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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

11
Jul14

Estado de Submissão

David Crisóstomo

 

“Se o país achar que não é possível cumprir os compromissos com esta Constituição, sujeito à incerteza constitucional, o que tem de ser tem muita força”

 

“Vamos ter de ter um Governo de maioria depois das eleições. E não acredito que nenhum aceite governar no estado de submissão aos tribunais que este aceitou

 

Pires de Lima

 

Eu sou dos que não acha isto normal. Normal, aceitável, tolerável. Não me passa pela cabeça que se tolere que um ministro de um estado de direito democrático afirme uma visão destas. Afirme publicamente a sua visão do que é "governar", do que é exercer o poder executivo, e de quais são os limites deste. Ou da ausência de limites, como parece ser o caso. Parece que para o senhor Ministro da Economia do XIX Governo Constitucional da República Portuguesa o "que tem que ser tem muita força". Um nova versão do "custe o que custar" do senhor Primeiro-Ministro. Custe o que custar, com muita força, nada os deterá, quais revolucionários em marcha. Marchar, marchar, e não serão coisas menores e banais como são os tribunais que os irão parar. Recusar o estado de submissão dos governos aos tribunais, do poder executivo ao poder judicial, recusar a submissão perante a lei. Impor sim a submissão da lei perante "os compromissos". Contra o império da lei, triunfarão, com os grandes saltos em frente a que nos têm habituado. E a verdade é que nos habituamos, habituamo-nos, como se fosse rotineiro, a ouvir estas frases aterradoras de quem parece não compreender o seu verdadeiro significado, de quem muito pouco compreende. Uma limitada compreensão sobre o que é o sistema político descrito na Constituição. São manifestações de desprezo pelas instituições, de desprezo pelo regime que há 40 anos nos rege e que nos proporcionou o maior aumento da nossa qualidade de vida na nossa história. É desprezo pela história, pelo passado, pelo que se passou. É a refundação, é o homem novo, é novo normal. Desculpem-me, mas eu sou dos que não acha isto normal.

 

11
Jul14

Flautista de Massamá

CRG
No século XIII, várias regiões da Alemanha registaram um forte êxodo para o leste, com a natural quebra da natalidade. Deste fenómeno terá surgido o conto “O Flautista de Hamelin”: o desaparecimento dos “filhos da terra” seria mais facilmente aceite se tal se devesse ao incumprimento da dívida ao flautista do que questionar o sistema económico que permitiu a concentração da quase totalidade das terras nas mãos de uns poucos, deixando os restantes como servos.

 

09
Jul14

...

mariana pessoa

"Enquanto nós tratarmos os portugueses como se não soubessem raciocinar e como se não merecessem o nosso respeito não daremos um bom exemplo sobre como podemos construir um futuro melhor" (Passos Coelho, 16 de Maio, 2011)

 

 

Expresso Diário, 8.07.2014

09
Jul14

Mentir, mentir sempre, negar tudo

Sérgio Lavos

Passa o tempo, e continua a ser surpreendente a facilidade com que estes pulhas persistem na mentira. Lembram-se das razões apresentadas para os cortes drásticos nas bolsas de doutoramento e pós-doutoramento? Eu lembro: tanto Nuno Crato como Miguel Seabra (presidente da FCT) vieram dizer que se deviam a uma alteração de base no modelo de financiamento da investigação em Portugal. A aposta deixaria de ser feita na investigação individual e os fundos passariam a ser canalizados preferencialmente para as unidades de investigação, que teriam a liberdade de gerir o seu orçamento e atribuir bolsas a quem entendessem, com menos intervenção da tutela e da FCT. E o que vemos, apenas três meses depois? O mesmo corte brutal no financiamento dessas unidades de investigação, que levará inevitavelmente ao encerramento da maioria, muitas das quais tinha classificação de "excelente" em anos anteriores. Pior, os critérios usados pelos avaliadores são incompreensíveis em muitos casos, e existem erros grosseiros na avaliação. O organismo contratado pela FCT (é sempre tão chique, contratar estrangeiros para tratar das nossas coisas) não tem qualquer crédito e está mesmo prestes a ser substituído por outro. Um exemplo: numa das unidades de investigação que ficaram sem financiamento, foi considerado um ponto negativo o facto de terem sido feitas traduções de Kierkegaard e Aristóteles para português, sendo sugerido por um dos avaliadores que os textos filosóficos deverão ser conhecidos e estudados no original. Em dinamarquês e grego antigo, portanto. Maravilhoso. Outro exemplo: o CIES-IUL também não vai receber fundos e um dos argumentos da avaliação é o de que a área das migrações e das desigualdades sociais está "esgotada" em termos de investigação. Brilhante.
Cortam a eito, sem qualquer preocupação com a qualidade da investigação, e mentem, mentem, mentem, sobre isso, desavergonhadamente. Digam-me lá o que esta gente merecia?

05
Jul14

Piadas fáceis

Diogo Moreira
Do BPN ao BES: Uma história dos bancos do PSD.

O BES vai mudar a sua cor para laranja.

O PSD tem o dom de transformar as pessoas mais improváveis em banqueiros.

O governo não quis que a intervenção da CGD e do BCP pusesse em causa a OPA do PSD ao BES.

O Banco de Portugal meteu um seu funcionário na liderança do BES.

Pág. 3/3

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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