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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

13
Nov13

A vez dos salários privados chegou ou "Faz de conta que é esse o problema"

Rui Cerdeira Branco

1. Temos novo relatório do FMI com a mesma fórmula de sempre, completamente alheio ao mea culpa que o próprio FMI já fez => Há um ponto mágico no qual o salário será tão baixo que todos terão emprego mesmo que não haja quem queira empregar. É isto que defende o FMI. Esmagados os funcionários públicos, encaminhado que está o processo de êxodo, o FMI vira-se "agora" para o sector privado, ou melhor, especificamente para os persistentes salários "elevados" dos sector privado.


2. "more wage flexibility would also help boost employment, particularly at the low end of the skill distribution" página 21 do novo relatório do FMI.
É para descer significativamente o salário mínimo, não é?


3. "staff suggested to investigate policy options to ensure more effective decentralization of wage bargaining" Proibir tb acordos de empresa?


4. O FMI vai tão longe tão longe que fica a milimetros de defender a proibição de os patrões aumentarem os empregados mesmo q achem preferível.


5. "Although a critical mass of reforms is now in place, staff expressed concerns that the reform agenda may not be sufficiently ambitious."


6. O staff do FMI em Portugal também já sabe que não faz a mínima ideia do que funciona, aliás, nota-se algum exercício de identificação de bodes expiatórios, aqui e ali (como se não fosse nada com eles). Mas o staff do FMI em Portugal é honesto a reconhecer que tudo está a falhar ou em grave risco (ainda que as justificações sejam de bradar aos céus, por vezes). Ora reconhecido tudo isto, o staff do FMI continua a ser o staff do FMI e, apesar de não saber o que funcionará, sabe que tem de escrever relatórios recomendatórios para poder cumprir com as expectativas que emanam do respetivo contrato de trabalho. Logo, toca a manter o rumo! Um médico que só conheça um remédio, não precisa sequer de diagnosticar o doente ou a evolução da doença. Se está doente, toma remédio. Aquele.

 

Filmografia recomendada : Dr. Akagi

24
Set13

FMI vs. Governo Português

Cláudio Carvalho

Para memória futura aqui fica o abstract do estudo do Fundo Monetário Internacional publicado, dia 17 de setembro, em http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2013/wp13195.pdf:


The 2007-09 Great Recession has led to an unprecedented increase in public debt in many countries, triggering substantial fiscal adjustments. What are the distributional consequences of fiscal austerity measures? This is an important policy question. This paper analyzes the effects of fiscal policies on income inequality in a panel of advanced and emerging market economies over the last three decades, complemented by a case study of selected consolidation episodes. The paper shows that fiscal consolidations are likely to raise inequality through various channels including their effects on unemployment. Spending-based consolidations tend to worsen inequality more significantly, relative to tax-based consolidations. The composition of austerity measures also matters: progressive taxation and targeted social benefits and subsidies introduced in the context of a broader decline in spending can help offset some of the adverse distributional impact of consolidation. In addition, fiscal policy can favorably influence long-term trends in both inequality and growth by promoting education and training among low- and middle-income workers.


28
Ago13

Gente séria é outra coisa (II)

David Crisóstomo

Caro co-cidadão, nem sabe, evoluímos muito nos últimos anos. Lembra-se dos tempos em que deputados (e actuais Secretários de Estado do nosso sapiente governo) se referiam à campanha eleitoral do PSD como 'A Verdade'? Foram tempos decisivos

 

"Com efeito, a política só tem sentido com valores. E hoje a reafirmação de alguns destes valores é indispensável no nosso País – valores como a Verdade quando se fala aos Portugueses, a Seriedade do discurso e dos argumentos políticos, o Realismo das propostas, a Responsabilidade na actuação e nos caminhos assumidos e o sentido de Compromisso com o Futuro, com as gerações de Portugueses que nos virão a suceder."

"Defendemos uma Política de Verdade, e estamos convictos de que só assim combateremos eficazmente a crise e transformaremos Portugal."

 

(os bolds são lá deles, que eu não ponho bolds em lado nenhum)

 

Pois bem caro co-cidadão, depois de o senhor Primeiro-ministro ter ludibriado os portugueses em campanha eleitoral, depois de Miguel Relvas ter ameaçado jornalistas e mentido sobre tudo e mais um par de botas, depois da mui prezada Ministra de Estado e das Finanças ter aldrabado a Assembleia da República, depois do senhor Vice-Primeiro-ministro ter revogado linhas vermelhas irrevogáveis, depois de ter havido Secretários de Estado com Alzheimer, Secretários de Estado que acreditavam que bastava o PSD tomar as rédeas da pátria para a economia florescer e os mercados festejarem, Secretárias de Estado que não eram fãs da austeridade mas que face a um convite para a Defesa Nacional não hesitaram em defendê-la e Secretários de Estado que estão muito preocupados com a sua independência intelectual após umas (divertidas) experiências com a imprensa - depois de tanta honestidade, tomamos hoje conhecimento de um novo momento alto na honrosa governação com que fomos abençoados:

 

"O FMI publicou gráficos para retratar a evolução dos salários em Portugal e defender a importância de mais cortes no sector privado que partem de uma amostra deturpada. Da base de dados usada foram eliminadas milhares de observações que davam conta de um aumento significativo do número de reduções salariais em Portugal no ano passado, sabe o Negócios. Os resultados deste procedimento facilitam a argumentação a favor de mais flexibilidade laboral." 


 "A instituição internacional já sabe do problema com a amostra. E diz ao Negócios que se limitou a usar informação fornecida pelo Executivo. Explicações oficiais ao Governo não foram pedidas, mas o FMI diz que continua a analisar a flexibilidade salarial em Portugal. "



Valeu a pena elegermos a gente séria, não valeu caro co-cidadão?


10
Jul13

Atenção PS: «We know what happens to people who stay in the middle of the road. They get run over.»

Cláudio Carvalho

«We know what happens to people who stay in the middle of the road. They get run over.»
Aneurin Bevan

 

Por muito duro que seja encarar a realidade, se há ensinamento que a semana passada nos deu foi que este Governo, dificilmente, cairá antes das Eleições Autárquicas. É quase impossível descer mais, moral e eleitoralmente. As Autárquicas de setembro, podem "moer" ligeiramente, fruto da pressão das "bases do PSD" perante um (potencial) mau resultado e à procura de consequências e de algo mais (ninguém que esteja à frente dos destinos deste "PSD de Montenegros, Nilzas, Teresas e afins" tem a hombridade de Guterres). A apresentação do Orçamento de Estado para 2014, pode fazer uma ligeira mossa, mas só a hecatombe Europeias de 2015 - até pela natural, mas infeliz, desvalorização das próprias pelo eleitorado - poderão fazer cair este governo, numa altura em que se espera que a troika já cá não esteja (ou pelo menos a mais branda - nunca pensei dizer isto! - das suas instituições constituintes, o Fundo Monetário Internacional).

Dito o básico, importa refletir sobre as soluções. Não obstante, as eleições antecipadas não dependerem de todo do estado ou visão pública da atual liderança do Partido Socialista, a verdade é que não me parece existir um programa político (europeu e nacional) alternativo - medidas avulsas, não contam! - e uma estratégia de comunicação coerente (demasiados "porta-vozes" e dissonância discursiva dos mesmos, prejudica uma perceção clara, pelos cidadãos, do que se pretende transmitir). Claro que a culpa é partilhada com os demais partidos social-democratas/socialistas/trabalhistas de todo o Mundo, mas mesmo assim o PS português tem obrigações acrescidas de fazer mais e melhor.

O PS tem um passado e uma amplitude ideológica interna que se calhar afeta a adoção de reformas (mais) profundas, mas certamente que esta postura de ficar no meio da rua, o prejudicará no médio-longo prazo (2015, 2019?). Isto é, se ficar no meio da rua será atropelado (parafraseando Aneurin Bevan). Pessoalmente, considero que é pertinente discutir-se a saída da Zona Euro no curto/médio-prazo, mas tendo e assumindo uma agenda programática detalhada pró-federalista a longo prazo. Depois existem outras questões, se calhar tão ou mais fraturantes, nos domínios da fiscalidade (e.g. introdução da flat-tax), da legislação laboral (e.g. maior proximidade ao sistema dinamarquês), da administração regional (e.g. aprovação da regionalização) e da educação (e.g. calibragem entre sistema público e privado, sem descurar a universalidade), mas nenhum partido de pessoas que defendem o equilíbrio entre a igualdade e a liberdade, pode rejeitar a discussão de um outro rumo e jamais pode recusar-se a reconstruir a social-democracia. Construir o futuro implica o assumir de (novas) posições, ainda que os tempos e a ocasião nos encaminhe de volta para a zona de conforto, onde não se perde, mas também nada se ganha. Pelo menos o país, nada ganha.

07
Mai13

Não vale a pena estarmos a diabolizar o FMI

Nuno Pires

A frase que dá o título a este texto é da autoria de Pedro Passos Coelho e foi proferida no longínquo dia 25 de março de 2011, numa altura em que o PSD repetia até à exaustão que o FMI era um grande amigo nosso e que o deveríamos receber de braços abertos. Isto, é claro, dois meses depois de ter dito ao país que a entrada do FMI em Portugal deveria levar à queda do Governo de então. Meros detalhes.

 

Chegados a maio de 2013, cerca de dois anos volvidos sobre a entrada em Portugal do FMI e a ascensão ao pote de Pedro "ir-além-da-Troika" Passos Coelho, começa a ser claro o rotundo embuste em que alguns cidadãos alinharam em 2011.

 

E a Renascença aproveitou para fazer umas contas, focando-se nos três principais alvos do XIX Governo Constitucional, nas três grandes "gorduras do Estado" que era necessário mitigar: a Saúde, a Educação e a Segurança Social. O resultado não podia ser mais esclarecedor:

 

«A saúde, a educação e a segurança social pesaram ao Estado menos 2.745 milhões de euros quando se compara o último ano completo (2012) com 2008, que marca o início da crise financeira. Com base na análise das contas gerais do Estado, é possível identificar duas fases na evolução da despesa pública nestas áreas.


Na primeira, com a crise financeira a despontar, há um aumento das despesas. Depois, a partir de 2011, ano que coincide com a chegada da "troika", há uma descida substancial dos gastos gerais nestas áreas.»

 

Se dúvidas ainda houvesse, estes números dissipam-nas: a sanha deste Governo contra os mais desprotegidos, o ímpeto para destruir o nosso Estado Social, não surgiram agora com nenhum "relatório da Troika", nem vão principiar com o trágico corte de 4 mil milhões de euros ali defendido (cujo valor exato, ao que parece, já nem é esse). Fazem, isso sim, parte de uma agenda ideológica, mal escondida desde os tempos de campanha eleitoral, que começou a ser introduzida na nossa sociedade no momento em que alguém começou a falar na necessidade de se ir para além da Troika e que encontrou no resultado eleitoral de junho de 2011 a sua luz verde para avançar, mesmo que ninguém tenha sufragado esta transfiguração do Estado.

 

E termino recorrendo à citação de Passos Coelho: não, de facto não vale a pena estarmos a diabolizar o FMI. Não é o FMI que tem que ser diabolizado quando todo um Governo optou por ir além das medidas inicialmente definidas no memorando. Não é culpa do FMI, nem da Troika, que um Governo tenha achado que o frontloading de medidas de austeridade era solução para alguma coisa. O FMI não tem culpa que o Governo português não queira agora negociar as condições do seu memorando ou que, quando o fez, tenha sido para as tornar mais "ambiciosas", mais baseadas numa austeridade destrutiva de um Estado Social que é de e para todos nós.

02
Abr13

Síndrome de Estocolmo

Pedro Figueiredo

Podia ser piada de 1 de Abril, mas não é.


A habilidade (não confundir com capacidade) de Christine Lagarde salvar a Europa é a mesma da Coreia do Norte destruir os Estados Unidos. Mesmo que ainda haja quem dê o benefício da dúvida à directora geral do FMI, se será ou não capaz de contribuir para a saída do pântano económico e financeiro em que está atolado o velho Continente, há países, nos quais se incluem Portugal, que têm desde já uma certeza: ajudar a destruir é capaz.

06
Mar13

Não menos que um milagre (sobre a prosa de Ricardo Reis - não pessoano)

Rui Cerdeira Branco

É raro escrever uma página de prosa no Facebook. Hoje calhou, mas fica muito melhor aqui:

 

Miguel Poiares Maduro recuperou um dos mais significativos texto de Ricardo Reis sobre as escolhas do país (ver "O FMI e a Austeridade"). A peça vai conquistando o aplauso de alguns amigos estimáveis, mas não sei se mais pelas alfinetadas que oferece a algumas vozes pouco coerentes que criticam o "remédio" em curso em Portugal, se pela convicção de que o que o Ricardo Reis defende é em si mesmo algo coerente. parece-me que não é de todo. Em comentário à prosa e aos elogios à dita deixei o que se segue na caixa de comentários da entrada do Miguel sobre o tema que aqui agora destaco:

Ainda bem que faço parte dos "keynesianos" que em tempo de vacas gordas defende que se "acumule um excedente orçamental para usar nos maus tempos". Talvez também por isso não consiga encontrar as razões que descobrem para elogiar de forma tão vincada este artigo que me parece carregado de silogismos. Neste momento, Portugal não é financeiramente solúvel para os investidores internacionais a menos que tenha o respaldo dos nossos parceiros. Se aceitarmos isto como um facto, de pouco lhes importa se aumentamos ou diminuímos a austeridade/défice/dívida, interessa-lhes saber essencialmente se os nossos parceiros alinham num plano de viabilização credível ou não ou se (mais apetecível) bancam a dívida. Neste último aspeto os mercados são muito reativos como o têm provado várias situações desde o início da crise. Quanto ao plano de viabilização credível é cada vez mais difícil encontrar alguém de fora da troika e do nosso governo que defenda que o atual rumo é sustentável. E nisto a persistência de uma política de austeridade coordenada no espaço europeu com a recusa da Alemanha em cumprir com a sua parte da receita no sentido de reduzir a disparidade nos custos de produção internos na ZE, devolvendo aos seus trabalhadores, de forma mais expedita, uma parte dos ganhos de produtividade que acumulou na última década vai tendo um papel decisivo na ruina do “remédio” português que, creio, tinha mesmo como única hipótese de viabilização desenrolar-se num contexto externo expansionista e não recessivo. Uma previsão para a qual muitos “keynesianos” alertaram e da qual agora reclamam a prova dos factos. 



21
Jan13

Deve ser por isso, então

mariana pessoa

"FMI admite mais cortes na saúde e educação"

 

A mais recente edição de Education Indicators in Focus, da OCDE, avança com um estudo sobre os benefícios sociais da educação.

 

- Há uma associação clara entre nível de escolaridade e esperança média de vida (uma diferença a favor dos maiores níveis de escolaridade, que pode ir até 8 anos em média);

 

- Sujeitos com níveis mais elevados de escolaridade apresentam maior participação cívica em termos de voto, voluntariado e interesse político;

 

Deve ser por isso, então, que o Governo (perdão, FMI) quer cortar mais na educação. É um '2 em 1' muito útil: i) as pessoas morrem mais cedo, gastam menos dinheiro do Estado e ii) interessam-se menos, são menos vigilantes e mais conformistas em relação às medidas que são implementadas.

 

É a chamada ética na austeridade.

01
Nov12

Os deuses dos outros

boomerangomics
Na Islândia ninguém sabe ao certo quando os vulcões vão entrar em erupção. A relação de amor-ódio entre as placas tectónicas continentais alimenta os sonhos dos ultra-isolacionistas de ambos os lados. A anulação da dívida hipotecária superior a 110% da reavaliação é um desastre à espera de acontecer, a bolha imobiliária resultante do controlo de capitais imposto aquando do colapso da banca islandesa é um tubarão preso num aquário sem manutenção adequada, ursos polares náufragos dão à costa da Islândia, ainda com vestígios de icebergues agarrados às unhas. E depois?

As industrias da criatividade explodiram na sequência da implosão do sector financeiro. A música islandesa, o cinema e a literatura namoram com os mercados. O peixe e outros recursos marinhos são o petróleo islandês. Os sectores das pescas e da energia geotérmica foram nacionalizados após décadas concessionadas a 20 barões do mar, quando a Islândia ainda era o exemplo do sucesso neoliberal.

A ideia é que a riqueza da nação seja a riqueza dos cidadãos, como os fundos do petróleo norueguês, ou timorense. Ah e tal... «É uma rocha gelada ao pé do Círculo Polar Árctico e até a melhor banda islandesa, os FM Belfast, ganha a vida a escrever canções sobre férias à beira-mar em praias das caraíbas, não me lixes.» É um argumento muito frequente e bem fundamentado. É aqui que o islandismo pisca o olho ao realismo mágico. 

O Presidente da Islândia sentiu-se na obrigação moral de convocar um referendo antes hipotecar o futuro do país por várias gerações. A Irlanda e a Espanha também tinham bolhas imobiliárias e sectores financeiros expostos a riscos múltiplos, no entanto, os seus governantes não hesitaram em carregar sobre o exército de contribuíntes, uma responsabilidade para a qual em nada tinham contribuído. Foram pressionados, como a Grécia, sabe-se agora, foi pressionada pela França para anular o referendo em 2011 sob chantagem de revelação da "lista Lagarde" então Ministra das Finanças francesa.
A Islândia tem um longo cadastro de resiliência, primeiro ao Reino da Noruega e mais tarde ao da Dinamarca. A Islândia não constrói estradas ou sequer ciclo-vias em zonas habitadas por elfos e acredita nos seus próprios deuses, mesmo quando finge acreditar nos dos outros. Ser islandista é não deixar que seja o FMI a calcular o multiplicador recessivo do nosso país e depois dizer: Oopss desculpem, enganei-me. Sem indemnizar o empobrecimento da nação, as falências, os postos de trabalho perdidos e vantagem dada à concorrência estrangeira? Fazer sangue para saldar dívidas não era coisa das máfias? Ou foi noutro planeta? 

O Presidente do Município de Reykjavik, Jón Gnarr, humorista, ganhou as eleições depois de fundar o Best Party. O Best Party é o melhor partido, claro, porque defende as cenas cool e opõe-se a tudo o que seja uncool. E para além disso, e da troika, prometeu não cumprir nenhuma das suas promessas eleitorais. A Islândia é o laboratório político com que jamais ousámos sonhar. E foi então que resolvi redigir o Manifesto do Partido Islandista: Artigo 1º (e último) Em nenhumas circunstâncias o dinheiro do contribuinte será usado para resgatar bancos ou outros interesses privados.
Há quem diga que o islandismo é para preguiçosos e caloteiros. Não concordo. Pôr as pessoas antes dos bancos é para humanistas. Ser islandista não é vida fácil. O islandismo está cheio de obstáculos e dos piores: os desconhecidos.  A crescer mais de 3% e com o desemprego a rondar os 5%, pedir a cidadania é uma boa opção. Mais arriscado é confiar nestes austeristas com nomes alemães, que "ai aguentam, aguentam!" que encerremos as nossas contas no BPI. E no entanto, a Islândia é na Terra, não é na Lua.
«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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