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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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20
Out15

Acordo sinistra

CRG

"After all, what is travel — or life, for that matter — but a continuing negotiation between expectation and reality?"

Rachel Donadio

 

Sempre fui céptico em relação a um acordo governativo de esquerda. Pensava eu que  do lado do PS as negociações serviriam para ter uma posição de força perante a PAF, enquanto do lado do BE e da CDU haveria necessidade de colocar junto do eleitorado o ónus no PS pela quebra do eventual acordo.

 

Agora que o acordo está próximo, socorrendo-me das práticas milenares dos cronistas, vou analisar a posteriori as razões pelas quais este acordo era afinal inevitável:

 

Apesar do seu segundo pior resultado de sempre, se um eventual governo minoritário PSD/CDS fosse empossado e posteriormente derrubado, nas próximas eleições existiria um forte apelo ao voto útil, legitimado pela experiência recente. Assim, a única forma de o BE e a CDU não perderem os ganhos das últimas eleições é darem apoio a um governo do PS.

 

Do lado do PS, um apoio a um governo de direita reforçaria a posição que se tenta vender de que não há nada de substancial a distingui-lo dos partidos à sua direita. Resultado: perderia votos quer para a sua esquerda quer para a sua direita.

 

A sobrevivência política da esquerda joga-se, portanto, na obtenção de um acordo de governo e eis que a necessidade concretiza o impossível: a TINA da esquerda derruba a PAF.

4 comentários

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    Carlos 21.10.2015

    Boa noite ;


    Ainda não são governo e já começam a querer arranjar desculpas ? Vão começar bem.
    Segundo parece o défice de 2015 fica abaixo dos 3% , os dados económicos ainda que incipientes mostram uma tendência clara de inversão , crescimento continuado, descida do défice , melhoria das contas externas , melhoria da taxa de desemprego.Apesar de ainda andarmos sobre brasas inverteram-se as tendências, Pelo que li hoje que foi acordado com o BE , a reposição da totalidade dos rendimentos da função pública e o fim da sobre taxa de IRS , vão obrigar a desencantar uns 1,6 mil milhões de euros para o orçamento do próximo ano , isto se só ficarem por aqui,, mas pelo que se sabe vai haver mais.
    Se fosse a si não me preocupava muito , o orçamento se aumentar o défice acima dos 3% é chumbado em Bruxelas , brevemente teremos o Dr. Costa a atirar as culpas para a união europeia. Déjà vu .... Alô , Alô Sr. Tsipras e Varoufakis .
  • Sem imagem de perfil

    O verdadeiro Atento 21.10.2015

    Este ainda não percebeu que Costa não precisa de aumentar o défice para distribuir melhor o produto dos impostos. Basta reorganiza-los e pôr a pagar quem nestes ultimos 4 anos beneficiou do bodo aos ricos entregue de mão beijada pela Paf. Basicamente chegou a altura de deixar de chular os trabalhadores para passar a xular os empresários imprestaveis deste pais.Os mesmos que juram a pés juntos que a divida é para pagar...desde que não sejam eles a paga-la. Tem de calhar a todos. Temos pena.
  • Sem imagem de perfil

    Carlos 21.10.2015

    Bom dia ;

    Já se sabe que Costa tem uma rotativa na cave para imprimir notas.Está muito mal informado , ou será de propósito , sobre os impostos que se pagam em Portugal.Ainda ontem foi publicada uma lista dos países em que as pessoas de maior rendimento pagam mais.Portugal está em sexto lugar.
    Dez por cento da população paga 90% dos impostos , não que isso por si só seja uma coisa boa , mas contraria o que diz. "Xulem" os empresários ,ou ainda melhor , ocupem as empresas. Este filme já foi visto antes com as consequências que se conhecem.Essa ladainha dos ricos que paguem a crise , não pagamos os empréstimos, etc, etc , leva a um destino , e o meu caro não deve ter assim tão grande dificuldade em descortinar qual é.
    Nos países mais abastados o esforço que se fez foi para acabar com os pobres , porque quer você goste ou não , são os ricos e os tais empresários que lhe põem a comida na mesa.
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