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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

21
Dez15

Em política não pode valer tudo

André Fernandes Nobre

"em política não pode valer tudo", dizia MLA há coisa de dois meses.

certo, se há coisa inaceitável é que pessoas com responsabilidades políticas se façam de autistas enquanto esperam que o tempo passe e os problemas rebentem noutras mãos. MLA exerce atualmente um mandato de deputada, ao qual urge que renuncie tão rapidamente quanto possível, a bem da dignificação da função parlamentar.

é que em política não vale tudo e de MLA ficámos a saber com o que podemos contar.

04
Jun14

Um processo ordinário

André Fernandes Nobre

Já parecem tão distantes os tempos da "asfixia democrática", não parecem? E contudo só acabaram há cerca de 3 anos.

 

De lá para cá, o país melhorou muito e as condições de funcionamento dos mecanismos democráticos estão cada vez melhores, não estão

 

Macacos me mordam se serei alguma vez capaz de perceber o que move estas anémonas e qual é o seu objectivo último.

 

Debilitar o país? Isto é gente que mal sabe atar os sapatos, de que lhes valeria estarem num país mais pobre, com menos prebendas para distribuir?

 

É por isso que estranho tanto este processo ordinário a que assistimos. Não há qualquer vantagem vísivel e notória que possa resultar do mesmo para nenhum dos envolvidos e, no entanto, la nave va.

 

Se souberem o que se pretende, avisem. 

 

Até lá, resta ir lutando todos os dias para que, depois dos estarolas, não nos sobre só o deserto.

04
Mai14

Da lata

André Fernandes Nobre

 

Desconfiem sempre que alguém, em política, vos falar em verdades únicas.

 

Porque, infelizmente, nos lembramos todos demasiado bem que quem trouxe a troika para Portugal foram os rapazolas que tinham sede de ir ao pote e que a sede era tanta que o Senhor Pintelhos avocou para o PSD a exclusiva paternidade do Memorando de Entendimento além do qual o próprio chefe do Governo haveria mais tarde de querer ir.

 

Entretanto e feitos todos os erros de que se lembraram sem que daí tivesse resultado qualquer alteração positiva significativa para o Estado, economia e população Portuguesa, Catroga já veio dizer que afinal só esteve numa reunião com a troika, Marco António Costa anda a monte, sendo procurado por ter andado a promover despesismo acima das suas possibilidades e Passos, bem, Passos Coelho continua a dizer sim e não a tudo, embora agora com menos tempo de permeio do que aquele que as suas palavras levam a viajar até aos ouvidos dos seus interlocutores.

 

Verdades, em política, há muitas, mas só há uma desfaçatez capaz de afirmar que o PSD/CDS não teve nada a ver com a intervenção da troika e que estes partidos estão a mandar a troika embora, e essa é toda do Nuno Gouveia, a.k.a., o Karl Rove dos estarolas.

 

Já tinha ouvido falar em pessoas com muita lata, mas uma falta de vergonha na cara desta envergadura é, de facto, um caso único. 

01
Mai14

Preparar o futuro

André Fernandes Nobre

Agora que falta pouco menos de um ano para as próximas eleições legislativas, que muito provavelmente apearão PPC e Portas dos lugares governativos para que estes já demonstraram não ter responsabilidade ou sentido de palavra para ocupar, importa começar a preparar o phase out do terrorismo e retrocesso social em que vivemos nestes últimos 3 (e que na altura serão 4) anos.

 

Muito embora o discurso público seja actualmente dominado pelas questões que afectam os funcionários públicos e que, obviamente, deverão merecer a maior atenção, para evitar que o estigma que os atingiu se mantenha de futuro, a verdade é que se impõe uma reflexão sobre o papel que reservamos na nossa sociedade aos mais desfavorecidos e, entre estes, aos mais velhos, bem como sobre os apoios que lhes devemos proporcionar.

 

 

 

 

Visto por este prisma, não está nada mal pensada a ideia das IPSS de se iniciarem nos negócios funerários. Não está, não senhor.

04
Fev14

Tragicomédia Re-Dux

André Fernandes Nobre

Não deixa de ser caricato que, quem tanto se insurja contra a praxe, faça gala de ter passado qualquer coisa como duas horas a praxar pessoas na televisão. 

É possível que sejam em bem maior número as pessoas que gostam da sensação de confrontar os outros para ver se os desperta, para ver se lhes explica (queria evitar utilizar a palavra "ensina", porque se procura exactamente o oposto, que os próprios se ensinem a si mesmos) alguma coisa que não vem nos livros do que aquelas que o reconhecem publicamente.

A praxe é, para mim, sobretudo isso, tentar que os outros percebam que merecem o que aceitam e que, se não gostam daquilo que os pretendem obrigar a comer, não necessitam de mais do que dizer não e contrariar, no seu quotidiano, tudo aquilo com que são confrontados e que abominam.

Que tudo isto ande a reboque daquelas reportagens de "diz que disse" da TVI e do Correio da Manha, de quem tanto se disse noutras ocasiões e de quem se poderia continuar a reprovar a conduta lamentável da exploração das fatalidades com fins economicistas, podia ser só cómico, mas é, sobretudo, trágico.

Enfim, se não tivesse havido uma razia tão grande nas bolsas da FCT para as ciências sociais (ah, a praxe institucionalizada!), talvez alguém nos pudesse explicar, a cada um de nós, qual é o nosso papel nesta história. Assim sendo, teremos todos que fazer um esforço adicional para tentar perceber.

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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