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Sem antídoto conhecido.

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21
Fev16

Qual a credibilidade de Passos em matéria orçamental?

Nuno Oliveira

Para quem tenha a comida ao lume ou pouco paciência: zero. A credibilidade de Passos em matéria orçamental é zero. Ontem, Augusto Santo Silva questionou "a autoridade daqueles que falharam a consolidação orçamental". E com razão.

 

Pode parece impossível, para quem não tenha observado ainda o descaramento de Passos, mas quem tanta bravata faz em torno da consolidação orçamental é quem não conseguiu, em nenhum ano, atingir os seus objetivos em matéria orçamental. Ora, vejam:

2016.02.21 Défice, previsto e conseguido por Pass

Percebo que os mais avisados identifiquem e questionem a utilização de valores que incluem medidas extraordinárias. E é o procedimento mais correto para comparar com os valores que Passos e algumas figuras do PSD gostam de referir para o défice de 2010. Mas não se julgue que o exercício que aqui se faz fica diminuído se retirarmos medidas temporárias. Ora vejam:

2016.02.21 Défice, previsto e conseguido por Pass

Os mais atentos notarão um ano em que o Governo de Passos alcança os objetivos, e até ultrapassa, em termos de redução do défice. Nada mais falso. O ano de 2014 está suficientemente documentado como o ano em que a execução orçamental de Passos Coelho foi subvertida pelo Tribunal Constitucional. O Tribunal Constitucional anulou mais de 1000 milhões de austeridade e Passos reagiu em conformidade: pediu uma clarificação técnica, mostrou-se profundamente preocupado com o chumbo, alertou para o impacto orçamental da decisão, cancelou uma viagem ao Brasil dada a complexidade da situação criada pelo TC e até, pasme-se!, questionou a capacidade dos juízes. Não se acredita, portanto, que Passos venha reclamar méritos de uma execução orçamental tão perturbada pelo TC.

 

Assim, quando vir Passos falar da credibilidade das metas orçamentais, a pergunta que de facto se impõe é: que autoridade tem Passos para falar de objetivos orçamentais?

 

5 comentários

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    O verdadeiro Atento 22.02.2016

    Entretanto nota-se que não demonstrou a falsidade de uma única linha escrita pelo autor do post. Se o seu argumentário é o de " sim sim, mas o outro menino fez pior" estamos conversados.
    Não se trata aqui de saber se o actual menino está a fazer pior ou melhor. Trata-se de demonstrar que o menino anterior não têm moralidade nem credibilidade para criticar o que o actual está a fazer . Arranjem alguém com credibilidade para o fazer e talvez se safem.
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    Carlos 22.02.2016

    Os números são o que são, no caso são o que foram.Se não perceberam o que se passou nos últimos 4 anos também não é agora que vão perceber.Quando o programa de assistência económica foi elaborado o suposto défice público do Eng. Sócrates era de 6.5% que foi corrigido para 11.2% , uma pequena diferença. O défice baixou de 11.2% para 3% em 4 anos, com o país em estado latente de falência.Mas é claro que para os senhores socialistas e esquerda em geral, isso do país ter falido é tudo uma falácia da direita , e como tal só os que faliram o estado é que são credíveis para criticar os que tiraram o país da falência. Já se notou é que ninguém das esquerdas quer esmiuçar o OE2016 , e todos sabemos porquê.
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    Anónimo 22.02.2016

    Avaliou o que fez o cavaco quando foi primeiro ministro ?
    Nao seja tao tendencioso. Laranja a mais faz mal.
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    Carlos 22.02.2016

    O Cavaco ? Se não se importar faça-me um desenho que não entendi essa.
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