqueio noticioso, estão a noticiar a gloriosa revolução! Saudemos o Blasfémias e o Insurgente que, sob a constante ameaça da imprensa socialista portuguesa, não se cansam de publicar vídeos e notícias* das grandiosas manifestações populares que se multiplicam por toda a Venezuela, mostrando a todos os portugueses, ao mundo até, novas da grandiosa marcha contra Maduro! Milhões de pessoas juntam-se nas ruas, cantando e lutando por um futuro melhor, um país melhor onde as beneméritas empresas ocidentais possam livremente explorar o ouro negro que jorra da terra venezuelana, assim levando a fortuna a todo o povo, faminto de revolução e de dinheiro! Saudemos quem ainda dá valor à palavra liberdade e sentido à participação cívica, lutando por causa distante, mas justa! E que não se detenham na contagem de pessoas nas ruas, não se deixem enganar! São mesmo milhões, as artérias exangues de Caracas rebentam pelas costuras! Pelo povo venezuelano, pela revolução, lutaremos!

 

*Alterado. Fotos das manifestações, apenas no Twitter, outra via para furar o bloqueio noticioso.

02
Out13

Quem tem medo, compra um cão

André Fernandes Nobre

Ou, no caso da Helena Matos, funda um partido ou inscreve-se num.

 

Porque é disso que se trata, quando estão em causa as opções políticas tomadas pelos representantes eleitos dos e pelos cidadãos, no âmbito dos processos democráticos instituídos e vigentes em Portugal.

 

Querer condicionar a vida política Portuguesa com discursos de medo (no fundo, conversas do Lobo Mau, coisas próprias de quem não quer uma sociedade mais livre, porque mais informada, mas antes uma sociedade limitada, fundada no preconceito e no receio) sem se sujeitar, a si e às suas ideias, a escrutínio político, é prestar um péssimo serviço à democracia e à República.

 

É uma conversa já antiga que vou tendo, de tempos a tempos, com o Hélder Ferreira no tuiter, sobre o porquê de os liberais (embora, neste caso, me custe particularmente estar a pôr o Hélder e a long lost irmã Grimm no mesmo saco) se recusarem a constituir-se em partido e a apresentarem as suas ideias políticas a sufrágio.

 

Ao ler o artigo de opinião acima linkado, torna-se mais fácil compreender o porquê dessa opção.

 

É que podiam descobrir que não são mais do que uma meia dúzia e que as pessoas se estão marimbando para o que eles acham que devia ser a estrutura do estado e as principais opções políticas.

 

E o medo, meus amigos, a instilação deste medo pueril, a conversa dos socialistas que comem criancinhas e dos amanhãs que cantam quando e se for tudo privado, dá muito mais resultados que meia dúzia de votos.

11
Set13

A narrativa da austeridade - lá como cá

mariana pessoa

Entre Portugal e Inglaterra há, certamente, muitas diferenças. Mas lá, como cá, a moralidade subjacente à narrativa da austeridade (o prosaico "andámos a viver acima das nossas possibilidades") faz o seu caminho.

Este excerto de "Framing the economy: the austerity story", torna claras as similitudes das narrativas vigentes nos dois países (sublinhados são da minha responsabilidade):

 

"The Coalition tells a powerful story about the economy to make the case for austerity in the media and public communications. It is consistent, memorable, uses vivid images and emotional metaphors, and is simple enough to be understood and retold.

There are several frames that underpin it:

  1. Dangerous debt – the most important economic issue the UK faces is the size of public sector debt, caused by excessive public spending.
  2. Britain is brokethe UK’s public finances are like an individual household, which has spent all its money.
  3. Austerity is a necessary evil there is no economic alternative to spending cuts.
  4. Big bad governmentthe bloated, inefficient and controlling government is getting in the way of progress, interfering in people’s lives and rewarding the undeserving.
  5. Welfare is a druglike drug addiction, state support is tempting, but ultimately dangerous; benefit claimants are weak, reckless, undeserving and addicted to hand-outs. (*)
  6. Strivers and skivers – there are two kinds of people in Britain: hardworking strivers and lazy skivers, we each choose which to be. (**)
  7. Labour’s messall the faults of our economy can be pinned on the previous (Labour) Government and their out of control spending."

(*) Em Portugal: os desempregados, esses inúteis, que não têm emprego porque não querem, vai daí é cortar-lhes o montante/duração do subsídio, que toda a gente sabe que estar desempregado é uma experiência altamente gratificante.

(**) Em Portugal: os RSI, esses malandros, que vivem à custa dos nossos impostos.

 

A mesma narrativa, dois países, diferenças gritantes entre eles. "Ideologia" está mal escrito.

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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