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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

20
Set15

António Costa, o conciliador

Nuno Oliveira

(o título nem sequer é meu, é "roubado" à Revista 2 )

Estão a ver aquele político radical avesso a compromissos que Passos tenta vender? Não, não estão a ver. E não estão a ver porque choca com a realidade.

Choca com a realidade que o vereador do CDS na CML conhece por aceitar a sua proposta "de imediato".

2015.09.20 Revista 2, João Gonçalves Pereira sob

 

(imagem da Revista 2 do Público de hoje)

 

 

Choca com realidade que o vice-presidente do PSD Carlos Carreiras conhece por ter feito com ele e com o PSD-Lisboa a reforma administrativa da cidade de Lisboa. Uma reforma-sim estruturante-sim apoiada-sim.

Choca com a realidade que José Sá Fernandes e Helena Roseta conhecem e com quem conseguiram fazer acordo após disputa eleitoral intensa.

Choca a realidade que o PCP conhece por ter visto aceite e executada a proposta dos julgados de paz quando era ministro da Justiça.

Choca com realidade conhecida pela generalidade da esquerda por ser sido um dos contribuintes para o largo acordo que Jorge Sampaio à presidência da Câmara de Lisboa.

e creio que poderíamos continuar por muito tempo...

 

(capa da Revista 2 do Público de hoje)

2015.09.20 Revista 2, Capa - António Costa, o Con

 

 

18
Set15

Estamos carecas de saber

CRG

"No seu trágico desespero arrancava brutalmente os cabelos da sua peruca"

Díaz Dufoo Jr

 

A manifesta incapacidade da UE para lidar com as diversas crises - crise económica causada pela crise do sub-prime, a crise da Ucrânia e, agora, a crise dos refugiados - é trágica. As suas respostas extemporâneas e ad hoc revelam que os princípios de solidariedade, de democracia, de defesa dos direitos humanos que apregoava eram um recurso demagógico: um artifício estético que aos poucos é arrancado, demonstrando a sua verdadeira face.

 

E esta é a de uma UE cada vez mais inter-governamental - apesar de se ter assistido ao reforço da legitimidade democrática do Presidente da Comissão com a sua "eleição directa" a Comissão continua dependente e com falta de proactividade -, onde os poderes fácticos imperam e as regras se vão adaptando consoante o poder do país* e dos interesses afectados, com predomínio do poder económico sobre os demais (vd: a forma díspar como as lideranças europeias tratam os governo grego e húngaro).

 

O projecto europeu, que era na sua génese uma construção política que utilizaria a integração económica como catalisador daquela, subverteu-se numa instituição dos mercados, pelos mercados e para os mercados. E será possível que tal entidade assim concebida e assim dedicada possa perdurar? 

 

* A Comissão Europeia está há cinco anos a avisar a Alemanha que esta arrisca-se a ser multada caso mantenha o investimento abaixo das metas estipuladas.

10
Set15

Como temos a certeza que o debate correu bem a Costa

Frederico Francisco

As análises dos comentadores da direita mais próximos do actual governo sobre o debate de ontem são todas muito parecidas entre si: desvalorizar o debate, dizer que não foi interessante e foi aborrecido, dizer que Costa esteve mais "agressivo", dizer onde Passos Coelho podia ter dito isto ou aquilo para ganhar vantagem, dizer que não serviu para nada e não influencia nada...

Neste caso, as análises dizem mais sobre os analistas do que sobre o objecto da análise.

08
Set15

Jornalixo: O futuro do entretenimento

Diogo Moreira

A saída de José Sócrates da prisão de Évora, acontecimento que rapidamente foi transformado pelos media em alfa e omega da campanha eleitoral, permitiu-nos assistir a mais um episódio da variante de jornalismo que se tem tornado moda em Portugal: o jornalixo.



Vulgarizado pelo Correio da Manhã, o jornalixo caracteriza-se pela ausência de qualquer regra deontológica da profissão jornalística, e pela ênfase total da informação como entretenimento de massas, sendo a preocupação com os factos, a verdade, o bom-senso, ou até mesmo a simples decência, algo que não assiste ao jornalixo. Em vez disso, o jornalixo procura ser entretenimento para a audiência, fazendo apelo aos mais básicos instintos de quem tem a infelicidade de os ler, ouvir ou ver. Voyeurismo, inveja, vingança, entre muitos outros sentimentos nefastos, são a alimentação que o jornalixo procura fornecer à sua audiência. Tudo com um simples objectivo: fazer com que a audiência continue a se alimentar nos media que praticam essa forma de “informação”.



E isto, infelizmente, é algo que decorre naturalmente da essência do negócio da imprensa. O jornalismo vive de audiências, seja em que formato. Antigamente, as pessoas compravam jornais para se informar, mas as rádios, revistas e televisões sempre tiveram múltiplas funções. A informação andou sempre a par do entretenimento, e em grande medida é o entretenimento que financia a comunicação social de massas. Nessa perspectiva a informação fornecia o glamour e a respeitabilidade, enquanto o entretenimento fornecia o financiamento. Mas o mundo mudou.



Com a ascensão da reality TV, os media ficaram cientes que as audiências já não se regiam pelo paradigma do séc XIX. A informação podia andar de braço dado com o entretenimento. Aliás, a informação podia ser entretenimento. Para isso bastava abandonar os critérios deontológicos do jornalismo, e fornecer aquilo que as pessoas realmente querem ver, desejam ver, odeiam ver, mas não conseguem parar de ver: o jornalixo.



Onde é a casa que Sócrates vai viver em prisão domiciliária? Vamos dizer a morada a cada 5 minutos. O que ele vai comer? Quem o visita? Como são as paredes? E o tecto? E a casa-de-banho? E Sócrates? Como se veste, come, urina? Tudo isto, o jornalixo fornece. Tudo isto, as pessoas não deixam de ver.



Isto é o futuro do jornalismo. Inevitável porque se já não servem como fornecedores de notícias, visto que a internet e as redes sociais já ocuparam esse nicho, mais vale ser entretenimento. E quem não gosta, vê/lê/ouve outras coisas.

04
Set15

Passos, o caixeiro-viajante.

CRG

Em Portugal aconteceu algo que Arthur Miller nunca imaginou que fosse possível: elegemos um Willy Loman como Primeiro-Ministro. 

 

O protagonista d’ "A Morte do Caixeiro Viajante” é anti-intelectual, pese embora nunca ter afirmado ter como livro preferido um que nunca existiu. Acredita que o caminho para o sucesso é ser-se bem visto, bons contactos e gostarem de nós. Tem como herói o seu irmão mais velho que com 17 anos entrou na selva saíndo milionário aos 21 - um claro empresário de sucesso. Não se chega a saber como fez fortuna, apenas disse ao sobrinho que “nunca se deve lutar de forma leal (…), caso contrário nunca se sai da selva”. Um mentiroso compulsivo que se acha grandioso e insubstituível, e que confunde sucesso com bens materiais e procura incutir tais valores aos seus filhos.

 

Por cá Passos Coelho não apresenta um programa eleitoral, não dá entrevistas, foge de debates, prefere estar longe das ideias e perto da emoção das revistas cor-de-rosa,  ao mesmo tempo que lidera um governo que procura vender/concessionar todo o património. É o nosso caixeiro-viajante.

Pág. 2/2

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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