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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

02
Out13

Se dúvidas houvesse...

André Fernandes Nobre

...Quanto à falta de uma espinha dorsal nas costas do little man que capturou o cargo de Primeiro Ministro, sujeitando o País a um acordo forçado com os seus credores, puramente em benefício pessoal seu e dos seus correligionários, aqui fica a prova definitiva:

 

Passos Coelho não assume derrota pessoal nas autárquicas


Naquele que foi o pior resultado de sempre (D-E  S-E-M-P-R-E) do seu partido em eleições autárquicas, fica bem ao líder, responsável pessoal pelas escolhas que culminaram nas derrotas mais retumbantes e simbolicamente significativas do PSD, sacudir assim a água do capote.


Não sei se alguém ainda tinha muitas dúvidas mas, se as houvesse, fica de facto provado que estamos perante um homem invulgar.

13
Set13

Vamos fazer de conta que vamos votar numas legislativas?

Rui Cerdeira Branco

Ando há uns tempo a demandar por maior vigor, clareza, acutilância e abrangência nos temas e causas que o PS vem patrocinando pelo país na luta contra o atual governo mas não me alegro particularmente com isto que escreveu hoje Carlos Zorrinho no Correio da Manhã:

"(...) Imagine que o PSD e o PP têm um bom resultado. Passos ligará afirmando ... a malta aguenta! Ai aguenta, aguenta! Como diria Ulrich! Se, pelo contrário, o resultado for mau para o PSD e o PP, Passos será tentado a referir que o povo já não se deixa enganar. É preciso mais espaço para a economia respirar sob pena da instabilidade política e social se tornarem incontroláveis. E se ele não o disser, dirá Paulo Portas por ele. Dia 29 de setembro todos os portugueses vão ajudar a escrever a carta que Passos mandará à Troika no dia seguinte. É uma enorme responsabilidade. Estejamos conscientes disso ao exercer o nosso direito cívico."

 

05
Set13

Limitação de mandatos: dúvida

Cláudio Carvalho
Cinco dos sete elementos (presentes) do Tribunal Constitucional foram indicados ou têm orientação político-ideológica de direita e votaram todos eles (ou seja 5) em prol de Menezes. Coerentemente, Passos Coelho lança a suspeita sobre o órgão ou fica a olhar?

Adenda pós-edição: A eleição de Catarina Sarmento e Castro ocorreu por indicação conjunta de PS e PSD, sendo a sua "orientação política" tendencialmente de esquerda. O seu voto foi favorável à elegibilidade da candidatura de Menezes à CMP. O post foi, entretanto, retificado, apesar do sentido inicial manter-se integralmente.
23
Ago13

Diz-me como se vota no teu concelho, dir-te-ei quão disparatado é extrapolar para o país.

Rui Cerdeira Branco

Estando aqui em Penamacor fui recuperar um pouco da história política recente do concelho e dos atuais candidatos às autárquicas e o caleidoscópio não podia ser mais curioso.

Se as minhas fontes não me enganam, o atual candidato do PSD/PT à Assembleia Municipal já foi Presidente da Câmara eleito (duas vezes) pelo PS e o atual candidato do PS à Câmara já foi eleito presidente da junta por uma coligação PSD/CDS/PT (ainda que em 2009 já tenha integrado listas do PS).

E depois há o caso de estudo que foi Penamacor quando outros só agora ameaçam ser com a proliferação de movimentos independentes oriundos de cisões partidárias. Não encontrem nada de pejorativo nas minhas palavras, é apenas uma constatação histórica e sociológica interessante.

 

Em suma, o que extrair daqui?

Que conhecer um pouco melhor este tipo de detalhes em éne concelhos do país ridicularizam qualquer tentativa de leitura nacional dos resultados eleitorais numas autárquicas. Os eleitores escolhem motivamos pelo seu melhor interesse e isso a nível local, para o bom e para o mau, só em parte tem a ver com a ideologia esperada da marca partidária que acompanha o proposto executante. E recorde-se que nas eleições para as câmaras vota-se mesmo na lista de executantes, de forma direta, algo que não acontece em mais nenhumas eleições.

Muita reflexão interna a fazer, para quem está dentro dos partidos e, acima de tudo, respeito pelos milhares de eleições autárquicas que vamos ter em setembro.

30
Jul13

O Porto não pode ser uma monarquia: a apologia de «um novo 31 de janeiro» a 29 de setembro

Cláudio Carvalho

O Porto, do vinho, do Douro, das pontes, da cultura, da Universidade, da ciência, das pessoas genuínas, não pode dar-se ao luxo de, a 29 de setembro deste ano, ceder à monarquia. Não à monarquia no seu sentido estrito, mas à monarquia dos costumes institucionais, à sua superficialidade e à sua insensibilidade, ao distanciamento entre os neomonarcas e os “plebeus”, à monarquia em benefício dos interesses particulares dos constituintes das elites económicas estabelecidas do município.

Esta pré-campanha eleitoral está, claramente, a ser um autêntico prefácio do que se avizinha para os próximos (pelo menos) quatro anos: isto é, uma segunda edição dos últimos doze. No caminho para a legitimação democrática da “reimplantação” da monarquia, pouco ou nada se avança para lá de vacuidades, não se querendo - naturalmente?! - correr o risco de pisar o “statu quo” autárquico. Deste modo, do pouco que se consegue desvendar das propostas concretas que são de conhecimento público, vemos que se prometem medidas sobre as quais não se tem qualquer influência, outras que constituem um mero aproveitamento de medidas promovidas pela Administração Central e/ou pela União Europeia, outras ainda que vão no sentido meramente ilusionista, - por exemplo de eliminar a pobreza e a exclusão social através do incentivo (seja por que via se avizinhar) ao assistencialismo - e, finalmente, outras que dificilmente se cumprirão. Paralelamente, manter-se-ão - ouso prever - reivindicações de maior descentralização e autonomia em regime a tempo parcial, em regime de quatro em quatro anos.

Defronte um discurso tão lastimoso quanto cínico e simplista, não raras vezes contraditório e a roçar perigosamente o antidemocrata e, adicionalmente, prometendo-se a continuidade política de uma mão cheia de nada, a resposta portuense só poderá ser com uma insurgência pelo sufrágio contra a transmissão hereditária do regime autárquico. O que se pede, não é menos que «um novo 31 de janeiro».

10
Jul13

Atenção PS: «We know what happens to people who stay in the middle of the road. They get run over.»

Cláudio Carvalho

«We know what happens to people who stay in the middle of the road. They get run over.»
Aneurin Bevan

 

Por muito duro que seja encarar a realidade, se há ensinamento que a semana passada nos deu foi que este Governo, dificilmente, cairá antes das Eleições Autárquicas. É quase impossível descer mais, moral e eleitoralmente. As Autárquicas de setembro, podem "moer" ligeiramente, fruto da pressão das "bases do PSD" perante um (potencial) mau resultado e à procura de consequências e de algo mais (ninguém que esteja à frente dos destinos deste "PSD de Montenegros, Nilzas, Teresas e afins" tem a hombridade de Guterres). A apresentação do Orçamento de Estado para 2014, pode fazer uma ligeira mossa, mas só a hecatombe Europeias de 2015 - até pela natural, mas infeliz, desvalorização das próprias pelo eleitorado - poderão fazer cair este governo, numa altura em que se espera que a troika já cá não esteja (ou pelo menos a mais branda - nunca pensei dizer isto! - das suas instituições constituintes, o Fundo Monetário Internacional).

Dito o básico, importa refletir sobre as soluções. Não obstante, as eleições antecipadas não dependerem de todo do estado ou visão pública da atual liderança do Partido Socialista, a verdade é que não me parece existir um programa político (europeu e nacional) alternativo - medidas avulsas, não contam! - e uma estratégia de comunicação coerente (demasiados "porta-vozes" e dissonância discursiva dos mesmos, prejudica uma perceção clara, pelos cidadãos, do que se pretende transmitir). Claro que a culpa é partilhada com os demais partidos social-democratas/socialistas/trabalhistas de todo o Mundo, mas mesmo assim o PS português tem obrigações acrescidas de fazer mais e melhor.

O PS tem um passado e uma amplitude ideológica interna que se calhar afeta a adoção de reformas (mais) profundas, mas certamente que esta postura de ficar no meio da rua, o prejudicará no médio-longo prazo (2015, 2019?). Isto é, se ficar no meio da rua será atropelado (parafraseando Aneurin Bevan). Pessoalmente, considero que é pertinente discutir-se a saída da Zona Euro no curto/médio-prazo, mas tendo e assumindo uma agenda programática detalhada pró-federalista a longo prazo. Depois existem outras questões, se calhar tão ou mais fraturantes, nos domínios da fiscalidade (e.g. introdução da flat-tax), da legislação laboral (e.g. maior proximidade ao sistema dinamarquês), da administração regional (e.g. aprovação da regionalização) e da educação (e.g. calibragem entre sistema público e privado, sem descurar a universalidade), mas nenhum partido de pessoas que defendem o equilíbrio entre a igualdade e a liberdade, pode rejeitar a discussão de um outro rumo e jamais pode recusar-se a reconstruir a social-democracia. Construir o futuro implica o assumir de (novas) posições, ainda que os tempos e a ocasião nos encaminhe de volta para a zona de conforto, onde não se perde, mas também nada se ganha. Pelo menos o país, nada ganha.

04
Jul13

Autárquicas: uma imensa manta de retalhos

Rui Cerdeira Branco

Quando um candidato autárquico se quer distinguir da concorrência direta local muito facilmente passa atestados a colegas de partido do concelho ao lado.

Exemplo muito propensos a transformarem-se em fogo amigo no concelho ao lado:

·         "Eu nasci, vivi e sempre morei cá na terra"

·         "Eu não dependo da Câmara pois no dia em que sair regresso ao meu posto na empresa xpto "

·         “Eu tenho larga experiência em funções autárquicas”

Para um partido político, numas eleições autárquicas, dava jeito haver 308 redomas, uma sobre cada concelho. E que cada um soubesse só de si.

Argumentos para:

1) Desvalorizar a marca partidária nas autárquicas (a ideologia é razão mais frágil em autárquicas para determinar o voto);

2) Evitar leituras nacionais ambiciosas por via da compilação dos resultados locais

3) Refletir sobre o funcionamento dos partidos e sobre os parâmetros de campanha autárquica dentro de um partido de âmbito nacional.

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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