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Mercados assustados

 

O MCF já referiu o bonito papel a que, nos últimos dias, se tem prestado alguma da nossa imprensa, aqui e também aqui.

 

Mas as coisas são como são e parece que as evidências não revelam qualquer sobressalto dos mercados com o facto de haver conversações entre partidos na sequência de um ato eleitoral, muito menos com o facto de estas conversações abrangerem todos os partidos com assento parlamentar.

No fundo, o que as evidências nos permitem concluir é que os mercados não temem o normal funcionamento de uma democracia representativa, ao contrário do que alguns, num exercício que já roça o patético, têm tentado fazer crer.

 

Se, de facto, quisermos encontrar políticos capazes de e dispostos a fazer o país perder credibilidade junto dos mercados, com custos para todos nós, não é para a esquerda que devemos olhar - basta recordar o verão de 2013.

 

 

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1 comentário

De Carlos a 16.10.2015 às 09:16

Bom dia ;

Para quem fala em intoxicação, esqueceu-se de publicar o outro empréstimo a curto prazo cujas taxas foram mais elevadas que a anterior operação.O problema não o governo vir a ser de esquerda ou não.As taxas variam consoante o clima de confiança, se o governo de esquerda ou direita cumprir com o que se compromete e cumprir com as metas acordadas em bruxelas , as taxas sempre oscilantes, não vão começar a subir só porque o governo é de esquerda.Se a confiança for quebrada, como aconteceu nalguns países, ai sim, sobem exponencialmente.
É tudo uma questão de confiança, algo que não se pode ter, primeiro em António Costa e muito menos nos dois potencias parceiros.Possivelmente Costa está à espera de fazer como Tsipras , é primeiro ministro mas quem aprova as medidas é a oposição não quem o viabiliza como primeiro ministro.No nosso caso ,Costa quer ser primeiro ministro à força, simplesmente porque se não o for, desaparece da cena política nacional, e espera que seja a coligação a aprovar-lhe os orçamentos.
Como se depreende das declarações dos líderes do BE e PCP, também é isso que estão à espera, já que nenhum deles assumiu que iria viabilizar um orçamento forçado a cumprir o pacto de estabilidade.

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