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11
Fev

Era assim tão difícil?

por Nuno Pires

«O governo português dá as boas vindas ao novo governo grego, que resultou de uma eleição livre e altamente disputada, naquele que é um país amigo e aliado de Portugal. O nosso país tomou boa nota das posições expressas pelo novo governo grego, que relevam de uma profunda preocupação do seu povo, no tocante às suas relações económico-financeiras com as instituições europeias. Portugal formula votos de que, do diálogo de Atenas com essas instituições, possa emergir um compromisso que seja mutuamente favorável à Grécia e à União Europeia no seu todo. Portugal apoia o desejo grego de permanecer na zona euro e deseja que as soluções de futuro possam contribuir para aliviar a difícil situação social que aquele país atravessa, as quais devem continuar a merecer ampla solidariedade por parte dos seus parceiros.»

 

Se calhar era pedir demais, em particular face ao que conhecemos dos protagonistas do nosso XIX Governo, mas sempre nos poupavam de vergonhas como esta ou estas.

 

 

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Judite Sousa - Novas Oportunidades (fotografia: jornal Público)

 

Novas Oportunidades continuam a garantir bons resultados a Portugal

 

"São resultados que não se manterão. Pelo contrário assistiremos a uma queda abissal nos indicadores de educação de adultos já que, com o fim das Novas Oportunidades, a oferta neste âmbito deixou praticamente de existir"

"Os números apresentados no relatório reflectem acima de tudo o impacto do programa Novas Oportunidades, mas nos próximos relatórios vai assistir-se a um decréscimo significativo do número de adultos que concluíram acções de educação ou formação"

Segundo as últimas estatísticas do Ministério da Educação e Ciência, no ano lectivo 2012/2013 concluíram o ensino básico nos cursos de Educação e Formação de Adultos cerca de quatro mil, quando três anos antes tinham sido 13.684. No secundário a diferença foi de 8932 para 16.269. Já em processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, o número dos que obtiveram uma certificação escolar equivalente ao básico caiu de 70.147 em 2010 para 7841 em 2013. No mesmo período os que ficaram com o secundário por esta via, que valoriza sobretudo as competências ganhas ao longo da vida, passou de 47.173 para 10.357.

 

 

 

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02
Fev

Uma pessoa lê a notícia e fica confusa. E li-a duas vezes.

Então ao que parece estamos perante uma "via de acesso às zonas industriais de Famalicão, Trofa e Maia, onde estão instaladas empresas com forte vocação exportadora". Segundo escreve a Lusa, é "atravessada diariamente por cerca de 30 mil veículos, nomeadamente pesados, com constantes estrangulamentos".

E, ainda de acordo com a mesma notícia, a solução "económica mas eficiente" (??) passa por duplicar e requalificar a estrada nacional, fazer umas rotundas e uma ponte.

Os "30 mil veículos, nomeadamente pesados", que diariamente ali têm que passar para escoar produção industrial veem assim os seus problemas resolvidos. Meia dúzia de rotundas, uns alargamentos e ficamos todos muito felizes.

Felizmente, fomos abençoados com este génio que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho e que nos brinda com estas suas soluções "económicas mas eficientes". Um visionário!

Eu confesso que não fui abençoado com o brilhantismo e a inteligência de Pedro Passos Coelho.

Confesso que não consigo perceber como é que uma via com um fluxo diário de 30 mil veículos, para escoamento de produção industrial, não deve ser convertida em autoestrada. Não percebo, lamento.

Pior: li a notícia duas vezes (como referi acima) e não consegui perceber como é que na altura em que os fundos comunitários "privilegiavam as infraestruturas rodoviárias" (foi Pedro quem o disse), a melhor solução (económica e eficiente, para recorrer ao jargão técnico de PPC) não era, precisamente, aquela que foi gizada: a da criação de uma variante com perfil de autoestrada.

Fiquei também sem perceber do que é que Passos Coelho falava quando referiu o "tanto dinheiro" que terá sido gasto nos tempos de "vacas gordas". Ele lá saberá, e eu acho que já temos aqui confusão a mais para tentar abordar apenas num post.

Apesar de não perceber o que raio anda Passos Coelho a dizer, acho que a minha memória está boa. É que eu ainda me lembro de outras soluções assim poupadinhas, em termos de infraestruturas rodoviárias. Para poupar uns trocos, em vez de uma autoestrada fazia-se um itinerário principal, frequentemente com traçados sinuosos para evitar a construção de túneis ou pontes.

Esta "poupança" de uns trocos materializou-se num enorme custo em vidas. E na inevitável decisão (que apenas pecou por tardia) de corrigir o erro e converter alguns dos nossos "IP" em "AE", investindo mais do que aquilo que se teria investido se a decisão inicial tivesse sido, desde logo, a mais... económica? ...eficiente?

Uma outra palavra descreve-o melhor: inteligente.

 

 

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Recorte da capa do jornal i de 5 de março de 2014

 

A Reforma Administrativa Territorial Autárquica, para além de possuir um acrónimo que pode suscitar piadas menos próprias, é uma medida que surgiu na sequência do memorando de entendimento acordado em 2011 entre PS, PSD, PP e a Troika e que previa uma efetiva reforma das entidades de administração local, com principal enfoque nos municípios e nas freguesias.

Contando Portugal então com 308 municípios e 4.259 freguesias, pretendia-se com esta Reforma, de acordo com o referido memorando, uma reorganização e redução do número destas entidades, promovendo assim maior eficiência, nomeadamente através da eliminação de eventuais redundâncias na prestação de serviços públicos.

Os prazos associados a esta Reforma foram também definidos no memorando: Julho de 2012 para a conclusão, ato eleitoral autárquico de 2013 para a entrada em vigor.

 

Mas a verdade é que a dita Reforma, nos termos em que foi proposta e acordada pelos subscritores do referido memorando, nunca chegou a ver a luz do dia.

 

 

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Na senda da divulgação da estimativa rápida do INE e, em consequência do post de ontem, faça a sua previsão à merceeiro - sem desprimor - para o PIB de 2013. Carregue na imagem ou neste link.

Ainda acredita na ilusão que lhe venderam ontem?

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04
Jul

Depois do "Das Caldas"...

por André Fernandes Nobre

O "Do Caldas"

 

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11
Abr

Impulsos erráticos

por Nuno Pires

 

O atual Governo prossegue o seu percurso titubeante, com um novo e rocambolesco episódio a cada dia que passa.

 

Ontem, na sequência de um despacho revanchista de Vítor Gaspar (que, muito sinteticamente, pretende congelar o Estado e asfixiar todos aqueles que legitimamente usufruem da coisa pública), foi noticiado, pela manhã, que todas as ações de formação e estágios profissionais estavam suspensos e, a par, uma das medidas mais "emblemáticas" do ainda ministro Miguel Relvas, o Impulso Jovem.

 

Ora, qualquer pessoa que tivesse lido o famigerado despacho teria rapidamente chegado à conclusão de que a realização de novas ações de formação ou novos estágios profissionais por parte do IEFP, fosse no âmbito do Impulso Jovem ou não, se encontra impedida até à sua aprovação pelo recém-empossado líder supremo do Estado, Vítor Gaspar.

 

 

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Não é a Constituição de República Portuguesa que tem de se submeter às políticas de um Governo ou a quadros de assistência financeira ou a arranjinhos de oportunidade: são os políticos que têm de fazer Política e descobrir, dentro do quadro e ordem constitucionais, as soluções que podem aplicar para obter os resultados que pretendem.

 

Bem hajas, Tribunal Constitucional.

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...é agora a vez do Álvaro ir à Colômbia inaugurar um supermercado.

 

(clique para ampliar)

 

Com a economia nacional numa situação cada vez mais tremida, com a divulgação diária de diversas "luzes vermelhas" num túnel descendente que parece não ter fim (aqui, aqui, aqui... apenas para mencionar os últimos dias) e com o desemprego a disparar para valores inéditos em Portugal, não deixa de ser - como dizê-lo - caricato constatar que o (super-)Ministro da Economia e do Emprego não deixou de encaixar na sua agenda uma ida até à Colômbia para inaugurar um supermercado de uma cadeia de distribuição cuja sede fiscal se localiza na Holanda.

 

Já agora, a direita "liberal" que tanto repete a ladainha da libertação da iniciativa privada das amarras do Estado não tem nada a dizer sobre esta "prioridade governativa" de Álvaro Santos Pereira?

 

(Imagem: recorte da edição de hoje do Diário Económico)

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08
Mar

 

A julgar por aquilo que vou lendo e ouvindo nas notícias de hoje, parece que o atual governo optou por deixar que todo um setor se espatifasse, para depois lhe atirar dinheiro para cima, com um pacote de 50 medidas que envolve "milhares de milhões" de euros. É isto, não é?

 

Em certa medida estas piruetas já não são novidade, mas, mais uma vez, constato que algumas propostas da oposição (a mesma que os malabaristas de serviço dizem não ter alternativas) são adaptadas e lançadas pelo atual Governo, se bem que com um inacreditável atraso, que neste caso se revelou uma verdadeira tragédia para trabalhadores, empresas e demais cadeia de valor do setor da construção.

 

Se calhar isto enquadra-se na bizarra definição de "seleção natural" com que Passos Coelho nos presenteou recentemente... E que este Governo vai agora tentar inverter com recurso a milhares de milhões de euros. Não faz sentido? Pois, já é habitual...

 

(Imagem: recorte da capa do Jornal de Notícias de hoje)

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