Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

13
Fev13

Povo de Deus

Freguesia da Cunha Baixa, concelho de Mangualde.

Numa noite de inverno, a igreja restaurada, o brilho e a claridade. A gente da terra, sentada. O padre da paróquia não tinha 30 anos. Vestindo um fato comum com gravata colorida, apresentou um espectáculo de coros na sua pequena igreja.

O  primeiro coro formou-se em frente ao altar, caras nervosas, peles curtidas por anos de trabalho ao sol, sacrifício, determinação. Sorriem para algumas caras bonitas, maquilhadas, peles resplandecentes de frescura e de urbanidade.

Ouço cantar espirituais negros, peças do cancioneiro popular português, Bach.

Bach?

Bach.

Não era o coro da Gulbenkian, era mais bonito do que o coro da Gulbenkian. O padre entretanto lá no meio, assumindo o seu naipe barítono, igual aos outros, obedecendo a um maestro que faz das tripas coração para que saiam sons ordenados daquelas vozes ignaras. 

 

Esta gente cujo rosto

Às vezes luminoso

E outras vezes tosco

 

Ora me lembra escravos

Ora me lembra reis


(Esclarece-me Sophia)

 

 

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

No twitter

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D