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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

08
Jul13

The thesis of american exceptionalism

mariana pessoa

"American exceptionalism is the proposition that the United States is different from other countries in that it has a specific world mission to spread liberty and democracy"

 

Chamem-lhe Presidente dos Estados Unidos, land of the free, home of the brave:

 

“American-style Stasi”:

A few days later, based on documents from Snowden, the German magazine Der Spiegel revealed that the NSA was spying on European citizens and diplomats en masse. The German response then became more unanimous, calling the spying an “American-style Stasi” and harshly criticizing – in unison – these activities. Finally having something to discuss other than Snowden’s current host nation, Obama attempted to deflect the issue of his government’s surveillance on European diplomats by saying that basically, everyone is spying on each other.


A dialog dependent on irony is a sign of lost control over a narrative. One can find the same tactic exemplified by Mahmoud Ahmadinejad when he deflected questions concerning human rights abuses in Iran, by focusing on actions by the US Government against journalists as well as US prison policy. It is telling when leaders of western democracies rely on the same rhetorical style.


E agora vão lá. Vão lá dizer que os países dispostos a receber Snowden têm, eles próprios, uma relação difícil com a liberdade de expressão. Isso é facto. Vão, digam que Putin mandou prender as Pussy Riot e que a liberdade russa é, no mínimo, exótica. Isso também é facto. Vão, digam que a China é condenada por atropelamento dos direitos humanos. Outro facto. E França também lida com o seu escândalo. Mas lembrem-se de outros factos também. Lembrem-se de Guantanamo e da inversão do ónus da prova, lembrem-se de waterboarding. Lembrem-se dos voos ilegais da CIA. E memorizem este Obama, Prémio Nobel da Paz, mestre de oratória e narrativa, apanhado em falso na explicitude dos comportamentos. Eu repito: "A dialog dependent on irony is a sign of lost control over a narrative" e a única razão por que toleramos isto mais do que toleraríamos caso outro país estivesse envolvido, é tão somente porque engolimos a tese da expepcionalidade americana desde pequeninos e agora dá preguiça. 

06
Jul13

Obama no caminho de Nixon

mariana pessoa
24
Jun13

Maniqueísmos que me incomodam

mariana pessoa

Equiparar Snowden a Assange tem mais de estratégia touro na loja de porcelanas (tão cara aos Estados Unidos...) do que beatificação dos Wikicoisos e de vassalagem dos Anonymo-cenas.

 

O mensageiro, não é, de todo, o mais importante. Diabolizá-lo ou santificá-lo em nada contribui para o incontornável facto: os Estados Unidos da América, self proclaimed leaders of the free world, usam táticas tão questionáveis quanto todos aqueles que considera estarem do outro lado da barricada. No fundo, mesmo sem GW Bush, continuamos na narrativa do eixo do mal. Mesmo com Obama. Ah, the smell of irony in the morning...

Assange estava acusado de violação, é um narcísico e colocou em risco milhares de vidas. E Snowden, vai ter que problema no currículo para que efectivamente se passe ao lado do acessório e se vá até ao essencial? 

 

Era sobre isto que devíamos estar a falar: não é preciso ser-se suspeito de um qualquer crime para ter chamadas monitorizadas. Qualquer um de nós pode ter as suas comunicações controladas, sem qualquer indício que o justifique.

 

E quem é que está a discutir este assunto? E a quem é que não interessa discutir o essencial? E que moral têm os Estados Unidos para falar sobre tratamento dos Aliados, mesmo? E até que ponto é que o argumentário do 'salvar vidas é mais importante que o direito à privacidade' não está a ser manipulado? 

 

 

07
Nov12

A Europa acorda com um sentimento generalizado de alívio

Nuno Pires

 

A frase, adaptada, é da autoria de Chris Morris, da BBC, e resume bem aquilo que penso neste momento.

 

Nos últimos tempos fomos acompanhando a campanha norte-americana e as propostas de cada um dos candidatos e a verdade é que, a partir de dada altura, comecei a ficar surpreendido (e um pouco assustado, confesso) com as sondagens que indicavam alguma proximidade entre os dois candidatos.

 

De facto, quando se tem que escolher entre um Mitt Romney cujas convicções flutuaram, frequentemente, em função das marés (gerando um sem fim de contradições e declarações dificilmente aceitáveis para um candidato a Presidente) e que escondeu mal um conjunto de poderosos interesses que em nada beneficiariam o povo norte-americano, e um Barack Obama com uma enorme capacidade de liderança, um carisma único e com provas dadas na criação de importantes consensos (que possibilitou, por exemplo, a aprovação da reforma da Segurança Social, em 2010, ou, mais recentemente, o “Obamacare”), sempre julguei que não restariam quaisquer dúvidas, mesmo entre boa parte dos simpatizantes do Partido Republicano, sobre qual a pessoa a eleger para o cargo mais importante do mundo.

 

Felizmente, esta noite, a inteligência prevaleceu. Celebremos, portanto – e suspiremos de alívio.

 

(Imagem)

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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