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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

02
Out14

Throwback Thursday

CRG

"To be the workshop of the world suited them. Nothing seem more "natural" than that the less advanced should produce food and perhaps minerals, exchanging the non-competitive goods for British (or others West-European) manufactures. "The sun," Richard Cobden told the Italians, "is your coal". (...) Frederick List, the German economist (...) rejected an internacional enconomy which in effect made Britain the chief or only industrial power and demanded proteccionism;

All this assumed that an economy was politically independent and strong enough to accept or reject the role for which the pioneer industrialization of one small sector of the world cast it. Where it was not independent, as in colonies, it had no choice."

"Age of Revolution 1789-1848", Eric Hobsbawm

06
Mar14

"The future is so bright we gotta wear shades"

mariana pessoa

"Relatório da Comissão Europeia assinala início da criação de emprego no Sul da Europa.

Mas para Portugal as notícias estão longe de ser boas - Os empregos com mais futuro em Portugal são pouco qualificados"

 

 

 

E depois de sabermos que o único emprego criado (diz que são 128 mil criados só no 1ºT de 2013, ah valentes!) é o de 3 horas, o que nos tranquiliza certamente é saber temos um Vice Primeiro Ministro que não acredita "num modelo de desenvolvimento de salários baixos:

 

No fundo, no fundo, estamos perante o orgasmo de Nuno Crato: um trabalhador fabril e um(a) empregado(a) doméstico(a) em cada esquina, baratinhos e fáceis de despedir. É como costuma dizer a f. the future is so bright that we gotta wear shades.
[Ah, e antes que se começem a espumar da boca: claro que não há problema algum em ter-se uma destas profissões, não é esse o ponto]
18
Nov13

É a desigualdade, estúpido!

Nuno Oliveira

O Cláudio já aqui referiu como não está de todo estabelecida qualquer relação entre a actualização do salário mínimo e o desemprego. Quem acena esse fantasma tenta apoiar a sua tese num empirismo em que uma empresa luta com dificuldade para sobreviver e o aumento do salário mínimo levaria a empresa a fechar portas. É curioso como a direita tende a lidar tão bem com as insolvências como regeneração da economia excepto se se dever ao salário mínimo.

 

João César das Neves contesta a subida do salário mínimo. Diz ser favorável a uma subida gradual (e mais indicativa do que impostiva) e que esta foi bastante significativa nos anos recentes. Contudo, para quem gosta de avaliar os custos relativos do trabalho, poderia preocupar-se em fazer uma comparação de salários mínimos, por exemplo. Aí, porventura, poderíamos todos concordar que pode ainda subir mais porque em termos relativos continuamos com um salário mínimo muito baixo:

A razão pela qual é absolutamente imperiosa uma subida do salário mínimo é porque permite reduzir a pobreza entre os trabalhadores, permite reduzir as desigualdades. Um dos primeiros pontos na discussão com César das Neves seria desqualificá-lo como ele pretende fazer com todos os que defendem teses contrárias às deles.

 

Para César das Neves todos os que dele discordam são porta-vozes de interesses mais ou menos obscuros. Ora, sendo o aumento salário uma (re)distribuição de rendimentos de capital e de rendimentos de trabalhadores qualficados para os menos qualificados percebe-se que alguns dos que surgem a gritar na comunicação social se mostrem muito incomodados. Aparecem a bater com a mão no peito como se pretendessem defender os pobres quando estão essencialmente a defender de forma mesquinha a sua posição relativa. (O vocabulário foi propositadamente adaptado ao estilo troglodita.)

 

A desigualdade não merece da parte do César das Neves uma palavra séria. Porque razão? Porque não é um problema? Este relatório de 2012 da OCDE apresenta Portugal como um dos países com as desigualdades mais obscenas entre os países analisados.

 César das Neves aparece indignado com a subida enorme do salário mínimo. Com os efeitos que a sua dinâmica possa ter nos custos do "factor trabalho". É estranho, contudo, que outras subidas não o deixem igualmente indignado. Por exemplo no mesmo relatório podemos avaliar a progressão da fracção de rendimento que os mais bem pagos (1%) recebem:

Seria interessante perceber o que César das Neves tem a dizer sobre esta progressão. Seria muito interessante. Mas para que a conversa seja devidamente colocada nos termos em que César das Neves a coloca, deveria comentar apenas depois de dizer se confirma que pertence ao 1% da população mais bem pago.

 

17
Nov13

Subir salário mínimo é estragar a vida aos ricos

Cláudio Carvalho


Schmitt, J. (2013). "Why Does the Minimum Wage Have No Discernible Effect on Employment?". Center for Economic and Policy Research (CEPR).




"Tackling the jobs crisis in Portugal". International Labour Organization (ILO).  2013.






"Trade and Development Report, 2013". United Nations.




"Edição de 30 de maio de 2007 do Povo Livre". Povo Livre (jornal do Partido Social Democrata), p. 8.




07
Mar13

O coiso está grande demais? No problem, blame Sócrates

David Crisóstomo

O consultor do Pingo Doce falou hoje à nação:

 

O responsável recorda que em 2009, quando o Governo de José Sócrates determinou um aumento do salário mínimo de 426 euros para 450 euros, Manuela Ferreira Leite, então líder do PSD, “teve o cuidado de dizer que as subidas dramáticas no salário mínimo que se fizeram nessa altura iam gerar muito desemprego mais tarde. Avisou e avisou bem e isso custou-lhe muito caro em termos de popularidade.”

 

Ou seja, você achava que eram as absurdas, irracionais e sádicas politicas deste governo que estavam a contribuir para a maior taxa de desemprego dos últimos 40 anos? Deixe-se disso! A culpa é, pela 1368ª vez, do tirano socrático que estas terras amaldiçoou. Há que desfazer essas imprecações, já, com urgência! 400 & tal euros? Mas somos todos imperadores faustosos ou quê? Não, é necessário dissolver esta praga gananciosa de querer um salário. Aliás, “o ideal até era que os salários descessem como solução imediata para resolver o problema do desemprego.” Assim faseadamente, até extirparmos esse hábito horroroso de gastadores. Só deste modo as politicas clarividentes do colossal sábio Gaspar restaurarão a antiga glória da nação.  Avante!


«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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