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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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06
Ago15

Brincar com as pessoas

Nuno Pires

Nas últimas semanas, os malabarismos do nosso XIX Governo com os números do desemprego têm preenchido o espaço mediático.

O atual Governo manifesta-se muito satisfeito com o seu esforço de "cozinhar estatísticas" e verificar, consequentemente, que os números do desemprego oficial estão a diminuir, insultando assim milhares de pessoas que não conseguem encontrar emprego, bem como cerca de meio milhão de pessoas que se viram forçadas a aceitar o convite deste Governo e deixar o país, ao longo desta legislatura, para conseguir viver com um mínimo de dignidade.

Na verdade, e a título meramente exemplificativo, se todos os desempregados forem incluídos em programas ocupacionais, em formações que em nada promovem a sua empregabilidade, ou se todos os desempregados emigrarem, o seu número descerá a zero. É um cenário limite, é uma hipótese ridícula, mas, face ao comportamento revelado nos últimos tempos, seria uma situação que o nosso XIX Governo celebraria com um enorme entusiasmo (possivelmente levando ao êxtase um imberbe Bruno Maçães, caricatura fiel deste Governo e sempre disposto a envergonhar todo um país com tentativas disparatadas de mascarar uma realidade indisfarçável).

Talvez um pequeno desenho, com base nos números oficiais, ajude a perceber o drama social que o XIX Governo teima em tentar ocultar e para o qual nunca se inibiu de contribuir.

 

infografia_desemprego

 

O brutal aumento do desemprego é a marca distintiva do XIX Governo. É o maior problema que o próximo Governo terá que enfrentar.

Está na altura de parar de brincar com os números e começar a respeitar os portugueses.

 

 

3 comentários

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    Teodoro 07.08.2015

    Caro PH, admito o seu comentário se confessar que tem 10 anos, caso contrário é perfeitamente descabido e volta apenas ao passado que lhe interessa, porque se quiser falar do passado como deve de ser, vá ver quem nos colocou realmente em maus lençois e foi exatamente o sr. silva (esse iluminado de belém), ou julgava que os milhões de chegavam da (na altura CEE), eram só para comprar carros topo de gama, e nunca iam ser pedidas contas? Esse foi o grande problema de portugal, quando a torneira deitava dinheiro que nem, as coisas não desenvolveram o suficiente (ou como deviam), era só esbanjar dinheiro em vez de desenvolver uma estratégia de jeito economico-produtiva em sectores chave. Culpados? um, o sr. silva, esta é a verdade, mas esse está socegadinho, porque a reforma mal lhe chega para viver.
  • Sem imagem de perfil

    Teodoro 07.08.2015

    ...já agora se não tiver 10 anos, escusa de responder porque tá visto que a "coisa" não dá para mais.
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