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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

20
Nov12

A China, o PC e a EDP

Ricardo Sérgio

O Estado chinês é o maior acionista das 150 maiores empresas do país e determina o rumo de milhares de outras, diz o Economist, num artigo intitulado A Mão Visível e publicado já no início de janeiro.

Casos semelhantes acontecem na Rússia ou no Brasil­.

O Estado Português, na ânsia de agradar a alemães e a troikanos, tem vindo a desbaratar o património luso e, depois da EDP, seguir-se-á a TAP, a ANA, várias outras empresas de transportes, a comunicação social – RTP, Lusa -, a Educação, a Saúde.

E isto acontece quando, nas antípodas, se mantém ou reforça lógicas inversas, optando-se por um reforço do Estado no Estado.

Inversamente também, o maior acionista da EDP – o chinês Cao Guangjing, presidente da empresa "China Three Gorges", entrou a 14 de novembro para o Comité Central do Partido Comunista daquele país.

Curioso, por isso, que aqueles que defendem Estado Chinês no Estado Chinês, sejam os que cá aproveitam o Estado capital para por um bocadinho de Estado Chinês no Estado que afinal deveria ser português.

20
Nov12

Isto está a correr exatamente conforme previsto.

Rui Cerdeira Branco

Isto está a correr exatamente conforme previsto. Não se esqueçam que vivemos acima das nossas possibilidades que a Europa está-nos a ajudar que a austeridade é expansionista (expande a dívida, estúpido!) que a culpa é toda do Sócrates que o Gaspar é o ministro das finanças mais competente desde Salazar que o Euro tal como está é o santo gral que não há alternativa e que quem diz o contrário só quer gastar aquilo que não tem. Pronto, já amocharam? Siga.

Retirado de um faceamigo no Facebook:
Austeridade expansionista - 2014
20
Nov12

Dique alemão

Pedro Figueiredo

A Organização Mundial do Comércio (OMC) pode ter sido criada com a maior das boas intenções. Este tipo de instituições, na sua larga maioria, surge pela necessidade de zelar por um bem maior De todos. Que extravasa países. Temos até um exemplo bem próximo: basta olhar a actual União Europeia, descendente grandioso mas envergonhado das suas raízes humildes que foi o tratado que criou a então Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), em 1951.


A questão é que uma boa ideia, mal gerida, pode transformar qualquer sonho num pesadelo. Não é para aqui chamado o que se perdeu na União Europeia. Pode ficar para um outro post. No entanto, desde logo salta à vista que se perdeu o rumo. Talvez devesse ter estudado o Tratado de Lisboa a fundo, mas pelo que fui lendo (e não estão em causa as fontes), o último acordo conseguido pelos 27 membros transformou a Europa num processo altamente burocrático, com o expoente máximo na criação da figura do Presidente do Conselho Europeu. Para grande azar do senhor Van Rompoy, claro.

 

 

18
Nov12

Há quem não caminhe

mariana pessoa

Sempre achou estranha aquela forma de estar presente, dobrada sobre a mesa, pedindo desculpa por ali estar. Não se trata, porém, da existência comezinha de quem pede desculpa de cada vez que exala uma palavra. Tinha uma sombra indelével, os sonhos curvados perante a vida, mas uma chibata mental ordenava uma distância considerável entre palavras e actos, ao encadear a ambos em zonas de choque. 

E era nesses momentos, com sombra nos gestos e tom grave na voz, que falava de ser quem era. Uma leve náusea, um copo erguido, uma dor passageira, tudo como toques de inabituação.

 

18
Nov12

Pouco a pouco - o fim da tourada

mariana pessoa

Equador, esse país que ultrapassa Portugal 4 vezes em mortalidade infantil.

Equador, o país em que os seus cidadãos têm quase menos 10% de probabilidade de chegar aos 65 anos de idade do que em Portugal.

Equador, um país que tem 3 vezes menos do nosso PIB per capita.

 

O Equador lançou um referendo sobre a tourada de morte. Negaram e declinaram uma "tradição" de 52 anos com lucro de 15 milhões de dólares. 

Deram um passo em frente rumo à civilidade e da urbanidade.

 

O Equador consegue fazer um referendo. Portugal não. 

Quem é o país em vias de desenvolvimento, mesmo?

 

Pouco a pouco, as peças do dominó vão caindo, uma por uma. Portugal terá o seu dia. Mark my words. 

 

Fonte: NationMaster

17
Nov12

Tão natural como a sede de "um homem invulgar"

mariana pessoa

Pedro Marques Lopes e Pedro Adão e Silva chamaram-lhe "liberalismo de contra-capa". 

 

Certo é que Passos Coelho, então líder do PSD, em diálogo com as suas "(...) caniches, companheiras de muitos anos, (...) e que o escutam como se nenhuma das suas palavras fosse desperdício", já tinha postulado que havia Estado a mais em todo o lado, em particular em áreas tão dispensáveis como a saúde, educação e segurança social. Coisa do passado? Nem por isso: o esvaziamento das funções sociais do Estado, no âmbito da amada "refundação", consagra a "liberdade de escolha" nestas três dimensões matriciais do Estado e mantém-na na agenda política. 

 

Convenhamos que a liberdade de escolha é uma puta bem vistosa e por isso serve de argumento bastante poderoso. 

Mas nem tudo o que luz é ouro. E se a liberdade de escolha passar a ser o bem supremo para as funções sociais do Estado, quero já o meu dinheirinho para recorrer a segurança privada, já que quanto à do Estado a minha relação é complexa. 

 

O cheque ensino, na educação, por exemplo, é objecto de arremesso de propaganda. A Suécia tem-se assumido como caso de sucesso, mas é o próprio presidente da Agência para a Educação sueca que afirma que o sistema introduzido em 2012 não levou a resultados melhores, bem pelo contrário: pioraram abruptamente os resultados da Suécia no PISA.

 

 

 

17
Nov12

A verdade da mentira

Pedro Figueiredo

 

Anda já aí a circular na Internet um vídeo de quase nove minutos de um norte-americano chamado Brandon Jourdan cuja apresentação começa logo por dizer que vem de um site chamado http://www.globaluprising.org Andava com o grupo dos descalceteiros do largo da Assembleia da República.

 

Fico só com uma dúvida em relação ao final de tarde do famoso dia 14 de Novembro, dia de Greve Geral e manifestações por toda a Europa: porque demorou a Polícia a reagir à maior chuva de pedradas que me lembro de ter visto na vida contra agentes da autoridade? Se bem me recordo foi quase uma hora e meia naquela tempestade de granizo ganítico. O Expresso traz hoje em manchete que foi o próprio ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que deu a ordem para a carga policial. A minha dúvida é simples: porquê só naquele momento?

15
Nov12

La France avantgarde. Autre fois.

Pedro Figueiredo



Num balanço mental do que foi esta Greve Geral no dia em que toda a Europa se queixou da austeridade (mesmo aqueles que não a vivem como outros), as imagens das obras de calçada que ocorreram em frente à Assembleia da República não me saem da cabeça. O motivo não interessa porque, como já devem ter percebido pelo título, não foi o dia português que me despertou mais. E antes que me acusem de anti-patriota, não é por desinteresse do que se passa cá dentro. Pelo contrário. Acho é que a solução também vem de fora.


De todas as reportagens que passaram no boa cobertura da Euronews (ainda bem que voltou a passar na RTP) ao dia na Europa, foi a da França que mais me reteu. Fiquei satisfeito pelas manifestações também terem tido vozes na Bélgica, na Áustria e até na Alemanha. Os povos não precisam de pensar pela cabeça da sua classe política. A da França falava em solidariedade e em estado social. As pessoas que estavam na rua a manifestarem-se falavam em acabar com a austeridade, quando nem sequer estão em regime de resgate financeiro. A crise chega a todos, bem sei. Mas, sinceramente, já perdi a própria noção de crise. Quem está pior?


A França foi o primeiro país a virar à esquerda, com Hollande, depois do estrondo de 2008 e da vaga de Sarkozys e Berlusconis. Era o fim do mundo. Cheguei a ler que Hollande jamais poderia cumprir as promessas que fazia por ser tão financeiramente suicida. Voltava-se ao tempos dos gastadores de esquerda que minam tudo com manias de solidariedade. As pessoas, ontem, nas ruas de França falavam e praticavam essa solidariedade. E não foi preciso dinheiro. Foi uma "borla". Do mesmo local de onde veio o Maio de 1968. Que foi considerado para muitos filósofos (Sartre não deve ter sido o único, imaginando que foi dele que saiu esta ideia...) como a mais importante revolução do século XX. Esqueçam lá Cuba, o Outubro Vermelho e as duas grandes guerras.


O próprio filósofo Jean-Paul Sartre, presente nos acontecimentos de maio de 1968 em Paris, confessou, dois anos depois, que “ainda estava pensando no que havia acontecido e que não tinha compreendido muito bem: não pude entender o que aqueles jovens queriam...então acompanhei como pude...fui conversar com eles na Sorbone, mas isso não queria dizer nada”


O farol ideológico oitocentista parece estar a iluminar de novo o caminho. Para quem o quer seguir, claro. É difícil exigir que do berço da crítica da razão pura surja uma total compreensão do que foi realmente a importância da Revolução Francesa. O que estranho é que em Portugal haja quem não entenda o mote que saiu da tomada da Bastilha. Quem não pare para pensar qual seria a reacção dos franceses se lhes abolissem o 14 de Julho.

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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