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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

11
Jan14

O CDS segue para Bingo (II)

David Crisóstomo

Em fim-de-semana de congresso do CDS-PP nada melhor que recordar o glorioso passado deste partido na sua vertente mais recente. Em homenagem ao evento de Oliveira do Bairro, decidi retomar o processo arqueológico iniciado anteriormente. Agradeçamos ao gestor de conta do twitter do CDS-PP e, acima de tudo, apelemos para que não se acanhe e volte a resumir em pedacinhos de 140 caracteres toda a mentalidade dos senhores e senhoras do largo Caldas. Enfim, apreciem este manjar de coerência:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bom Congresso!

 

04
Jan14

"Um cristão não mente"

David Crisóstomo

 

"Aumentar impostos é agravar a crise; não os baixar na hora certa será atrasar a retoma. E dizemos mais: pensar primeiro no défice e só depois na economia é não resolver o problema do défice e, de caminho, castigar ainda mais a economia. Pelo contrário, pensar primeiro na economia é pôr a economia, o crescimento e a receita a ajudar a resolver o problema do défice."

 

"(...) condenámos o imprudente proselitismo ideológico em certas relações externas que, até pela estabilidade da sua importância, devem respeitar o enquadramento Estado a Estado (ex: Venezuela); e temos uma posição crítica sobre a insuficiência das políticas de emigração e consulados."

 

"A tentativa de gerar receita à força, precludindo os direitos mais elementares do contribuinte não é aceitável."

 

"Uma pergunta perfeitamente actual é esta: o que se pode fazer para reduzir a dimensão da pobreza em Portugal?

A resposta do CDS é objectiva: melhorar serviços aos idosos e melhorar as pensões dos idosos. Se excluirmos as questões da “nova pobreza”, já abordadas no capítulo do desemprego, o núcleo duro da pobreza em Portugal está na velhice. Dai a opção preferencial que fazemos por tratar melhor e primeiro dos mais velhos."

 

"Para quem acredite, como nós acreditamos, que o progresso de uma sociedade também se mede pelo dinamismo da sua “mobilidade social”, ou seja, pelo nível de oportunidades dadas para que, através da educação, do trabalho e da iniciativa, cada indivíduo possa subir legitimamente na vida, a situação social portuguesa é alarmante. Na verdade, a “mobilidade social” parece ter, simplesmente, parado. Haverá, certamente, sectores que até acrescentaram a sua riqueza, mas a classe média empobreceu e a exclusão social alastrou. Restabelecer a mobilidade social no nosso país é um objectivo central do CDS nos próximos quatro anos."

 

Programa Eleitoral do CDS-PP de 2009

 

 

"A
 Dívida 
Pública: 
travar
 o
 agravamento,
 tratar
 da 
redução.

(...) nesta
 matéria,
 para
 além
 de
 procurarmos
 formas
 de
 resolver
 o
 problema,
 temos
 ainda 
de 
começar, 
já
 e
 agora,
 por
 não
 o agravar.
 Ou
 seja, 
temos
 de
 imediatamente
 tomar 
medidas
 para
 que 
não
 nos
 endividemos 
ainda
 mais.

"

 

"Hoje, 
em 
Portugal,
 alarga‐se
 o
 fosso
 entre
 os
 que
 têm
 muito
 e 
os 
que,
 mesmo
 tendo
 um
 posto 
de
 trabalho, 
não 
conseguem 
sair
 do 
limiar
 da pobreza. Hoje,
 cada
 vez
 mais
 portugueses
 acham
 que,
 mesmo
 depois
 de
 uma
 vida
 inteira
 de
 trabalho,
 deixarão
 menos 
aos
 seus
 filhos
 do 
que 
o
que
 receberam
 dos 
seus 
pais. 
E
 estas 
são
 as 
marcas 
mais
 evidentes 
de 
que 
o 
elevador
 social,
 a 
possibilidade
 que
 cada
 um 
tem 
de
 subir legitimamente
 na 
vida,
 através
 da
 educação
 e
 do 
trabalho, 
está
 posta 
em
 causa.
 O
 dinamismo
 que 
nos 
permitiu
 crescer 
nas
 últimas 
gerações 
já não
 existe, 
sendo
 substituído 
por
 um
 modelo
 social 
em 
que
 o 
Estado 
só
 sabe 
pedir 
impostos,
 sempre 
mais 
impostos,
 taxas 
e
 contribuições,
 para
 financiar
 uma
 despesa
 excessiva, 
mesmo
 que 
isso 
sacrifique
 o 
nosso 
crescimento
 económico,
 a confiança
 de 
quem 
investe, e
 que essa recessão 
da economia gere uma menor 
arrecadação 
fiscal."

 

"Equidade 
fiscal 
na
 austeridade
.
Ao
 abordar
 as
 obrigações
 de
 redução
 da
 despesa,
 não
 seria
 sério
 fazê‐lo
 sem
 admitir
 ou
 reclamar
 uma 
maior 
equidade
 fiscal
 na
 repartição
 de
 sacrifícios.
 O
 CDS ,
que
 tem
 uma
 forte 
tradição 
de 
defesa do
 contribuinte 
e 
de
 moderação 
fiscal,
 que
 não
 abandona,
 sabe
 que 
neste
 momento excepcional
 que
 Portugal
 está 
a 
viver,
 defender
 o 
contribuinte
 também
 é
 saber
 defender 
que
 não
 sejam
 sempre 
os
 mesmos 
–
 os
 que
 não
 podem
 fugir 
aos 
impostos 
–
 a 
pagar 
a 
factura; 
e 
que 
há 
formas 
de
 aumentar
 a
 receita
 que
 tornam 
evitáveis 
aumentos
 da
 carga
 fiscal.
 Em
 geral, 
como afirmámos
 sempre,
 tem
 de
 haver
 um
 conceito 
e 
uma 
percepção 
social 
da
 equidade 
fiscal."

 

"Redução
 da
 despesa: 
da
 ética
 social
 à
 equidade
 fiscal
 e 
à
 força
 do 
exemplo
.
Acima
 de
 tudo,
 esta
 será
 também
 uma
 reforma
 cultural
 e
 comportamental
 na
 gestão
 da
 coisa
 pública,
 tendo
 em
 atenção
 que
 há
 –
 sempre,
 e
 em
tempo 
de
 austeridade 
–
 uma 
ética
 social 
(a
 protecção 
dos
 desfavorecidos),
 uma
 ética
 fiscal
 (a 
distribuição
 justa
 dos 
sacrifícios)
 e
 uma 
ética 
do 
exemplo 
(do
 Estado 
consigo 
próprio).

"

 

Programa Eleitoral do CDS-PP em 2011

 

 

O título vem a propósito de mais uma profunda e fascinante entrevista de Nuno Melo. Não vou perder tempo com a caracterização da personagem, já disse aqui tudo o que tinha a dizer sobre a criatura. Mas não deixo de ficar fascinado com o naco de filosofia depositado na conclusão da entrevista, aquela afirmação imperativa da suprema honestidade do cristão, que não mente, nunca, jamais, e não por ser pecado, mas porque, epa, não consegue. Leva com água benta na tola e prontus, serum veritas no moço. "Um cristão não mente", ao contrário dos ateus, agnósticos, judeus, muçulmanos, etc., que, como toda a gente sabe, são uns grandessíssimos aldrabões. Como aliás se confirma aqui, neste relato de honestidades tuiteiras do irrevogável partido. Gente sincera, pura, cristã. Que não mente, engana ou ludibria, como diria Vítor Gaspar. Comete quiçá umas incorrecções factuais, como diria Rui Machete. Mas é gente séria. Que, seriamente e com o alto patrocínio da Presidência da República, vai gozando connosco há já mais de dois anos, qual castigo divido que se abateu sobre esta terra.

 

 

Adenda: É também interessante notar que esta gente tão transparente e honrada tenha retirado o programa eleitoral de 2011 da sua página oficial. Só lhes fica bem.

 

17
Dez13

Alguém ensine os dirigentes do CDS-PP a fazerem referências bibliográficas

Cláudio Carvalho

Depois desta pouca vergonha (também evidenciada aqui e aqui), eis algumas referências bibliográficas constantes da Moção de Estratégia Global ao XXV Congresso do CDS-PP "Fazer diferente: preparar políticas públicas":

 

 

 

 

Trinta e um «notáveis» militantes e nem uma alminha se dignificou em credibilizar minimamente o documento. Estou certo que os autores do 365 forte, em nome da caridade(zinha) intelectual, estão disponíveis para dar uma formação específica sobre referências bibliográficas e bibliografia aos membros do CDS-PP.

12
Dez13

Oh democratas da minha terra

David Crisóstomo

 

"Em democracia ganha-se e perde-se. E um verdadeiro democrata aceita e conforma-se com as votações dos plenários quando é derrotado, tal qual fica satisfeito quando é vencedor, e eu não aceito nem admito à deputada Edite Estrela que pelo facto de ter perdido uma votação de mais de metade, mais de metade dos parlamentares europeus, nos insulte de hipócritas ou mais que passe pela sua cabeça."

um paladino da democracia


"Ao contrário das acusações de radicalismo feitas por Edite Estrela, prevaleceram hoje no Parlamento Europeu o bom senso e a moderação. Lamento que o mau perder de alguma esquerda radical revele que, para estes, só há democracia quando se ganham as votações. O parlamento europeu decidiu que a questão do aborto é competência dos Estados-Membros e que a União Europeia não deve procurar substituir-se-lhes nesta matéria. Hoje ganhou a democracia e foi derrotada uma agenda extremista. O Parlamento decidiu bem."

um patrono do poder da maioria parlamentar


"O centrista, que deverá concorrer sozinho à liderança da Juventude Popular, no congresso electivo deste fim-de-semana, mostrou-se contra o "radicalismo" e a "falta de sentido democrático" de Edite Estrela.

um padroeiro dos sentidos democráticos



Dadas todas estas manifestações de peito inchado sobre o "valor da democracia", sobre sacralidade das votações em plenário e sobre a importância de respeitar a vontade da maioria, vou aqui aguardar serena e pacientemente, que estas três e as outras almas que exigiram o respeito sobre esta condição básica da democracia, venham agora a público rebelar-se contra uma adulteração de uma votação no plenário do Parlamento Europeu e que, considerando o resultado real dos votos, da democracia, exigiam que o relatório da eurodeputada Edite Estrela seja de facto sujeito a votação em plenário. Não sendo "democratas de circunstância", estou certo que irão indignar-se contra o desprezo pelos votos dos representantes do povo, contra a desconsideração da vontade popular, contra este atentado ao "sentido democrático". Afinal, "importante mesmo é o resultado da votação", não é? Vou esperar por essas declarações inflamadas. Aqui na minha cadeirinha, muito confortável. Aguardarei.


30
Out13

Cinco sugestões para Assunção Cristas

Cláudio Carvalho

1ª: Limitação do número de filhos por família, com expropriação dos excedentários e seguindo-se o natural abate.

2ª: Criação do regime jurídico da «missa dominical obrigatória».

3ª: Definição estrita de planos alimentares para cada família, com multas pesadas para os infratores.

4ª: Regulação do tempo de cada ato sexual, com recurso à supervisão de pelo menos dois agentes da ASAE.

5ª, a mais importante: Limitação do número de acéfalos(as) em cargos governamentais.

27
Set13

Portas e a imagem que os tribunais dão a um país

Nuno Pires

 

O David já aqui se referiu a mais uma declaração de inconstitucionalidade de normas aprovadas pelo nosso XIX Governo Constitucional.

 

As reações dos diferentes partidos políticos não tardaram, mas a do CDS-PP, pela voz de Paulo Portas, é de uma bizarria assinalável. Uma pessoa lê e não acredita: Paulo "irrevogável" Portas, o mesmo que protagonizou recentemente uma birra governativa, despoletando uma crise política que fez com que os noticiários um pouco por todo o mundo fora abrissem com a queda iminente do Governo Português e conduzindo a um aumento dos nossos juros para níveis dos quais ainda não conseguimos recuperar, está agora preocupado com o impacto que uma deliberação do Tribunal Constitucional possa ter na imagem do nosso país no exterior.

 

Já não é novidade para ninguém que o PP e Paulo Portas convivem mal com o facto de existirem regras, leis ou tribunais (cfr. submarinos, Portucale, Pandur, Universidade Moderna, generosos donativos de militantes com nomes estranhos, entre outros).

 

A novidade aqui é constatarmos, incrédulos, que Paulo Portas considera que, "no exterior", alguém repute como negativo ou prejudicial que um país tenha uma Constituição e um Tribunal para assegurar o seu cumprimento.

 

Ouso sugerir à rapaziada do Largo do Caldas que se preocupe menos com a imagem que as deliberações de um Tribunal conferem ao nosso país e se preocupe mais em tentar fazer qualquer coisa (qualquer coisinha) por aqueles a quem apela em todas as eleições (os pensionistas, a lavoura, os contribuintes, entre outros), ao invés de persistir naquilo que parece ser já uma característica da sua intervenção política: tomar o eleitorado como estúpido.

 

(Imagem: recorte da notícia do Telegraph; escolhida ao acaso - Reuters, Euronews, Wall Street Journal, entre outros, todos noticiaram a irrevogável demissão de alguém que tanto se preocupa com a nossa imagem no exterior)

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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