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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

02
Out13

Quem tem medo, compra um cão

André Fernandes Nobre

Ou, no caso da Helena Matos, funda um partido ou inscreve-se num.

 

Porque é disso que se trata, quando estão em causa as opções políticas tomadas pelos representantes eleitos dos e pelos cidadãos, no âmbito dos processos democráticos instituídos e vigentes em Portugal.

 

Querer condicionar a vida política Portuguesa com discursos de medo (no fundo, conversas do Lobo Mau, coisas próprias de quem não quer uma sociedade mais livre, porque mais informada, mas antes uma sociedade limitada, fundada no preconceito e no receio) sem se sujeitar, a si e às suas ideias, a escrutínio político, é prestar um péssimo serviço à democracia e à República.

 

É uma conversa já antiga que vou tendo, de tempos a tempos, com o Hélder Ferreira no tuiter, sobre o porquê de os liberais (embora, neste caso, me custe particularmente estar a pôr o Hélder e a long lost irmã Grimm no mesmo saco) se recusarem a constituir-se em partido e a apresentarem as suas ideias políticas a sufrágio.

 

Ao ler o artigo de opinião acima linkado, torna-se mais fácil compreender o porquê dessa opção.

 

É que podiam descobrir que não são mais do que uma meia dúzia e que as pessoas se estão marimbando para o que eles acham que devia ser a estrutura do estado e as principais opções políticas.

 

E o medo, meus amigos, a instilação deste medo pueril, a conversa dos socialistas que comem criancinhas e dos amanhãs que cantam quando e se for tudo privado, dá muito mais resultados que meia dúzia de votos.

02
Out13

Se dúvidas houvesse...

André Fernandes Nobre

...Quanto à falta de uma espinha dorsal nas costas do little man que capturou o cargo de Primeiro Ministro, sujeitando o País a um acordo forçado com os seus credores, puramente em benefício pessoal seu e dos seus correligionários, aqui fica a prova definitiva:

 

Passos Coelho não assume derrota pessoal nas autárquicas


Naquele que foi o pior resultado de sempre (D-E  S-E-M-P-R-E) do seu partido em eleições autárquicas, fica bem ao líder, responsável pessoal pelas escolhas que culminaram nas derrotas mais retumbantes e simbolicamente significativas do PSD, sacudir assim a água do capote.


Não sei se alguém ainda tinha muitas dúvidas mas, se as houvesse, fica de facto provado que estamos perante um homem invulgar.

Pág. 7/7

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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