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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

21
Jan13

Deve ser por isso, então

mariana pessoa

"FMI admite mais cortes na saúde e educação"

 

A mais recente edição de Education Indicators in Focus, da OCDE, avança com um estudo sobre os benefícios sociais da educação.

 

- Há uma associação clara entre nível de escolaridade e esperança média de vida (uma diferença a favor dos maiores níveis de escolaridade, que pode ir até 8 anos em média);

 

- Sujeitos com níveis mais elevados de escolaridade apresentam maior participação cívica em termos de voto, voluntariado e interesse político;

 

Deve ser por isso, então, que o Governo (perdão, FMI) quer cortar mais na educação. É um '2 em 1' muito útil: i) as pessoas morrem mais cedo, gastam menos dinheiro do Estado e ii) interessam-se menos, são menos vigilantes e mais conformistas em relação às medidas que são implementadas.

 

É a chamada ética na austeridade.

18
Jan13

A instrumentalização da Lusa

Pedro Figueiredo

A conferência sobre a reforma do Estado, cuja organização o governo decidiu entregar em regime de outsourcing a uma antiga secretária de Estado, tem dado pano para mangas. O facto do evento ser de inquestionável interesse público e ter sido sujeito a regras  - que a designação só me faz lembrar o Oppan Gangnam Style - restritivas no que à divulgação diz respeito, faz logo torcer o nariz. É que, numa discussão de um assunto que afecta toda a gente, apenas um punhado de privilegiados pode saber o que ao certo lá foi falado. Voltou-se ao tempo das elites.


Não foi de estranhar, por isso, que Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, tenha considerado a conferência de "sessão de propaganda", já que as únicas intervenções que mereceram total liberdade de transmissão foram as de Carlos Moedas, na sessão de abertura e a de Passos Coelho na de encerramento. Certamente, no entender dos organizadores, os contributos mais válidos.


No entanto, retenho o interesse na questão jornalística subjacente. Ricardo Costa, director do Expresso, explicou no Twitter, que as condições impostas aos jornalistas não deveriam ter sido surpresa para nenhum dos órgãos, uma vez as regras foram antecipadamente explicadas num take da Lusa (diz mesmo o n.º, 15584403, e a hora, 19h21mn), emitido na segunda-feira, véspera da conferência.


O mesmo jornalista admite que foi alertado por mail das regras e PRESUME que outros jornais também tiveram o mesmo tratamento. Concentrando o assunto no take da Lusa, os organizadores partiram do princípio que enviando a informação para a Lusa, todos os restantes órgãos teriam acesso à informação. A agência de informação da qual o Governo é accionista foi oficialmente usada como meio de divulgação, o que configura uma clara instrumentalização. E mesmo para quem este argumento pode não fazer sentido, a verdade é que houve um meio de comunicação privilegiado em detrimento de outros, o que revela um claro erro de comunicação.


Aliás, o Governo conseguiu um feito extraordinário, superando-se no plano da comunicação: à conta do Chatham House Rule, criou um ruído desnecessário à volta da mensagem antes mesmo de a emitir.

18
Jan13

Breve resenha do que pode correr mal em 2013

Vega9000

1 - O Tribunal Constitucional invalida o Orçamento de Estado de 2013. Crise politica, eleições, governo PS e BE ou governo PS minoritário. Não sei qual das duas será pior.

2 - Governo grego cai devido ao escândalo da Lista Lagarde. Crise politica, eleições, governo Siryza com uma pressão imensa sobre Tsipras. Aurora Dourada em 3º.

3 - Falhanço das negociações com o Reino Unido. Crise politica, rebelião no parlamento, Cameron encostado às cordas marca referendo sobre a UE.

4 - Negociações sobre o aumento da dívida americana falham. Crise financeira global.

As coisas na Europa andam mais calmas. Pode, no entanto, ser apenas o olho da tempestade.

15
Jan13

Não sabem, nem querem saber

Pedro Figueiredo



Foram finalmente conhecidas as reais implicações que o Orçamento de Estado para 2013 terá na vida das pessoas em matéria de impostos. O documento, apresentado e discutido na Assembleia da República há mais de dois meses e promulgado há 15 dias com grandes dúvidas por alguém que nunca as tinha e raramente se enganava, passou por todas as instâncias que deveria ter passado sem se saber realmente quais os verdadeiros sacrifícios pedidos.


As novas tabelas de retenção na fonte do IRS revelam a monstruosidade em que se transforma a carga fiscal exigida aos contribuintes. Se em 2012 - e ainda não é conhecida a contabilidade final referente ao ano passado no qual, recorde-se, foi o primeiro ano civil completo deste governo e com um orçamento elaborado pela coligação - os portugueses já se tinham retraído e feito cair a procura interna, não será difícil de adivinhar o cenário que se avizinha para este ano.


Na verdade, ao cidadão comum, pouco lhe importam as projecções macro-económicas. Manda o pragmatismo que as contas de casa sejam feitas, porque não há outra forma, entre o tradicional deve e haver. E a pergunta que muitas famílias, depois de feitas as suas contas para 2013, devem estar a fazer é simples: como fazer face a este colossal corte de rendimentos e às despesas que muitos assumiram tendo em conta o salário que auferiam.


O exercício do poder deve ser feito com base no princípio do bom senso. Isto colocaria de parte qualquer possibilidade do governo ir contra os interesses de quem governa, o que não é claramente o caso. Admira-me é ser preciso o Tribunal Constitucional vir dizer isso mesmo. O que só me leva a concluir: o Governo não sabe como poderão os portugueses cumprir com o que lhes está a exigir, o que por si só já é grave. O pior é que não sabem, nem querem saber.

14
Jan13

Vizinhança

Nuno Pires

Guida, magalhães, de anedota a produto estrela:

Sócrates só teve ideias estapafúrdias, como sabemos, mas há uma que, para mim, bate todas as outras aos pontos: magalhães.

 

João Pinto e Castro, "O FMI a dar razão a Sócrates":

Peço muita desculpa, mas isto não é reformar o estado, é destruí-lo à martelada.

 

Pedro Lains, Interessantemente...:

Do ponto de vista intelectual, não se compreende como alguém consegue defender dois erros seguidos sem pestanejos: o de ter ido para além da troika, em 2012, e agora, para cobrir esse erro, o de ir para além de tudo o que ainda mexe.

 

Francisco Seixas da Costa, Jean-Claude Juncker:

Se Portugal tem verdadeiros amigos entre os dirigentes desta Europa, a experiência demonstrou-me que Jean-Claude Juncker é o mais dedicado dentre eles.

 

Hugo Mendes, O Estado social só «para os pobres»: um modelo que se derrota a si próprio:

Se os (neo-)liberais pudessem desenhar um Estado social a partir do zero, todos as prestações e serviços que existissem – e seriam residuais – estariam sujeitos a condição de recursos.

 

Val, Singelo pedido à direita portuguesa:

Aproveitar uma crise sem precedentes no regime democrático e na memória dos vivos para impor alterações não sufragadas eleitoralmente é a sempiterna cobiça da oligarquia.

 

12
Jan13

Portugal obviamente não é a Grécia

Nuno Pires

 

Qualquer semelhança entre um país no qual é vedado o acesso no sistema público de saúde a fármacos para doenças graves e outro país no qual é vedado o acesso no sistema público de saúde a fármacos para doenças graves é pura coincidência.

 

Perdas humanas como aquela que o Miguel aqui refere deveriam cobrir os nossos governantes de vergonha. Mas confesso que não tenho qualquer esperança que tal ocorra com este elenco governativo.

 

(Imagem)

12
Jan13

A luz ao fundo do túnel é vermelha

Nuno Pires

Pedro Passos Coelho aludiu, há uns dias, a uma "luz ao fundo do túnel" que, segundo disse, espera que os portugueses consigam vislumbrar durante este ano.

 

Mas a verdade é que cada vez mais parece que a luz ao fundo do túnel é uma luz vermelha, avisadora de perigo, daquelas que nos obrigam a agir rapidamente para evitar um acidente grave.

 

Desta vez, foi o INE quem lançou mais umas luzes para o túnel em que Passos e Gaspar nos colocaram: em novembro, o índice de volume de negócios nos serviços registou uma variação homóloga nominal de -8,3% e o índice de produção na construção viu a sua quebra homóloga agravada para -19,3%.

 

Fonte: INE

 

Já estamos todos a começar a ver a luz, Pedro.

 

11
Jan13

Querida política, meu amor

Rui Cerdeira Branco
Política - Voto

A propósito de uma presidente da câmara perto do final do 3º mandato que hoje se soube ter, aos 48 anos de idade (e 26 de trabalho), pedido a reforma, fiquei a matutar num dos menos populares temas que me poderia ocorrer por estes dias...

O que fará um político honesto, que vê interrompida a sua (única) carreira numa idade em que é habitual ser extremamente complicado arranjar um novo emprego? Em particular, um político que não navegue pelas sedes nacionais onde, mesmo honesto, poderia antecipar com mais facilidade alguma colocação.

O tema não é original, foi-me alias aventado há vários meses por alguém que se sentia responsável por ter patrocinado há largos anos as carreiras políticas de inúmeros jovens quadros de um distrito do interior que, agora, não cobrando favores que não fizeram e sendo apanhados por esta conjuntura que a todos toca podem saltar do mais alto cargo do município para a inatividade. 

Quem está na política serve o país, não se serve do país. Assim deve ser. Pergunto-me, sem oposição ao que acabei de dizer, se os incentivos que existem para quem exerça funções de representação pública são os adequados para que floresçam na virtude do serviço público esses mesmo atores políticos que vamos elegendo.


«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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