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28
Out

Foi hoje votada e aprovada no Parlamento Europeu a proposta de Relatório sobre a posição do Conselho sobre o projeto de orçamento geral da União Europeia para o exercício de 2016, da qual o eurodeputado José Manuel Fernandes (PPE - PSD) era co-relator.

 

Votaram a favor:

 

Abstenções:

 

Votaram contra:

 

De entre as 52 emendas que estavam no guião de votações, a emenda 22 ao parágrafo 28 do relatório, do eurodeputado estónio Indrek Tarand, do grupo parlamentar d'Os Verdes/ALE, despertou mais atenções:

 

"Reitera que nem as dotações da PAC nem quaisquer outras dotações do orçamento devem ser utilizadas para financiar corridas de touros de morte; recorda que esse financiamento constitui
uma clara violação da Convenção Europeia relativa à Proteção dos Animais nos Locais de Criação (Diretiva 98/58 /CE do Conselho);"

 

Recorde-se que no ano passado uma emenda praticamente igual já tinha sido apresentada e chumbada em plenário por não ter obtido a aprovação da maioria absoluta dos eurodeputados. Desta vez, com 438 votos a favor, 199 contra e 50 abstenções, a emenda foi aprovada, seguindo agora no relatório aprovado para o Conselho (para o ECOFIN, mais precisamente).

 

Votaram a favor:

 

Abstiveram-se:

 

Votaram contra:

 

A eurodeputada Maria João Rodrigues (S&D - independente pelo PS) faltou à votação (votou contra em 2014).

 

Todavia, como já foi apontado, é improvável que esta emenda tenha algum efeito em Portugal, fora de Barrancos. O jornal britânico The Telegraph destaca aliás este facto, referindo que "the wording of the amendment deliberately excludes any impact on bullfighting in Portugal, where the animal is not killed".

 

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3 comentários

De Joe Strummer a 29.10.2015 às 16:43

A moda anti-tourada mais a alimentaçao light significa a morte simbolica, e não só, da civilização greco-romana. A redução do sal(ario) e a morte do mundo rural e a relação entre o humano, a besta e o sagrado, que remonta ao minotauro, na abolição das touradas e mais uma negação cultural ainda que complexa e inconsciente de valores e crenças antigos do que uma evolução ou conjunto de boas intenções. Tem mais a ver com uma nova identidade cultural "forjada" racionalmente e já despida da luta com o mundo real que deu origem a uma hierarquizaçao das relações com o que nos rodeia. Sou pelas touradas mas não gosto de touradas.
Nem que seja só por isto:

Não importa sol ou sombra

camarotes ou barreiras

toureamos ombro a ombro

as feras.

Ninguém nos leva ao engano

toureamos mano a mano

só nos podem causar dano

espera.

Entram guizos chocas e capotes

e mantilhas pretas

entram espadas chifres e derrotes

e alguns poetas

entram bravos cravos e dichotes

porque tudo o mais

são tretas.

Entram vacas depois dos forcados

que não pegam nada.

Soam brados e olés dos nabos

que não pagam nada

e só ficam os peões de brega

cuja profissão

não pega.

Com bandarilhas de esperança

afugentamos a fera

De lol a 01.11.2015 às 18:32

Deixa-te de ser touro. Sacrificar e torturar animais só porque sim, ou só porque é tradição é insano. As pessoas deveriam se despir de religiões, de tradições de mitos e de mentira, devem tentar ser mais inteligentes, racionais e justas.

De Joe Strummer a 02.11.2015 às 20:29

A leveza do teu argumento faz-te socio da nova apoteose dos cretinos cujo lema é " Se não se consegue compreender proibe-se" . E que manada a tua.

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