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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

06
Mai14

A Hermenêutica de Cavaco Silva

mariana pessoa

A teoria geral da compreensão do que se passou na última semana, por parte do Presidente da República, resume-se a isto:

 

“O que mais me vem à memória, no dia de hoje, são as afirmações peremptórias de agentes políticos, comentadores e analistas, nacionais e estrangeiros ainda há menos de seis meses, de que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate”, afirma o Presidente. “O que dizem agora?”


Nem uma palavra sobre o que no mundo que mudou para que, em 15 dias, o Primeiro Ministro, Ministra das Finanças e Ministro da Presidência do Conselho Ministros dessem o dito por não dito e se aumentassem impostos, diminuisse o rendimento disponível dos trabalhadores, assim como o valor do salário mínimo nacional (por força do aumento da TSU). SMN, esse, que o PM, também há pouco mais de 15 dias, afirmou querer ver subido no seu valor. Nem uma palavra para explicar aos portugueses quais as condições concretas de um programa cautelar, de modo a explicar a sua exclusão como hipótese.

 

Não, nem uma palavra. Para variar, o Presidente da República comportou-se como um hooligan, disparando dislates despeitados em várias direcções, qual adepto ressabiado para com aqueles que duvidaram do seu amado clube. É exactamente o mesmo Presidente da República que apela a consensos (seja lá o que isto for) e o mesmo que roga, pungentemente, que "não enveredem pelo caminho da crispação e conflitualidade” e que deixem de parte as “querelas artificiais e as controvérsias estéreis”.

 

É toda a hermenêutica de Cavaco Silva face à realidade com que nos deparamos: uma boca no facebook. 

De facto, um Presidente da República bem abaixo das nossas possibilidades.

E por falar em hermenêutica, as palavras da filósofa Constança Cunha e Sá, aqui.

 

05
Mai14

E rezam as lendas que para serem mais honestos do que ele têm que nascer duas vezes (VIII)

David Crisóstomo

 

Cavaco no facebook, hoje:

 

"O que mais me vem à memória, no dia de hoje, são as afirmações perentórias de agentes políticos, comentadores e analistas, nacionais e estrangeiros ainda há menos de seis meses, de que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate. O que dizem agora?"

 

Cavaco no Palácio de Belém, a 10 de Julho de 2013:

 

"Este novo programa seria provavelmente mais exigente e teria condições mais gravosas do que aquele que atualmente está em vigor, com reflexos diretos – e dramáticos – no dia-a-dia das famílias. Além disso, não há sequer a garantia de que os parlamentos nacionais dos diversos Estados europeus aprovassem esse segundo resgate financeiro."

"O risco de termos de pedir um novo resgate financeiro é considerável. No caso de um segundo resgate, a posição de Portugal ficaria muito desvalorizada tanto na União Europeia como junto de outros países com os quais mantemos um intenso relacionamento económico."

 

 

04
Mai14

Da lata

André Fernandes Nobre

 

Desconfiem sempre que alguém, em política, vos falar em verdades únicas.

 

Porque, infelizmente, nos lembramos todos demasiado bem que quem trouxe a troika para Portugal foram os rapazolas que tinham sede de ir ao pote e que a sede era tanta que o Senhor Pintelhos avocou para o PSD a exclusiva paternidade do Memorando de Entendimento além do qual o próprio chefe do Governo haveria mais tarde de querer ir.

 

Entretanto e feitos todos os erros de que se lembraram sem que daí tivesse resultado qualquer alteração positiva significativa para o Estado, economia e população Portuguesa, Catroga já veio dizer que afinal só esteve numa reunião com a troika, Marco António Costa anda a monte, sendo procurado por ter andado a promover despesismo acima das suas possibilidades e Passos, bem, Passos Coelho continua a dizer sim e não a tudo, embora agora com menos tempo de permeio do que aquele que as suas palavras levam a viajar até aos ouvidos dos seus interlocutores.

 

Verdades, em política, há muitas, mas só há uma desfaçatez capaz de afirmar que o PSD/CDS não teve nada a ver com a intervenção da troika e que estes partidos estão a mandar a troika embora, e essa é toda do Nuno Gouveia, a.k.a., o Karl Rove dos estarolas.

 

Já tinha ouvido falar em pessoas com muita lata, mas uma falta de vergonha na cara desta envergadura é, de facto, um caso único. 

04
Mai14

Uma saída que é uma limpeza...

Frederico Francisco

Ontem, no Telejornal da RTP, enquanto se dizia que o governo se havia remetido ao silêncio até à decisão e anúncio de hoje, os gráficos na parte inferior do ecrã já anunciavam em letras grandes "Saída Limpa". Tudo indica, já há várias semanas, que será essa a decisão e que o governo irá apresentá-la como o resultado do sucesso da sua política de aplicação escrupulosa e entusiástica do memorando da Troika. Esta é a nova "narrativa" que dominará o discurso daqui para a frente no governo português e um pouco por toda a Europa nos países e intituições que decidiram esta forma de lidar com a crise do Euro. O "sucesso" do programa português é a validação de que as actuais lideranças de vários países e da Comissão Europeia, dominados por uma certa direita, desesperadamente necessitam para terem sucesso nas próximas eleições, manter a Europa no caminho em que se encontra e para evitar qualquer tipo de reforma profunda do funcionamento da UE e da zona Euro.

 

Logo à noite, quando ouvirmos a declaração do Primeiro Ministro, as suas palavras deverão ser lidas também no contexto europeu. A escolha por uma saída limpa é uma escolha politica, por muito que nos atirem com números de taxas de juro e com promessas de uma autonomia política recuperada. 

03
Mai14

Culpa

Diogo Moreira
Observando o chorilho de mentiras, e parvoíces, que Passos, e Portas, expelem com tão grande à-vontade, e que os jornalistas engolem sem grande dificuldade, regurgitando para o público; é difícil não pensar que os media são grandes responsáveis da situação em que estamos.
01
Mai14

Preparar o futuro

André Fernandes Nobre

Agora que falta pouco menos de um ano para as próximas eleições legislativas, que muito provavelmente apearão PPC e Portas dos lugares governativos para que estes já demonstraram não ter responsabilidade ou sentido de palavra para ocupar, importa começar a preparar o phase out do terrorismo e retrocesso social em que vivemos nestes últimos 3 (e que na altura serão 4) anos.

 

Muito embora o discurso público seja actualmente dominado pelas questões que afectam os funcionários públicos e que, obviamente, deverão merecer a maior atenção, para evitar que o estigma que os atingiu se mantenha de futuro, a verdade é que se impõe uma reflexão sobre o papel que reservamos na nossa sociedade aos mais desfavorecidos e, entre estes, aos mais velhos, bem como sobre os apoios que lhes devemos proporcionar.

 

 

 

 

Visto por este prisma, não está nada mal pensada a ideia das IPSS de se iniciarem nos negócios funerários. Não está, não senhor.

01
Mai14

Procura-se Paulo Portas

Diogo Moreira
O Vice-Primeiro-Ministro de Portugal, que tem um Secretário de Estado Adjunto, e uma Sub-Secretária de Estado Adjunta. Para fazer o quê? Ninguém sabe. Ou melhor, estão lá para receber vencimentos do Estado, e para andar em carros com motorista. E nomear chefes de gabinete, assessores e adjuntos, à fartazana. Funções concretas de governo e administração? Zero.

A sua golpada da demissão irrevogável valeu-lhe um aumento de 8 por cento do vencimento, em virtude de ter passado de Ministro a Vice-Primeiro-Ministro, ao mesmo tempo que o governo decretava o confisco de salários e pensões dos portugueses.

A única coisa que ele dizia que ia fazer era a coordenação da reforma do Estado, e das ligações à Troika. Até agora nada fez.

Não pôs os pés na conferência de imprensa de ontem, onde se anunciaram novos roubos dos trabalhadores portugueses, e novo aumento de impostos.

Deve estar escondido dentro de um dos submarinos, pagos a peso de ouro, que Portugal comprou por sua decisão.

Merecemos tudo o que nos venha a acontecer.

Pág. 7/7

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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