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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

26
Abr14

Lá chegará a altura - cheque saúde

mariana pessoa

Já no passado havia feito referência às semelhanças entre as narrativas políticas de direita protagonizadas por David Cameron no Reino Unido e as disseminadas pela direita (perdão, pedro marques lopes) em Portugal (já que usar a expressão protagonismo e Passos Coelho na mesma frase pode soar a anedota).

 

Pelo caminho que percorremos, lá chegará o dia em que um qualquer Ministro(a) nos dirá que "Há enorme desvio entre o que os portugueses querem do" SNS "e o que estão dispostos a pagar", tal como Gaspar havia afirmado a propósito do Estado Social.

 

Assistiremos à materialização de uma agenda mediática que colocará em causa, por exemplo, o direito dos doentes com cancro do pulmão por hábitos tabágicos a recorrerem ao SNS e aos dispendiosos tratamentos. A seguir serão os diabéticos tipo 2 (diabetes "adquirida", para resumir a diferença), porque comeram doces e salgados até serem irremediavelmente obesos e sedentários.

 

No Reino Unido, David Cameron privatiza à velocidade da luz valências que pertencem ao NHS, como Oncologia e cuidados continuados. Sabendo que são tratamentos dispendiosos,será uma questão de tempo até estas empresas privadas começarem a escolher os seus doentes. E aí assistiremos a uma nova factura da sorte: o acaso de sair cancro x ou y. Chamem-lhe "cheque-saúde"if you will.

 

 

18
Fev13

Não há oportunidades na doença

Pedro Figueiredo

 

De acordo com o Jornal de Notícias, 2012 registou o maior recurso ao Serviço Nacional de Saúde desde que o sistema é monitorizado. Diz o artigo que houve mais de sete milhões de portugueses que consultaram o médico de família, algo que muitos utentes nem sequer têm atribuído devido à distribuição geográfica dos recursos existentes. Uma passagem dos sistemas privados para o público, à qual a crise não é alheia.


A par do desemprego, a doença é provavelmente a condição que mais implicações terá na dignidade da condição humana. Coloca qualquer indivíduo numa situação de vulnerabilidade, cuja resolução não depende directamente da vontade de cada um. E é aqui que o Estado tem um papel fundamental. Não, eventualmente, na resolução do problema, mas a minorar o impacto negativo que tal terá nas pessoas.

27
Out12

Para que me serve um Estado se não for Social?

mariana pessoa

O tiro de partida foi dado por Vítor Gaspar: "Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar". Hoje, Pedro Mota Soares reconhece que a principal fatia de despesa do Estado é feita em prestações sociais e salários. É caso para perguntar onde andou o hoje Ministro quando, membro do defunto partido dos contribuintes, jurou insustentável um aumento de impostos. Era cortar nos post-its e nos agrafes e demais economato do Estado e tudo ficaria resolvido. 

 

Na falência da narrativa das despesas intermédias do Estado, agora a narrativa central parece outra. Por estes dias, o argumento novo-velho é o de que o Estado Social não é sustentável. Na verdade, foi sempre esse o objectivo. Um estado low cost, com uma saúde low cost (daquelas em que se hesita fazer diálise a quem tem mais de 65 anos), protecção no desemprego era só o que faltava (de preferência penalizando as reformas de quem já esteve desempregado, caminho apontado pelo inefável Carrapatoso nesse forum eufemístico chamado Mais Sociedade), com educação low cost(de preferência fazendo de todos os pobrezinhos carpinteiros e picheleiros no final do 9º ano). 

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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