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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

21
Nov13

Uma conspiração de estúpidos

Nuno Oliveira

Que a Clara Ferreira Alves transformou em Uma Conspiração de Néscios na última edição do Eixo do Mal, mas isso agora não interessa nada. É um óptimo pretexto para fazer uma excelente sugestão de leitura.  Li na edição da Terramar mas notei que entretanto já foi também distribuído com a revista Sábado.

 

John Kennedy Toole teve uma curta e atormentada vida tendo cometido suicídio aos 31 anos. Este romance é publicado em 1980, 11 anos após a sua morte e recebe o Pulitzer de Ficção no ano seguinte. Além de muito bem escrito é um livro bastante entretido chegando a ser hilariante.

 

 

21
Nov13

Em defesa de serviços mínimos de vergonha

Nuno Oliveira

Marco António Costa voltou a queixar-se da falta de disponibilidade do PS para o diálogo.
 

Podíamos falar na recusa do modelo do PS para a discussão da reforma do Estado por falta de tempo, e já lá vai um ano. Ou podíamos falar no facto de o Primeiro-Ministro o único a romper o consenso existente em Portugal favorável à actualização do Salário Mínimo Nacional. Ou falar na reforma do IRC com um alívio fiscal das (grandes) empresas que não convence FMI nem patronato, sobretudo as confederações de pequenas e médias empresas.

 

Mas basta-nos recordar a notícia de terça-feira em que o Conselho de Reitores formaliza uma rotura inédita com o Governo por desde Agosto não ter qualquer discussão formal com a tutela sobre o Orçamento do Estado. Ó homem, tanto que o preocupa o diálogo, bem que podia começar por resolver o do Governo com o CRUP.
 

Sabemos que Marco António tem de despir-se de qualquer pudor para poder vestir o fato de porta-voz do PSD. Ainda assim, espera-se que haja não só um "serviço mínimo de democracia" como um serviço mínimo de vergonha. Algo que nem o PSD parece estar disponível para cumprir nem haverá nenhum tribunal que os obrigue.

 

21
Nov13

1ª aula de explicações (virtual) a Henrique Monteiro

Cláudio Carvalho

O Henrique Monteiro insere-se na categoria de jornalistas do Camilo Lourenço e afins: não fazem o trabalho de casa, lançam uns bitaites e acham-se incrivelmente astutos e intelectualmente superiores, mesmo dizendo bacoradas que fariam corar qualquer estudante do ensino secundário. Por conseguinte, decidi dar uma aula de explicações virtual e gratuita ao Henrique Monteiro e em tópicos que é para que este não "queime" muito os "fusíveis".

 

«Logo no preâmbulo afirma que Portugal quer "abrir caminho para uma sociedade socialista". Isso exclui um sem número de portugueses que não querem abrir caminho para ismo nenhum.»


Henriquinho, queira o menino perceber que o preâmbulo nunca foi evocado pelo Tribunal Constitucional para declarar qualquer norma inconstitucional. Não tem força legal, ainda que tenha um sentido simbólico e sirva para efeito de contextualização histórica.

 

«Acham que é ao Estado que cabe (artº 58) "promover políticas de pleno emprego"?»


Então o Henriquinho ao contrário de um qualquer defensor com conhecimento de causa de um Estado mais reduzido, por exemplo monetaristas, considera que o Estado não tem um papel ao nível das políticas estruturais, ao nível das políticas do lado da oferta (agregada) no sentido de promover o pleno emprego? Este governo pode ser radical, mas o Henrique quer ir mais além. 


«Mais, será que aquelas personalidades - e mesmo outras - concordam com apanágios ao dirigismo como o que está plasmado no artº 67 em que se afirma que o Estado deve "cooperar com os pais na educação dos filhos"? Ou "Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino" (artº 74) - recordo que o sistema de Bolonha, implantado há meia dúzia de anos, veio fazer com que os dois últimos anos do Ensino Superior (ou segundo ciclo) fosse pago e bem pago mesmo nas universidades públicas.»


Henriquinho, Bolonha é uma coisa, a lei de financiamento do ensino superior é outra. Desde quando é que «Bolonha (...) veio fazer com que os dois últimos anos do Ensino Superior (ou segundo ciclo) fosse pago e bem pago mesmo nas universidades públicas»? O novo modelo de propinas está consubstanciado na lei que define as bases do financiamento do ensino superior, isto é a Lei n.º 37/2003, de 22 de agosto com alterações introduzidas pela Lei n.º 49/2005, de 30 de agosto, sendo que a lei de 2005 não altera substancialmente a matéria relativa às propinas. Bolonha começa a tomar contornos em Portugal, com o Decreto-Lei n.º 42/2005, de 22 de fevereiro que estabelece os princípios reguladores de instrumentos para a criação do espaço europeu de ensino superior. Depois surge o Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março, relativo ao regime jurídico dos graus académicos e diplomas do ensino superior. Se pela primeira vez consultar esta legislação, verá que Bolonha nada teve a ver com a subida de propinas. Eu sei que dá trabalho estudar antes de disparatar, mas esforce-se mais um pouco.

 

Quanto a isto é mais um mau exemplo da sua má-fé, Henriquinho. Aconselho-o, portanto, a analisar relatórios como o "Report to the Nations on Occupational Fraud and Abuse" da ACFE.

 

Henriquinho, nunca tive grande consideração por pessoas que usam o seu estatuto de jornalistas (?!), de diretores de órgãos de comunicação social e áreas afins para despejar toda a demagogia e populismo que podem sobre a vulnerável e frágil opinião pública e para fazer política de "p pequeno", em vez de fazerem jornalismo e de se pautarem pela ética, pela moral, pela verdade. Usam e abusam de um poder desproporcionado em relação à sociedade, nomeadamente em relação à classe baixa e média, que não tem qualquer forma de expressar - de forma fiel e transversal - as suas posições senão através das instituições democráticas. Este poder tanto pode dar para o bem como para o mal. No caso do Henrique Monteiro, raras vezes dá-lhe para o bem. Não sei se é implicância, falta de conhecimento ou se escreve os artigos numa qualquer tasca da esquina, de qualquer das formas é pena, Henrique, é pena.

21
Nov13

Já chega, sim?

David Crisóstomo

Vá, vou ser rápido e sucinto: enjoei da quantidade de textos que repetem a converseta de taxista sobre o LIVRE: 'serve para o Rui Tavares continuar em Bruxelas'. Artigos de opinião escritos, nalgumas circunstâncias, por gente respeitável (e vidente, no caso do Luís Menezes Leitão, que já teve acesso a um programa-que-não-existe e a medidas-que-não-foram-propostas). Pois bem, vamos lá reavivar a memória deste pessoal amnésico:

 

31/08/2013 - 1º convite do PS: "Rui Tavares recusa ser candidato pelo PS: Sondado pelo PS, Rui Tavares diz que não será candidato por nenhum dos partidos existentes"

 

05/11/2013 - 2º convite do PS: "Rui Tavares recusa ser candidato às europeias nas listas do PS: O eurodeputado Rui Tavares declarou hoje à agência Lusa que não aceitaria um convite para integrar as listas do PS às eleições para o Parlamento Europeu, marcadas para maio de 2014."

 

E para os cavalheiros que acham que é mais fácil ou confortável criar um partido [com primárias abertas (sim Louçã, tem calma, bebe um copo de leite quente com mel e respira fundo)], recolher as 7500 assinaturas necessárias e andar pelo país inteiro a fazer campanha sem o apoio de nenhuma das grandes máquinas partidárias, do que simplesmente vir em 4º ou 5º na lista do principal partido da oposição e provável vencedor das próximas eleições europeias em Portugal, aconselho uma boa e longa noite de descanso, pois claramente não estão a regular muito bem. Bom, podemos encerrar de vez esta lengalenga populista de "o Rui Tavares criou um partido para ser eleito"? Podemos? Sim? Agradecido.

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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