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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

07
Set14

Sobre o PS Porto

Diogo Moreira
Parece que a "mudança" no PS Porto passou por apoiar a candidatura única de José Luís Carneiro, inenarrável apoiante de Seguro, à liderança da Federação do Porto.

Agora, apoiantes de Costa queixam-se que os apoiantes de Seguro consideram o Porto como vitória esmagadora.

Quem não vai a votos, tem o que merece.
06
Set14

Mobilizar a Dança

João Martins

Desde que António Costa anunciou a sua intenção de se candidatar à liderança do PS que foram inúmeros os apoios que lhe foram dados por personalidades ligadas à Cultura.

A começar no Teatro, passando pela Música, Cinema, Literatura, Pintura e Escultura, de todas as artes se tem visto diversos apoios à candidatura de Costa. Todas menos a Dança.

Não deixa de ser curioso que uma das áreas artísticas que mais clama por melhores políticas culturais e mais proteção laboral seja aquela em que se vê menos preocupação por influenciar diretamente os atores políticos para irem ao encontro de algumas das suas expectativas legítimas. A Dança em Portugal tem demonstrado pouca diligência no contacto com políticos no sentido de os fazerem comprometer com uma mudança de mentalidade - e dos orçamentos - para a Cultura.

Para além dos apoios financeiros, é necessário pensar uma política cultural a nível governamental que passe por criar condições de liberdade criativa. No meu entendimento, é António Costa que conseguirá aplicar essa nova política. É um dos poucos políticos capaz de falar para a cultura e sobre a cultura. O facto de ter nascido e crescido no meio certamente terá ajudado, já que o pai foi um reconhecido escritor, Orlando da Costa, e a mãe, uma jornalista de referência, Maria Antónia Palla. (Curiosidade: António Costa foi aluno na Escola de Dança do Conservatório Nacional. Não estavam à espera, pois não?)

Desde há sete anos, Costa tem sido um presidente de câmara que valoriza, investe e promove a cultura, ao contrário do que acontece em muitos municípios do país. E não tem feito isso sozinho. Aliás, António Costa tem como seus apoiantes e colaboradores pessoas que sabem e conhecem o meio cultural e artístico português, nomeadamente os seus artistas e as suas necessidades. 

O exemplo mais paradigmático disso é Inês de Medeiros. Foi no ano passado que a deputada do PS conseguiu fazer aprovar na Assembleia da República um projeto de lei que estabeleceu regime especial para bailarinos, direitos que eram e continuam a ser essenciais para a carreira de bailarino. Apesar de se dizer muito que os políticos não se importam com os artistas, há exemplos que contrariam esse dogma, e é nesses que devemos acreditar e apoiar. Se há uma pequena minoria de políticos que são afetos à criação e carreira artística, é necessário o envolvimento daqueles que se interessam e têm ideias para a valorização cultural de um país e de uma sociedade para que esta se torne uma maioria compromissiva.

António Costa tem sido um bom presidente da câmara de Lisboa. Agora, voos mais altos lhe estão a ser pedidos - exigidos, vá - e o trabalho de política cultural que sido feito em Lisboa pode alargar-se ao resto do país, com visão e discernimento, se todos nos conseguirmos mobilizar.

Dia 28 de setembro decidimos quem vai ser o próximo candidato a Primeiro-Ministro de Portugal pelo Partido Socialista. António Costa é o único candidato com legítimas preocupações culturais e artísticas. Usem o vosso voto, deem o vosso contributo e, acima de tudo, apostem num político com experiência e sensibilidade cultural.

 

Votem na Dança. Votem na Cultura. Votem na Mudança. Votem em António Costa.

 

05
Set14

Quem nos representa

David Crisóstomo

 

A Ana Catarina Mendes é dos melhores quadros que o Partido Socialista tem. É aliás das melhores deputadas que neste momento a Assembleia da República possui. Seja em tópicos como nos direitos dos imigrantes e asilados, na igualdade no acesso ao casamento e à adoção por casais do mesmo sexo, na despenalização do aborto, no acompanhamento da evolução da jurisprudência europeia, na evolução das condições de ensino das escolas públicas ou, mais recentemente, na fiscalização dos contratos swap, a Ana Catarina Mendes distingue-se facilmente entre os seus pares pela qualidade do trabalho e da intervenção. Da intervenção no parlamento, no espaço público, no debate público.

Queixamos-nos frequentemente da falta de representatividade que muitos de nós sentem quando olham para o cojunto que se senta nos bancos do plenário de São Bento. Até agora, tenho tido sorte nesse campo, tenho a sorte de me sentir representado plenamente pelo trabalho e pelas posições de uma dezena daqueles 230. Uns poucos que, no seu conjunto, me fazem ter orgulho em ter votado nas últimas legislativas no Partido Socialista. Enquanto cidadão, estou-lhes grato. Saber que há quem advogue pelos nossos ideais, pelo modelo de sociedade que defendemos, saber que há quem defenda a nossa maneira de entender a vida em comunidade, a nossa forma de ansiar por um futuro melhor, saber que há quem nos representa num regime democrático, que a vontade expressa pelo voto não cai no esquecimento é todo um motivo cívico de gratidão. A Ana Catarina Mendes faz parte deste grupo que me representa na Assembleia da República. Por este presente, passado e futuro trabalho parlamentar, votarei amanhã com todo o orgulho na lista que encabeça para a Federação de Setúbal do Partido Socialista.  E, tal como disse Mário Soares, “é extremamente importante que [a Ana Catarina Mendes] saia vitoriosa, pelo futuro do PS e do distrito de Setúbal”. É extremamente importante que o Partido Socialista, seja a nível local, distrital, nacional ou europeu, continue a ser representado por quem, recusando o populismo, trabalhe diariamente para cumprir os ideias da Declaração de Princípios do Partido Socialista, por quem compreenda que "defender a democracia é não hesitar na confrontação democrática com os inimigos da democracia, qualquer que seja a sua natureza. É lutar contra o totalitarismo, que viola os direitos fundamentais da pessoa humana, e contra o populismo, que ataca os alicerces do Estado de Direito. É recriar continuamente a democracia, de modo a que ela saia reforçada, e não diminuída, do confronto com as novas exigências e possibilidades que o mundo contemporâneo lhe coloca". É, de facto, extremamente importante que o Partido Socialista, personificado pelos seus representantes e dirigentes, continue a simbolizar estes pensamentos. Eu amanhã sou eleitor numa acto de escolha dos seus representantes e dirigentes. Será com naturalidade que votarei em quem já há muito me representa no parlamento do meu país.

 

02
Set14

Novo Banco: A saga continua...

Diogo Moreira
"Folga curta de solidez pressiona venda do Novo Banco 29 Agosto 2014, 00:01 por Maria João Gago 

O rácio de solidez do banco é de 8,5%, pouco acima do mínimo de 8% exigido pelo supervisor. E ainda haverá imparidades para registar. Pressão de capital e liquidez é argumento a favor da venda. Prioridade é evitar injecção de capital."

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/folga_curta_de_solidez_pressiona_venda_do_novo_banco.html

(sublinhado meu)
01
Set14

Sistema Speenhamland

CRG

Segundo a manchete do Expresso do passado Sábado "60% do emprego é criado pelo Estado", designadamente através do programa Estágio Emprego que paga entre 419,22 e 691,70 euros, acrescidos de subsídio de refeição, consoante as qualificações, sendo que as entidades empregadoras recebem uma comparticipação pública que é genericamente de 100%, desde que verificados alguns requisitos, ou de 80%.

 

Verifica-se uma espécie de regresso ao sistema Speenhamland, vigente no Reino Unido na passagem do século XIX, segundo o qual o vencimento dos trabalhadores era complementado através de dinheiros públicos de forma a atingir o valor mínimo de subsistência, de acordo com o preço do pão. Este sistema bem intencionado acabou por não ter os efeitos desejados: pauperização da população trabalhadora por conta doutrem uma vez que as empresas eram incentivadas a praticar salários abaixo do normal, aumentado os seus lucros.

 

Programas como o Estágio Emprego não são por si só criticáveis. Aliás perante uma taxa de desemprego tão elevada eram imprescindíveis e urgentes políticas públicas de criação de emprego, tanto mais que há uma correlação entre o tempo de desemprego e a dificuldade em ser contratado.

 

No entanto, esta afectação de recursos públicos em beneficio das empresas é revelador no contexto actual (reforma do IRC, a redução de feriados, as alterações à legislação laboral) de uma tendência: alteração das relações de poder na sociedade em detrimento do trabalho. 

 

Esta parcialidade de tratamento num Governo, que sempre defendeu a saída do Estado da Economia, é notório no seu próprio discurso. Qualquer subsídio dirigido a individuais é visto como uma perigosa esmola que aumentará a sua dependência enquanto que se dirigido a empresas é fomentador de crescimento económico.

 

Passados dois séculos desde o Sistema Speenhamland há quem continue a caber na descrição da burguesia daquela altura: "rigid, self-righteous, unintellectual, obsessed with puritan morality to the point where hypocrisy was its automatic companion".  

Pág. 4/4

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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