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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

05
Jan15

Fortuna

CRG

"...life's single lesson: that there is more accident to it than a man can ever admit to in a lifetime and stay sane"

- Pynchon - "V."

 

Toda a ideologia é uma construção da realidade (por isso é de recear os que se intitulam de realistas). E essa construção parte de premissas. Ora, a premissa de parte da direita liberal é o individualismo. O indivíduo controla o seu futuro. Com muito trabalho e esforço o sucesso - no sentido material (a definição de sucesso é outra questão) - está garantido.

 

Por sua vez, a sua ausência é da responsabilidade de cada um, uma falha de carácter; há um elemento de culpa no insucesso (como país isso também acontece: somos apelidados de mandriões, incapazes de gerir os nossos destinos).

 

Deste modo, o teor da (mais uma) inefável crónica do Arquitecto Saraiva, na qual preferia entregar 100 milhões de euros a Belmiro de Azevedo do que a 100 pobres, não surpreende e até é coerente com o seu pensamento. Racionalmente é o único refúgio para atenuar e explicar a profunda e galopante desigualdade dos nossos dias.

 

Por isso talvez seja importante relembrar ao Senhor Director do Semanário "Sol", bem como aos restantes seguidores desta ideologia, que fortuna também é sorte.

04
Jan15

Um pouco de Buñuel ao pequeno-almoço

Sérgio Lavos

Procurador e juiz acusam Sócrates de manipular investigação com entrevistas.

 

Entrámos em território desconhecido, surrealista. Se lermos com atenção a notícia, percebemos que as fontes do DN deverão ser Rosário Teixeira e Carlos Alexandre, o procurador e o juiz que pretendem acusar Sócrates de violação do segredo de justiça. Portanto, os magistrados responsáveis pelo processo terão passado ao DN informações sobre os seus estados de alma e intenções, assim como pormenores da investigação, violando descaradamente o segredo de justiça que supostamente deveriam preservar e defender. Soma-se isto a tudo o que tem acontecido desde o início do processo, desde a detenção no aeroporto com jornalistas atrás à enxurrada de pormenores processuais passados a tablóides, sempre sem contraditório do arguido, acabando no nada dispiciendo detalhe de ainda nem ter sido deduzida acusação, apesar da investigação ter começado há mais de um ano. Isto já não é uma república das bananas, é uma espécie de latrina a céu aberto. Bem dizia a ministra de Justiça (que caladinha que ela anda, não é?): "a impunidade acabou".

03
Jan15

Até que enfim!

Pedro Figueiredo

Até que enfim que o PSD fez uma justa e expectável leitura do que pode vir a ser a realidade para o futuro. Neste caso, para 2015, ao comentar a mensagem de Ano Novo do Presidente da República. “Estamos convencidos que o novo ano vai ser melhor que os anteriores”, diz o PSD. Que nesta peça de um minuto e quarenta segundos, tem quarenta segundos de tempo útil, ficando o restante minuto para o seu actual companheiro de coligação, o CDS, que nas últimas sondagens eram o quarto partido, depois da CDU, com 7.3%. Admito que quando vi Nuno Melo pensei em ignorar, mas deixei ir até ao fim. Era o CDS que falava. No final, voltei a achar que devia ter ignorado, mas pelo menos ainda vi o CDS a incluir-se num futuro diálogo a três. É mesmo muito provável que a situação do país melhore significativamente em 2015, ultrapassando os anteriores. Sobretudo a partir de Outubro. Posso estar de acordo com as convicções do PSD (estão convencidos) para este ano que entra, mas será certamente por razões antagónicas.

01
Jan15

Descodificando Cavaco

Diogo Moreira
Uma primeira parte em que dá elogios mal disfarçados à coligação no poder, juntamente com críticas implícitas ao maior partido da oposição, e a todos que defendem um rumo alternativo para o país.

Temos também uma segunda parte em que se exalta o que realmente deseja para o futuro do país: o Bloco Central.

2015 vai ser um ano triste em Belém.

Pág. 6/6

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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