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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

20
Jan14

Lavar mais Branquinho

André Fernandes Nobre

Depois do o Nuno já aqui ter abordado o tema, eis que vem hoje a lume nova notícia sobre esse embaixador do sector público no mundo dos negócios privados que é Agostinho Branquinho.

 

Não deixa de ser tragicómico que, numa altura em que acusavam o então PM de ser o maior dos males até àquela data conhecidos pela República, os deputados do PSD se esforçassem por mandar a ética republicana às malvas, tentando assegurar mais um pouco com que se governar.

 

Por outro lado, não deixa também de ser caricata a pontaria do Governo de Pedro Passo Coelho para escolher Secretários de Estado envolvidos em conflitos de interesses.

 

Bem, tenho a certeza que tudo isto está bem e que, como sempre, é só business ongoing.

21
Ago13

Conheça a equipa (II)

David Crisóstomo

Na recente refundação do sapiente governo da nação, sua excelência o Dr. Agostinho Branquinho reentrou na cena politica como o novo nobre Secretário de Estado da Segurança Social e da Solidariedade, sucedendo na pasta ao igualmente excelente Dr. Marco António Costa, que tem agora mais tempo para caçar os velhacos dealers de swaps da nossa pátria descomposta. 

Homenageemos assim o Dr. Agostinho Branquinho, que ficou conhecido em tempos antigos pela sua surpreendente capacidade para estudar num curtíssimo espaço de tempo a complexidade de regras e relações que compõem 'um grupo de mídia':

 

 

Sô dono Agostinho também deve ser relembrado como sendo um dos nobres lutadores na grande e santa cruzada contra a pandemia das asfixias e das claustrofobias democráticas. Defensor da supra pureza dos documentários da RTP2. Revoltado contra clara conspiração conspirada por conspiradores nos corredores da RTP. Entre outros grandes feitos, claro. Um paladino que vivia em constante preocupação com a conflitualidade social, os desempregados, os professores, as 'piquenas' e médias empresas e os aumentos da carga fiscal. Um homem que perdia o sono em busca da Verdade, com v maiúsculo, carácter messiânico e sem 'mordaças'. Enfim, componhamos-nos e recordemos Branquinho:

 

Veja... )
07
Ago13

A forja

David Crisóstomo

 

Eu ainda me lembro como era. Grande parte do país tem uma memória com a capacidade do senhor Secretário de Estado do Tesouro, mas eu ainda me lembro de 2006, de 2007, 2008 ou 2009. Ainda me lembro da 'asfixia democrática'. Ainda me lembro do 'temos um governo que quer controlar a comunicação social'. Ainda me lembro da coitadinha da Manela, a da TVI, mártir da causa dos asfixiados, que às Sextas-feiras Santas atacava a besta. Ainda me lembro da outra Manela, a do 'a crise do subprime não passa dum abalozinho', a reclamar que aqui a pátria necessitava urgentemente duma "Politica de Verdade". Ainda me lembro das petições dos escritores amordaçados, dos manifestos indignados com a manipulação governamental, das manifestações pela liberdade de expressão, e de associação, e de pensamento, e do Correio da Manhã. Ainda me lembro do Paulo Rangel aos berros em Bruxelas contra os atentados ao Estado de Direito que se faziam em Lisboa. Ainda me lembro de Miguel Relvas como porta-voz da oposição.

Foram anos disto. Anos deste espectáculo, onde o alegado pior governo do século XXI da democracia da República de sempre era acusado de nos atirar dados manipulados e falseados sobre a sua administração. Que tinha que haver mudança, que isto não era uma sociedade moderna, que não havia transparência alguma, que vivíamos pior que na Serra Leoa. Enfim, que estávamos perante um grandessíssimo lamaçal. Que era necessária 'gente séria'. Era urgente que a 'gente séria' entrasse em acção. Era necessário que a 'gente séria' tomasse as rédeas da nação.

 

 


«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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