Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

20
Jan14

Lavar mais Branquinho

André Fernandes Nobre

Depois do o Nuno já aqui ter abordado o tema, eis que vem hoje a lume nova notícia sobre esse embaixador do sector público no mundo dos negócios privados que é Agostinho Branquinho.

 

Não deixa de ser tragicómico que, numa altura em que acusavam o então PM de ser o maior dos males até àquela data conhecidos pela República, os deputados do PSD se esforçassem por mandar a ética republicana às malvas, tentando assegurar mais um pouco com que se governar.

 

Por outro lado, não deixa também de ser caricata a pontaria do Governo de Pedro Passo Coelho para escolher Secretários de Estado envolvidos em conflitos de interesses.

 

Bem, tenho a certeza que tudo isto está bem e que, como sempre, é só business ongoing.

26
Jan13

Tecido de malha grossa

Pedro Figueiredo

De repente, deixou-se de ouvir falar em "inovação" e passou a bater-se na tecla da revitalização (gosto particularmente mais da expressão "sacudidela", neste caso) do tecido empresarial português. Algo que me fez voltar a dar uma vista de olhos na biografia de Alfredo da Silva. O homem que fez o Barreiro mais do que triplicar a população local entre 1900 e 1930, quando Lisboa no mesmo período não chegou sequer a duplicar em termos demográficos.


É claro que Alfredo da Silva pode ser considerado uma excepção. Mas houve outras excepções em Portugal, como Calouste Gulbenkian, obra da qual sinto um enorme orgulho por estar em Portugal. Quase tanto orgulho como tenho no hino e na bandeira nacionais, sem os arrepios. E esta é a parte em que me podem acusar de fascista.


Mas há o reverso da medalha. E voltando ao exemplo de Alfredo da Silva e da sua CUF, é curioso perceber o que a unidade fabril do Barreiro colocava à disposição dos seus funcionários... em 1945 (para se perceber o enquadramento histórico): um posto médico, campo de jogos, um cine-teatro, dispensa económica, vários refeitórios económicos para os trabalhadores, e um hospital, que já estava planeado no ano da sua morte (1942), mas só acabou sendo concretizado em 1945. Para não falar no facto dos salários pagos pela empresa estarem bem acima da média nacional.


 

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

No twitter

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D