Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Foi ontem noticiado um parecer da Comissão Nacional de Jurisdição em que se afirmará não ser forçoso que um Congresso Extraordinário seja acompanhado de eleições directas. De novo, não nos desviemos: o foco é e deve ser político e não juridíco-estatutário. Daí que a pressão esteja de novo na liderança de Seguro.


Um congresso extraordinário no actual quadro terá como consequência a existência de listas e eleição de delegados por uma direcção política alternativa ou pela manutenção da actual orientação política, adstritas às respectivas moções.


Será na prática um escrutínio eleitoral da actual liderança e da sua orientação política. Terá portanto a actual direcção de decidir se quer assumir o confronto e bater-se por isso numas eleições directas. Ou se quer continuar a fingir que não existe um muito amplo movimento alternativo e que é, em meu entender e no entender de muitos outros, maioritário.


Significaria na prática que o actual Secretário-Geral permaneceria com uma orientação política diferente daquela que defendia na sua moção. Percebe-se facilmente que isso é insustentável. Até porque o novo congresso elegeria também uma nova composição para os orgãos do partido. Obviamente, perdendo o congresso, a liderança do Secretário-Geral estaria por dias.


Muitos querem a saída da actual direcção. Ninguém quer, naturalmente e por respeito institucional, que uma liderança tenha uma saída embaraçosa para todos os envolvidos. Seria muito positivo para todos que a disputa de liderança fosse frontal e directa e não por interpostas listas ao congresso. Que não tenham receio de fazer do Congresso Extraordinário o que ele é à vista de todos: um confronto entre orientações políticas alternativas mas também um confronto de perfis de liderança.


Autoria e outros dados (tags, etc)


1 comentário

De Jaime Santos a 15.06.2014 às 00:25

Se efectivamente as primárias são ilegais com estes Estatutos, mesmo Seguro terá que convocar um Congresso para mudar os ditos Estatutos (caso contrário verá exposto o seu absoluto tacticismo). A questão nesse caso é que a mudança de linha política ficará dependente dos resultados das primárias, pelo que será necessário fazer directas e um segundo Congresso se Seguro perder as ditas primárias. Numa coisa Seguro já ganhou. Conseguiu criar uma enorme confusão de modo a permanecer no poder... O melhor que há a fazer é esclarecer a legalidade das primárias já e, se elas forem ilegais, recusá-las (e pagar o preço político por isso). A seguir, fazer aquilo que propõe acima, ou seja, convocar um Congresso e derrotar a linha política da actual Direcção em toda a linha...

Comentar post




Sitemeter



Comentários recentes

  • Zzzzz

    Qualquer comparação, equiparação, ao nazismo, abso...

  • Sérgio Lavos

    Concordo, devemos respeitar quem é diferente de nó...

  • Bruno

    Muito sinceramente, isto é tudo muito lindo, mas h...

  • alvaro silva

    Só vejo dores de cotovelo e premonições de catástr...

  • J P C

    Se é isso o que o meu comentário lhe faz lembrar, ...







«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.» Ortega y Gasset