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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

09
Jul13

It's oh so quiet

mariana pessoa
Não sei o q me irrita mais. Se esta pose de vassalagem aos Estados Unidos, se o silêncio dos que me habituei a ver como sendo de esquerda. (Bem haja a Irene Pimentel). Mas é problema meu, certamente.


Mas bom, é colocar na agenda: Portas estará hoje na Comissão de Negócios Estrangeiros, por requerimento do PCP. Vai ser muito bom ver Portas explicar de que modo as reacções de países como a Colômbia, Peru ou Venezuela, alvos estratégicos de roadshows para cooperação económica, podem colocar em causa as relações com estes países, por força deste incidente diplomático.


O Partido Socialista, também omisso neste assunto, deve achar tudo isto muito normal, na verdade. Mas bem, pensando um pouco, talvez seja por isto.


Retomando a música da Bjork: and so peaceful until...




08
Jul13

The thesis of american exceptionalism

mariana pessoa

"American exceptionalism is the proposition that the United States is different from other countries in that it has a specific world mission to spread liberty and democracy"

 

Chamem-lhe Presidente dos Estados Unidos, land of the free, home of the brave:

 

“American-style Stasi”:

A few days later, based on documents from Snowden, the German magazine Der Spiegel revealed that the NSA was spying on European citizens and diplomats en masse. The German response then became more unanimous, calling the spying an “American-style Stasi” and harshly criticizing – in unison – these activities. Finally having something to discuss other than Snowden’s current host nation, Obama attempted to deflect the issue of his government’s surveillance on European diplomats by saying that basically, everyone is spying on each other.


A dialog dependent on irony is a sign of lost control over a narrative. One can find the same tactic exemplified by Mahmoud Ahmadinejad when he deflected questions concerning human rights abuses in Iran, by focusing on actions by the US Government against journalists as well as US prison policy. It is telling when leaders of western democracies rely on the same rhetorical style.


E agora vão lá. Vão lá dizer que os países dispostos a receber Snowden têm, eles próprios, uma relação difícil com a liberdade de expressão. Isso é facto. Vão, digam que Putin mandou prender as Pussy Riot e que a liberdade russa é, no mínimo, exótica. Isso também é facto. Vão, digam que a China é condenada por atropelamento dos direitos humanos. Outro facto. E França também lida com o seu escândalo. Mas lembrem-se de outros factos também. Lembrem-se de Guantanamo e da inversão do ónus da prova, lembrem-se de waterboarding. Lembrem-se dos voos ilegais da CIA. E memorizem este Obama, Prémio Nobel da Paz, mestre de oratória e narrativa, apanhado em falso na explicitude dos comportamentos. Eu repito: "A dialog dependent on irony is a sign of lost control over a narrative" e a única razão por que toleramos isto mais do que toleraríamos caso outro país estivesse envolvido, é tão somente porque engolimos a tese da expepcionalidade americana desde pequeninos e agora dá preguiça. 

06
Jul13

Obama no caminho de Nixon

mariana pessoa
05
Jul13

Uma lição que a Europa não vai aprender

Pedro Figueiredo



O embaraçoso episódio diplomático que teve Evo Morales como protagonista, no seu regresso de Moscovo a La Paz, deveria constituir uma lição para a Europa, que infelizmente não se vai verificar. O presidente da Bolívia estava obrigado a fazer escala num país europeu, cujas permissões de aterragem foram-lhe sendo recusadas em catadupa.


Os argumentos apresentados pelos diversos Estados falavam de impossibilidades técnicas, com Portugal a não fugir à regra. A verdade é que a suspeita que o presidente da Bolívia podia levar Edward Snowden a bordo fez com que os Estados Unidos movessem as suas influências para que tal fosse verificado.


Para não ficarem com o ónus de uma revista a um avião presidencial, o que certamente violará as leis internacionais válidas para a imunidade diplomática, ainda para mais quando se tratava de um chefe de Estado, a batata quente acabou por cair em Viena, curiosamente onde as Nações Unidas têm um edifício majestoso e onde se assinou a convenção das nações unidas que codificou o direito internacional referente a tratados.


Mais curioso ainda é que a Europa estava a ceder ao pedido dos Estados Unidos precisamente ao mesmo tempo em que as denúncias de Snowden faziam os aliados norte-amercianos na Europa perceberem que estavam a ser escutados na sua própria casa pelo parceiro do outro lado do Atlântico.


A reacção que a quase totalidade dos chefe de Estado sul-americanos tiveram é que constitui a lição que a Europa devia aprender e não aprende. Kirchner, da Argentina, desabafou nessa mesma noite que tinha falado com Morales e que o presidente da Bolívia estava calmo e tranquilo. Numa sala do aeroporto de Viena, enquanto esperava que o seu avião fosse revistado.


Kirchner tinha falado com Correa, do Equador, e começaram logo por perguntar aos ministro da justiça e dos Negócios Estrangeiros, se aquele tipo de acções eram legais. Maduro não perdeu tempo e, com discurso chavista, tratou logo de falar em agressão imperialista. Laura Chinchilla, mais diplomática, disse que a Costa Rica sempre defendeu o direito internacional. Até as FARC(!) chamaram infâmia ao que se passou com Morales. Sem haver uma união com tratado, os chefes de Estado sul-americanos mostraram como se comportar quando realmente há união.


Tendo Portugal sido um dos países que negou a Morales aterrar em Lisboa, tenho a certeza absoluta que se o presidente boliviano soubesse o que vai aqui dentro, perdoaria no mesmo minuto a decisão ao nosso país.

24
Jun13

Maniqueísmos que me incomodam

mariana pessoa

Equiparar Snowden a Assange tem mais de estratégia touro na loja de porcelanas (tão cara aos Estados Unidos...) do que beatificação dos Wikicoisos e de vassalagem dos Anonymo-cenas.

 

O mensageiro, não é, de todo, o mais importante. Diabolizá-lo ou santificá-lo em nada contribui para o incontornável facto: os Estados Unidos da América, self proclaimed leaders of the free world, usam táticas tão questionáveis quanto todos aqueles que considera estarem do outro lado da barricada. No fundo, mesmo sem GW Bush, continuamos na narrativa do eixo do mal. Mesmo com Obama. Ah, the smell of irony in the morning...

Assange estava acusado de violação, é um narcísico e colocou em risco milhares de vidas. E Snowden, vai ter que problema no currículo para que efectivamente se passe ao lado do acessório e se vá até ao essencial? 

 

Era sobre isto que devíamos estar a falar: não é preciso ser-se suspeito de um qualquer crime para ter chamadas monitorizadas. Qualquer um de nós pode ter as suas comunicações controladas, sem qualquer indício que o justifique.

 

E quem é que está a discutir este assunto? E a quem é que não interessa discutir o essencial? E que moral têm os Estados Unidos para falar sobre tratamento dos Aliados, mesmo? E até que ponto é que o argumentário do 'salvar vidas é mais importante que o direito à privacidade' não está a ser manipulado? 

 

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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