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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

06
Jul13

A credibilidade externa é bué grande

David Crisóstomo

 

Há quatro meses éramos isto:

 

"O primeiro-ministro afirmou hoje, em Haia, que a melhoria do 'rating' de Portugal como pagador a longo prazo, anunciada pela Standard & Poors, é um "sinal de recompensa" para todos os portugueses, que têm feito "sacrifícios enormes". Pedro Passos Coelho, que falava numa conferência depois de um encontro com o seu homólogo holandês Mark Rutte, destacou o facto de ter sido a primeira vez, desde o início da crise, que uma agência de notação financeira ('rating') alterou a perspetiva de notação para Portugal. "Esperemos que seja a primeira de uma sequência de melhorias que o nosso 'rating' possa vir a reconhecer, sobretudo se ele tiver um chão sólido, quer dizer se não for feito com resultados ocasionais, mais se for construído com resultados duráveis", afirmou. O primeiro-ministro qualificou a decisão da Standard & Poors como um "sinal de recompensa para todos os portugueses que têm feito os sacrifícios enormes que são conhecidos para ultrapassar a situação de crise em que vivemos". Pedro Passos Coelho considerou ainda que a decisão da agência de notação financeira é uma "primeira informação no espaço público que reconhece a perspectiva de Portugal poder fazer um regresso a financiamento não oficial de uma forma bem-sucedida", o que disse ser "essencial" para evitar um segundo resgate."

 

Ora bolas:

 

"A agência de notação financeira disse, em comunicado hoje emitido, que manteve o `rating` atribuído à dívida de longo prazo de Portugal em `BB`, o segundo nível da escala já considerada como `lixo`, tendo, no entanto, passado as perspetivas (`outlook`) de estáveis para negativas, o que significa que a nota de Portugal pode ser alterada no curto prazo."


Olha que porra pá, 2 anos de credibilidade externa acumulada foram pelo cano abaixo numa semana.

Oh well, ao menos temos estabilidade governativa as finanças públicas estão consolidadas o rigor na educação está a aumentar o desemprego foi reduzido a divida está a decrescer a economia está a recuperar estamos mais competitivos o mundo não acabou em 2012.

 

26
Jun13

E vivam os consensos

Nuno Pires

 

Trabalhadores, empregadores, sindicatos, associações patronais, deputados da esquerda e também da direita (em particular de um CDS que parece andar confuso), sociólogos, antigos líderes partidários, comentadores de diferentes tons partidários... todos concordam que este não é o caminho a seguir e que os sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses estão a resultar numa situação bem pior do que aquela que o atual Governo encontrou quando, há dois anos, tomou posse.

 

No Le Monde escreve-se precisamente sobre esse amplo consenso: o consenso de que a estratégia (se é que ela existe) seguida por este Governo está errada e que urge parar com a austeridade que tem vindo a destruir a nossa economia ao longo dos últimos anos.

 

A tão propagandeada credibilidade externa granjeada por este Governo não passa disso mesmo - de propaganda - e o ministro Maduro, que tanto tem repetido a expressão, já deveria ter percebido que o único consenso generalizado que existe na sociedade portuguesa se baseia na rejeição das opções políticas do Governo que integra.

 

Après deux ans de crise et de sacrifices sans résultat visible, la fatigue et l'exaspération grandissent chez les Portugais. Chez les travailleurs, les retraités et, désormais, au sein du patronat : "Il est temps de sauver le pays de la récession et de l'abîme !", ont interpellé, lundi 24 juin, les quatre organisations professionnelles représentant les agriculteurs (CAP), le commerce et les services (CCP), l'industrie (CIP) et le tourisme (CTP). Cette alliance vise à faire réagir le gouvernement de centre droit jugé aux ordres de l'Europe.

 

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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