Reflexão
A acreditar nas sondagens a coligação PAF irá vencer as próximas legislativas. Será que o Governo, tal como aqueles filmes de série C, é tão mau tão mau que se tornou bom. A descida de exigência democrática foi de tal forma acentuada que enquanto comunidade corremos o risco de reeleger um Governo que:
- teve Relvas como Ministro;
- tem um Vice-PM que se demitiu irrevogavelmente;
- paralisou a justiça durante dois meses, e cujos efeitos ainda se estão a sentir com milhares de processos parados e acumulados;
- tem um ex-Ministro arguido;
- tem um PM que não sabia que as contribuições à Segurança Social são obrigatórias, nem se recorda quanto recebeu durante um ano;
- tem uma Ministra das Finanças que mentiu no Parlamento, que autorizou swaps e martelou as contas da Parvalorem;
- transformou as escolas em centros de exames, ao mesmo tempo que aumentou o financiamento das escolas privadas;
- apesar de ter privatizado acima do que estava acordado com a Troika, viu a dívida pública a aumentar;
- assistiu ao empobrecimento do país e, pior do que isso, ao agravamento das desigualdades;
- mantém a sua intenção de reduzir a TSU das empresas, pese embora ter existido a maior manifestação de que há memória em Portugal contra isso;
- fez com que se pague gasolina de 95 simples ao preço da 95 normal;
- aumentou as horas de trabalho, cancelou feriados e reduziu salários;
- à ultima da hora e contra todas as recomendações concessionou por ajuste directo os transportes do Porto;
- tem um Ministro dos Negócios-Estrangeiros que pediu desculpa ao Governo Angolano por existirem investigações judiciais;
- apelou à emigração, e os portugueses seguiram essa sugestão - em 4 anos 483 mil portugueses;
- defende que o Estado é mau gestor mas que privatiza a Estados estrangeiros;
- sempre disse que o Novo Banco não iria ter custos para os portugueses, mas que emitiu dívida pública para cobrir esse buraco;
- pautou a sua governação por um ataque à Constituição e a princípios basilares como a Igualdade;
- só não cortou pensões porque foi impedido pelo TC;
- aumentou o IVA da electricidade;
- não cortou as "gorduras do Estado";
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