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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

02
Mai13

O New Deal europeu de Stuart Holland

Pedro Figueiredo

O mais recente texto de Stuart Holland editado no Jornal de Negócios (que aqui é publicado na íntegra), é algo que o professor visitante de Economia da Universidade de Coimbra já defende há dois anos.


Aliás, a proposta saiu em forma de documento, na altura assinado não só por Mário Soares e Jorge Sampaio, como por Michel Rocard, Giuliano Amato e Guy Verhofstadt. O fim do mito da inevitabilidade...


Um "New Deal" para a crise da Zona Euro 

 

por Stuart Holland


Sem surpresas, Wolfgang Schäuble recusou a sugestão de George Soros para a Alemanha abandonar a Zona Euro. Ainda assim, Soros está certo quando afirma que, apesar da Alemanha não querer os Eurobonds – uma palavra assustadora no país –, não há nada que impeça outros Estados-membros de os adoptar em conjunto.

 

 

 

11
Abr13

Impulsos erráticos

Nuno Pires

 

O atual Governo prossegue o seu percurso titubeante, com um novo e rocambolesco episódio a cada dia que passa.

 

Ontem, na sequência de um despacho revanchista de Vítor Gaspar (que, muito sinteticamente, pretende congelar o Estado e asfixiar todos aqueles que legitimamente usufruem da coisa pública), foi noticiado, pela manhã, que todas as ações de formação e estágios profissionais estavam suspensos e, a par, uma das medidas mais "emblemáticas" do ainda ministro Miguel Relvas, o Impulso Jovem.

 

Ora, qualquer pessoa que tivesse lido o famigerado despacho teria rapidamente chegado à conclusão de que a realização de novas ações de formação ou novos estágios profissionais por parte do IEFP, fosse no âmbito do Impulso Jovem ou não, se encontra impedida até à sua aprovação pelo recém-empossado líder supremo do Estado, Vítor Gaspar.

 

 

10
Abr13

A miragem das exportações

Nuno Pires
INE: Comércio Internacional de bens:exportações aumentaram 0,8% e importações diminuíram 6,1% - Fevereiro de 2013
(fonte: INE)


Ao que o INE nos transmite e o Jornal de Negócios noticia, a evolução das nossas exportações continua a rota de declínio que há já algum tempo se tem vindo a verificar, não obstante as normais flutuações pontuais, as quais são rapidamente aproveitadas pela rapaziada que (ainda) apoia este Governo para bizarros exercícios de manipulação de informação.

 

 

08
Abr13

As prioridades de Vital Moreira

Cláudio Carvalho

Nas últimas semanas, Vital Moreira - cabeça de lista pelo Partido Socialista às Europeias de 2009 e personalidade pela qual nutro o maior dos respeitos -, tem dedicado algum do seu precioso tempo a atacar o PS e a defender o statu quo dos "rolos compressores" que são os constituintes deste governo. Primeiro "condenou" a moção de censura do PS, insinuando que este não tem capacidade de afirmação política. De seguida, a cruzada contra o Tribunal Constitucional (e.g. aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui). Concentremo-nos nas suas últimas duas críticas (esta e esta).


De facto, só se pode comparar o que é comparável. Como é que é possível, então, VM admitir a equiparação, dos trabalhadores em funções públicas aos trabalhadores em funções privadas, por exemplo, em matéria de remunerações, quando estes são quase exclusivamente do setor terciário, independentemente do país, democrático e em regime de economia de mercado, que estiver sob análise e ao qual Portugal não foge à regra? Ou seja, a natural desigualdade, surge, na sequência, do desenho das funções do Estado. Ninguém terá dúvidas, que as remunerações dos trabalhadores da administração pública se aproximarão dos trabalhadores do setor privado, se o Estado decidir nacionalizar setores da Economia inseridos na prestação de serviços em mercados privados, nomeadamente do setor primário...


Adicionalmente, é chocante a visão de soma zero sobre a economia (vd., e.g., "Os primeiros geram despesa pública e pesam directamente no orçamento; os segundos, não.") e a sua visão de que se alcança a cura pela via da aplicação da mesma receita que levou à doença, contradizendo-se com as críticas apontadas ao Governo a 18 de março.

 

Creio que as prioridades de VM estão, neste momento, invertidas. Está a focar as atenções, injustamente, nos trabalhadores das administrações públicas, "deixa o grande capital para depois" e esquece que não é possível continuar com o ajustamento por via da redução sistemática e profunda da procura interna. No passado, as suas prioridades foram diferentes, para melhor...

01
Fev13

Porque não me abstenho de falar de economia

mariana pessoa

Einstein, Why Socialism (1949)

 

"For these reasons, we should be on our guard not to overestimate science and scientific methods when it is a question of human problems; and we should not assume that experts are the only ones who have a right to express themselves on questions affecting the organization of society."

 

Eu não sei se reduzir carga fiscal equivale linearmente a investimento económico. Lembro-me sempre do tempo das vacas gordas em que fundos estruturais vinham para Portugal para qualificação da mão de obra. Era gasto em Mercedes pelos donos de empresas. Tenho ciência para dizer isto? Não tenho. Mas se aqueles que dizem que injectar dinheiro na economia através de investimento público negam o seu efeito sinérgico por não ser linear, como podem afirmar, em consciência, o contrário?

29
Dez12

As exportações, o turismo e os bodes expiatórios

Nuno Pires

Até há uns meses, as exportações e o turismo tinham em comum o facto de serem os dois principais fatores dinamizadores da nossa economia.

Agora, têm também em comum o facto de ambos registarem preocupantes trajetórias descendentes nas suas atividades.

 

Hoje, no Expresso, é noticiado que praticamente metade dos hotéis no Algarve estão encerrados este Inverno, algo que começa a verificar-se também no Alentejo e na região Centro, antecipando-se um cenário negro para 2013 - de acordo com Cristina Siza Vieira (presidente da direção executiva da AHP), "muitos hotéis já cortaram a gordura e estão no osso".

 

Se, no caso das exportações, a greve dos estivadores serviu bem, junto dos mais distraídos, o propósito de bode expiatório (registou-se uma quebra consistente nas novas encomendas à indústria nos meses que a anteciparam, mas presumo que isso seja irrelevante), julgo que, no caso do turismo, é capaz de ser mais complicado para o Governo encontrar uma qualquer desculpa esfarrapada para as suas próprias trapalhadas (talvez o corte abrupto no rendimento disponível das famílias seja também um pormenor sem qualquer importância).

 

Estou certo que a rapaziada da São Caetano há de arranjar qualquer coisa.

03
Nov12

O tamanho de um rastilho

Pedro Figueiredo
Não se andará muito longe da verdade se se considerar Portugal um país à beira de uma manifestação pública com consequências bem mais gravosas do que aquelas a que se tem assistido. Os níveis de desemprego e os cortes nas prestações sociais anunciadas e já confirmadas (na generalidade) pelo Orçamento de Estado para 2013 - e outras situações que não vale a pena aqui elencar -, transformam a sociedade num autêntico barril de pólvora.
Pode até haver quem considere que o país aguenta (ai se aguenta!) mais austeridade, mas ao dizê-lo não sabe verdadeiramente que consequências isso trará na forma como pode, inclusive, imaginar o seu próprio dia a dia. Diz pela simples razão de que se é preciso, é preciso. Not so fast.
Como em qualquer barril de pólvora pronto a explodir, há sempre um rastilho. Mais ou menos curto. Ninguém sabe precisar o tamanho. Há índices de contabilização para a paciência e limite de austeridade de um país? O FMI também também tem um multiplicador para isso?

Quem garante que, por sugestão, os números de levantamentos de poupanças não aumentam ainda mais? Ou até uma corrida aos balcões para levantamentos em massa (último cenário, mais catastrófico)... Apesar dos depoimentos das pessoas apontarem para necessidades financeiras imediatas, parece (números não confirmados) que a grande maioria foi para reinvestir em produtos mais rendíveis. Mesmo assim, as razões podem bem ser as piores: receio e incerteza no futuro.
Nem é preciso recuar muito no tempo, salvaguardando as devidas diferenças de regime. Mubarak caiu com o espancamento até à morte de um jovem de Alexandria por um polícia num mercado. E não foi só o Egipto que mudou.
O estado a que chegou o país (manifestações e intolerância de variadíssimos sectores da economia às soluções apresentadas pelo governo), não promete um desfecho propriamente saudável à democracia. Seja para que lado cair "a razão". Ser flexível também é perceber o momento certo em que a corda não tem mais elasticidade e perceber que vai partir.
«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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