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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

22
Jul13

PCP e Bloco - a "grande convergência"

mariana pessoa

Pergunta:

 

A grande convergência sublinhada por PCP e Bloco de Esquerda a semana passada veio antes ou depois de chegarem à conclusão que aos patrões a inscrição no Bloco não mete medo? É que para o Secretário Geral do PCP os bloquistas são uns imberbes dos quais o patronato tem tanto medo como de ovos moles. Nas palavras de Jerónimo de Sousa: isso (militantes do Bloco) "papam eles ao pequeno-almoço, não se preocupam nada”.

 

Deve ter sido uma convergência e peras.


22
Jul13

"Há fraquezas muito convenientes", pois há, Lomba

mariana pessoa

Escrevia o hoje Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Pedro Lomba, em 18.12.2012, uns mesinhos antes de ser nomeado:

 

"Fraquezas convenientes:

‘Escrevi há tempos que não temos um único Governo. Por força das circunstâncias, temos quatro governos. E todos diferentes. Em primeiro lugar o Governo composto por Passos Coelho e pelos ministros do PSD. Depois, como se trata de uma coligação, o dos jovens ministros do CDS e de Paulo Portas que defendem a sua autonomia. Terceiro, o Governo dos independentes que respondem directamente perante a troika e em quem a troika primariamente confia, sobretudo Vítor Gaspar. E, por fim, o Governo dos outros independentes que, gozando de um estatuto menor, não contam para os homens da troika e também não contam para os três anteriores.

(…)

Isto para fora. E para dentro do Governo? Essa é a outra parte da história. A menorização de independentes como Santos Pereira, que ele tanto se esforça por contrariar, como agora se viu na resistência aos estivadores, era também útil para o "arranjo" do poder dentro do Governo. Não estou a pensar na coligação. Quando Miguel Relvas aparece em encontros secretos com o colombiano que se ofereceu para comprar a TAP, agindo à revelia da competência exclusiva do ministro das Finanças nas privatizações, directamente e por via das suas ligações ao político brasileiro José Dirceu, ficamos mais inquietos sobre o que isto manifestamente parece. E o que parece é que o primeiro governo, aqui com Relvas à cabeça, também quis rédea solta, também procurou que o governo dos independentes úteis ficasse mudo à margem das privatizações. Como se as decisões de fundo coubessem a um governo oculto. Há fraquezas muito convenientes."

 

Muitas outras perguntas poderiam ser colocadas, mas para já fica uma: em qual destes Governos será Pedro Lomba Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto?

21
Jul13

Dos efeitos da perenidade do soberano do PSD

Cláudio Carvalho

Nas últimas semanas uma quadrilha, que atenta contra direitos sociais, contra a própria estabilidade da democracia e, sobretudo, contra a esperança nacional, resolveu brincar ao Risco e ao Monopólio, como se tudo fosse um jogo de tabuleiro em que a vida de 11 milhões de pessoas pode ser ditada simplesmente pelos despertares matutinos ou tiques esquizofrénicos dos membros do Governo, da maioria parlamentar e do Presidente da República.

 

Duas gerações já perceberam que não podem contar com Cavaco Silva para servir outros interesses que não os interesses absolutos do partido. Seria muito crédulo pensar que a posição seria muito diferente da apresentada hoje aos portugueses. Assistimos, em suma, a uma espécie de revogação das eleições legislativas antecipadas anteriormente convocadas, tal e qual ao estilo do «irrevogável» Paulo Portas. Nesta fase, há já só duas certezas:

A primeira é que, daqui em diante, a cada resultado negativo da política económica deste governo, não temos só o governo e a maioria para culpabilizar e a quem pedir responsabilidades, temos também o Presidente da República, que está - mais do que nunca - umbilicalmente associado à degradação da economia, das finanças e do regime democrático.

A segunda é que, perante o panorama de exacerbado ascetismo económico e democrático, só podemos contar com o Tribunal Constitucional para garantir a estabilidade do Estado de Direito e, consequentemente, a existência mínima de estabilidade social.

 

Dito isto, espera-se que a regularidade da instituição "Presidência da República" seja restabelecida em 2016; esperemos que outras, sejam "regularizadas" antes.

20
Jul13

Under Pressure

David Crisóstomo

Ai que ele cedeu à pressão. Ai que o Seguro cedeu às pressões dos socráticos, dos costistas, dos soaristas, dos alegristas, dos arnauistas, dos galambistas - cedeu aos pressionários que pressionavam o pressionável. Ai que ele ele cedeu àquela corja. Ai que ele o mundo está perdido, a sociedade vilipendiada, os valores destruídos, a democracia condenada. Ai que horror, pois sabemos que quando um líder eleito age conforme a vontade da maioria, a democracia terá os dias contados. Ai que temos organizações partidárias ao 'estilo leninista', como dizia ontem o impressionável Henrique Monteiro na nunca-pressionável SIC Noticias. Ai que houveram pressões, expressas em desejos e manifestações de preocupação por parte de militantes do Partido Socialista, e o seu secretário-geral, cobardolas, ouviu-as. Ai que isto parece a Bucareste de Ceausescu, a Pyongyang de Kim Jong-il, a Pequim de Mao Tse Tung, a Havana de Fidel Castro, a Minsk de Lukashenko, a Caracas de Chavez, o Funchal de Alberto João Jardim. Ai que isto é um terror, que já não há salvação nacional devido a estas demoníacas pressões, como relata o doutor das Anti-Pressões, Ribeiro e Castro, que defende que um líder não faz follow a ninguém. Ai que isto tem que ser denunciado, um líder a ceder à maioria, é uma ditadura, ou o prenúncio de uma, acudam, o Paulo Rangel que se ponha aos berros lá no plenário do Parlamento Europeu, o mundo tem que saber que em Portugal há líderes de partidos que representam a vontade dos seus militantes. Ai que o líder é fraco, 'mostra a falta de coragem que ja se lhe conhecia para enfrentar o o seu partido' como diz bravo deputado da nação Luís Menezes, membro daquele partido onde o presidente se está, aparentemente, a lixar não só para as eleições, como para a vontade dos seus militantes, pois é assim que um líder deve ser, que se foda a vontade da maioria, o líder é que sabe. Ai que o PS tem um líder que não vai salvar nacionalmente o país, que se recusou a fazer um acordo onde se comprometia com gente lunática e incompetente a desmantelar ainda mais o Estado Social português, que temos que ser todos salvos nacionalmente desse sacana que aumentou a qualidade de vida da população portuguesa como nunca na sua história. Ai que o Seguro é pressionável, ao contrário das gentes mui sérias e verdadeiras da direita cá do burgo, que nunca cedem a pressões, nunca ligam a opiniões, estão ali convictas, empossadas pelo Espírito Santo na sua missão messiânica de salvar a pátria, de fazer consensos em seu redor, de nos liderar para o abismo. Ai que o líder do PS mandou a imbecil ideia do 'compromisso de salvação nacional' de volta para o colo do nosso inepto Presidente da República, como dizia a decerto deveras pressionável The Economist. Ai que o anilhador de cagarras, representado pelo justo Justino nesta monumental trapalhada, vai ter que usar os seus poderes constitucionais, vai ter que decidir, ser responsabilizado, presidir. Ai que já o pressionam para ter o mínimo de sanidade e convocar eleições antecipadas. Ai que a democracia não aguenta tanta pressão. Ai que não aguentamos, os agentes políticos não podem ser pressionados pelo povo, nem ter medo do povo, já dizia Assunção Esteves enfadada. Ai que o Seguro cedeu a pressões. Ai que ele cedeu à pressão. Isto era muito melhor no tempo em que ninguém pressionava os governadores da nação, tipo aí há uns 40 anos atrás. Ai.

 

19
Jul13

Os arautos austeritários do comentarismo merceeiro nacional são responsabilizados?

Cláudio Carvalho

Perante os resultados da política económica destes últimos dois anos, perante a incapacidade atual de diagnóstico e de procurar administrar o antídoto que nos permita inverter o atual rumo, não é só o governo e as bancadas parlamentares do PSD e do CDS-PP que têm que ser responsabilizadas. Todos os que defendem, de forma direta ou indireta, que a solução para sair do buraco é cavar ainda mais, devem ser responsabilizados pelo exercício das suas funções. Por ser necessário e óbvio, respeitar a liberdade de imprensa, no caso de José Gomes Ferreira e  de Camilo Lourenço esta responsabilização deve ser autoinfligida. Não é possível apregoar-se, de forma acrítica, a mesma receita quase todos os dias e sair-se impávido e sereno desta situação, límpidos depois de chafurdarem na lama.

Mas há quem se preste a tudo...

19
Jul13

Traidores?

Vega9000

Um curioso texto de Carlos Zorrinho no Pasquim tem uma espécie de charada. Reza assim (bold meu):

 

Para muitos esta é a oportunidade perfeita para provocarem a evolução de uma crise política para uma crise da política, pondo em causa a democracia.

Temos de lutar de novo por ela. Se a crise política tem custos sociais e financeiros, a crise da política consolida esses custos e pode torná-los irreversíveis.

Numa economia aberta e global o preço da incerteza, da desconfiança e do descrédito suplantam em muito qualquer custo associado a uma operação rápida de clarificação democrática, recorra ela ou não a uma devolução imediata da voz ao povo.

Este texto é publicado num dia que pode ser chave para a clarificação que se impõe. Espero que todos os agentes políticos e institucionais estejam à altura do momento. Com um País não se brinca. Os votos são a arma do povo. Uma arma para ser usada em sua defesa. Não para colocar a render em aplicações inconsequentes de demagogia fácil.

Roma não pode pagar a traidores.


Ora, a charada é simples de entender. Zorrinho insiste em eleições, e pede ao seu líder que não ceda à chantagem de Cavaco Silva. Mas a forma desse pedido é que me espanta. Roma (leia-se Seguro) não pode pagar a traidores (leia-se Cavaco). Ora, para alguém trair, tem que haver antes uma aliança. Talvez o líder de bancada do PS possa dedicar a próxima crónica a explicar exactamente que aliança é que foi traída.

19
Jul13

Sugados para o buraco

Pedro Figueiredo

ITC2013@


Os jornais sempre foram um das pedras basilares de uma sociedade. Por variadíssimas razões que não vale a pena aqui aprofundar. São o fiel de uma balança que se quer equilibrada, com o papel que lhe cabe no regular funcionamento da vida de um país livre. Ou mesmo com censura, já que a história do jornalismo português tem muitos e felizes casos de jornalistas que conseguiam enganar o lápis azul e informar o que era preciso com uma arte e um engenho só alcance dos mais capazes.


A vida dos órgãos de comunicação social, à semelhança do que se passa, de resto, na quase totalidade do país, não está a passar pelos seus melhores dias. Especificamente nos jornais, cujas vendas decaíram na quase totalidade dos títulos, já por si a braços com um aumento significativo do preço do papel. Cortam-se nas sobras e o número de vendas desce na mesma.


A questão é se isso é suficiente para originar uma quebra na qualidade do produto vendido, designadamente na qualidade do jornalismo que é feito em Portugal.


O Jornal de Notícias já tinha sido, em 2012, o título que maior quebra nas vendas havia registado, em termos percenutais. O Correio da Manhã perdeu mais compradores que o JN, mas a queda mais significativa foi mesmo do jornal com sede no Porto.


As recentes manchetes do JN são um verdadeiro tiro no pé em termos editoriais. São escolhas, como outras quaisquer, mas que não deixam de sofrer as consequências como qualquer outra decisão tomada.


O jornalismo português saiu a perder. Há uma certa vertigem pelo buraco por parte do JN que acaba, quer se queira quer não, por manchar o que muitos consideram ser o quarto poder, a padecer dos mesmos males que os restantes três. Sai a perder o jornalismo português e mais concretamente o Norte. Depois de fechar o Comércio do Porto e do Primeiro de Janeiro estar como está (quem ainda não viu as primeiras páginas do PJ...), o JN era - e ainda continua a ser, vamos é ver por quanto tempo - o porta-estandarte da imprensa escrita a Norte. Sem ninguém atrás.


O mais curioso é que estas manchetes do JN surgem precisamente no momento em que Germano Silva, jornalista do Porto e do JN há mais de 50 anos, ganha o prémio Gazeta de Mérito.


O trabalho nas redacções já é difícil o suficiente para se esbanjar créditos de forma tão brejeira, que afecta inevitavelmente a credibilidade construída ao longo de muitos anos e muitas vezes à custa de enormes sacrifícios.

18
Jul13

Parabéns Madiba!

Nuno Pires

Hoje é o Mandela Day.

 

Neste dia, instituído pelas Nações Unidas em 2009, pretende-se não apenas celebrar o aniversário de um grande homem, bem maior do que a efémera vida, mas em que, fundamentalmente, se apela a cada um de nós para dar o seu contributo, qualquer que ele seja e onde quer que estejamos, no sentido de um mundo melhor para todos.

 

"Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros."

 

Façamos de todos os dias um "Mandela Day".

 

 
18
Jul13

A lengalenga gasta de Hélder Amaral e cia. desmistificada em "figurinhas"

Cláudio Carvalho

No Vice-Versa de ontem, assistimos - como é, geralmente, hábito - a mais um período de fantasia da direita partidária nacional e, particularmente, de Hélder Amaral, deputado à Assembleia da República pelo CDS-PP. Vejamos algumas tiradas e confrontemos com a realidade, de uma forma simples e direta.

 

Hélder Amaral dixit: Não passa só por isso [a reforma do Estado]. Passa por termos um Estado sustentável. (...) Temos ou não temos funcionários a mais e em que setores?

Fonte: Public employment in European Union member states (Governo de Espanha, 2010)


 

Hélder Amaral dixit: Não foi o Governo da maioria que pediu a receita da austeridade.

http://economico.sapo.pt/noticias/o-esforco-nas-reformas-tem-que-ir-alem-da-troika_140992.html

http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1847579&especial=Portugal%20pede%20ajuda%20externa&seccao=ECONOMIA

http://rr.sapo.pt/printArticle.aspx?did=39212

http://corporacoes.blogspot.pt/2013/04/ir-alem-da-troika-em-bonecos.html

http://twitpic.com/cdjczw

 

Hélder Amaral dixit: Temos que pedir emprestado para manter o tal Estado que, às vezes, gasta a mais na saúde, gasta a mais na educação, gasta a mais consigo próprio.


Fonte: Bases de dados da OCDE e do Eurostat (mais informação aqui, por exemplo)


 

Hélder Amaral dixit: Este Governo, apesar de tudo, terá sido aquele que, por exemplo, poupou com os gastos do Estado como não há memória na democracia portuguesa.

Fonte: Indicadores de Atividade Económica (MEE-GEE, 1 de março de 2013)

Fonte: Análise da conta das Administrações Públicas no 1.º trimestre de 2013 (Conselho das Finanças Públicas, 17 de julho de 2013)

 

Hélder Amaral dixit: Conheço esse estudo [estudo do Banco de Portugal, sobre multiplicadores orçamentais, divulgado este mês], esse é o modelo do Manuel Pinho.

Ainda estou para perceber como é que Hélder Amaral foi parar a Manuel Pinho para formar opinião sobre este estudo...

 

Hélder Amaral dixit: No tempo do Partido Socialista, como geria para o voto, qualquer cidadão, tinha direito a descontos nos transportes públicos, bastava ter 18 anos...

Hélder, no capítulo da política de transportes, os únicos descontos implementados pelo Governo do Partido Socialista, i.e. que são fruto da intervenção direta do Governo, foram os passes estudantis 4_18 e sub23, sendo neste último caso direcionado para o ensino superior. Não foi para toda a gente bastando só ter os tais 18 anos: foi segmentada para estudantes e segundo critérios de idade mais apertados do que a proposta inicial da JSD, que era um passe sub25 e não sub23.

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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