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Em 25 de Outubro de 2011 o Primeiro-Ministro informou o país de que: “só vamos sair desta situação empobrecendo em termos relativos e mesmo em termos absolutos”. Soou a uma espécie de ameaça. Confirma-se.

 

Em 30 de Janeiro o INE informa que "Com uma linha de pobreza ancorada em 2009, observa-se o aumento da proporção de pessoas em risco de pobreza ao longo dos cinco anos em análise, entre 17,9% em 2009 e 25,9% em 2013.".

 

Mais atingidos? Os jovens e os idosos. No mesmo documento, e sem surpresas, verifica-se ainda:

 

1) Que o risco de pobreza aumentou e as privações materiais também;

 

2) Que a capacidade das prestações sociais de diminuirem o risco de pobreza também diminui;

 

3) Que a desigualdade de distribuição de rendimentos aumentou qualquer que seja o método de medição utilizado.

 

Isto diz uma e uma só coisa: empobrecemos mas não todos por igual. Quem mais sofreu foi quem menos pode. O que já seria discutível se os resultados tivessem sido os prometidos. Não foram. Pedimos aos mais desprotegidos da nossa sociedade sacríficios intoleráveis em nome de um el dorado que não existe.

 

Isto são dados, o resto é spin.

 

Nota: Este é o meu post de estreia. Estou simultaneamente lisonjeado pelo convite e receoso pela sensatez do colectivo por me ter acolhido. Mas já está, já está, agora tenham paciência.

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