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3 comentários

De Joe Strummer a 22.08.2014 às 18:37

O principal contributo para o desenvolvimento social vindo das alterações da organização do trabalho advenientes da industrialização foi o ócio. O ócio permitiu um outro tipo de labor, o mais temido pela direita, o pensar, o questionar. O perigo do ócio está bem patente neste texto e tambem na "nova" desregulação do trabalho com a diminuição de feriados, férias etc.. na parafernália de gadgets e mecanismos que, afinal, servem mais para a produção do que para o lazer, requerendo uma disponibilidade não consentida aproveitada pelas empresas. A tecnologia como promessa libertadora foi uma bela ilusão.
Para a direita o ócio é uma questão de classe e a vida das pessoas deve estar centrada na sobrevivência com todas as suas energias. Das muitas formas de ditadura, o trabalho é a pior de todas elas.

“São os ociosos que transformam o mundo, porque os outros não têm tempo”. Albert Camus

De CRG a 26.08.2014 às 10:51

Numa passagem de "2666" Bolaño interpreta o mito do Sísifo num prisma diferente do habitual: o castigo não seria a expressão do absurdo da vida, os deuses queriam que ele estivesse sempre ocupado para que não tivesse tempo para pensar.

De Joe Strummer a 26.08.2014 às 14:54


Faz sentido.
Mas vendo bem, com cerca de metade da "humanidade" escusavam-se de preocupar: a culpa é do Guttman ;)

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