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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

06
Nov14

O ministro do milagre económico

Sérgio Lavos

Os hábitos de consumo de um ministro, falemos de álcool, berlindes ou sapatos, não me interessam nem deveriam interessar a ninguém. Já a falta de educação e a pesporrência no trato com deputados da nação, assim como a competência no desempenho da função, isso sim é do interesse de todos. E o que Pires de Lima tem para mostrar é pouco, muito pouco: uma réstea de um mirífico "milagre económico", suportado por algumas vendas de computadores Magalhães em países da América Latina - negócios herdados dos governos Sócrates; exportações de produtos refinados pela terceira refinaria de Sines, um investimento também de Sócrates; e uma conjugação de factores externos e do bom trabalho de um seu secretário de Estado, Adolfo Mesquita Nunes, que levaram a um crescimento (não tão bom como o propagandeado) das entradas de turistas. 

O seu antecessor, o saudoso Álvaro, prometia uma grandiosa e quinquenal reindustrialização do país e a descoberta de petróleo ao largo das Caldas. Pires de Lima limita-se a alardear ufanamente resultados que se devem a investimentos feitos pelos governos socialistas. O resto são pormenores, que em nada beliscam o mau desempenho do ministro. 

04
Nov14

O Sol é o nosso carvão

CRG

"...the main force in favor of greater equality has been the diffusion of knowledge and skills"

Thomas Piketty - "Capital in the Twenty-First Century"

 

Merkel afirmou que Espanha e Portugal têm demasiados licenciados. O que são "demasiados"? 30%, 70%, 90% não disse, nem lhe interessa fundamentar tal diatribe. A questão não é o número de licenciados, mas sim como imagina que deve ser a estrutura produtiva da península ibérica; e como olha para o ensino: mera fonte de mão-de-obra.

 

Tal como Cobden no século XIX, Merkel considera normal que a Alemanha seja a "fábrica" da Europa e que os outros países fiquem com o papel de consumidores de produtos alemães e de produtores de bens de menor valor acrescentado - o que levaria a uma maior desigualdade entre a periferia e o centro da Europa.

 

Claro que sempre se poderá dizer que a chanceler alemã estava legitimamente a defender os interesses germânicos, só é pena que muitos ainda duvidem deste simples facto nem percebam que não são coincidentes com os portugueses.

Pág. 4/4

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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