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03
Fev

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Relembremos que hoje o líder do grupo parlamentar do CDS, ladeado por dois ex-secretários de Estado do XIX Governo Constitucional, anunciou-nos que a bancada do seu partido já tinha decido que votará contra a proposta de Orçamento de Estado para 2016.

 

Relembremos que este anúncio é feito quando não existe ainda proposta de Orçamento de Estado, quando este é até a primeiro Orçamento regular redigido por este Governo (descontando o Rectificativo do BANIF, com o qual o CDS finge não ter nada a ver nem ter responsabilidade alguma).

 

Relembremos que à data de hoje ainda não foi aprovada em Conselho de Ministros nenhuma proposta de lei e que, como tal, ainda não deu entrada nada na Assembleia da República; que andámos nas últimas semanas a discutir um rascunho orçamental, mas não há neste momento proposta de lei para o Orçamento de Estado deste ano.

 

Relembremos que em em Setembro e Outubro do ano passado, quando o atual primeiro-ministro admitia que provavelmente não aprovaria um Orçamento de Estado da direita, Paulo Portas questionava: "alguém me pode explicar como é que defende a estabilidade alguém que diz que vota contra um Orçamento que não conhece?"; e exclamava: "como pode dizer que é uma referência de estabilidade quem já garantiu que vota contra um Orçamento".

 

Relembremos que num debate televisivo antes da campanha eleitoral ditou que:

"O desespero nunca é bom conselheiro. O secretário-geral do PS decidiu radicalizar." Foi desta forma que Paulo Portas reagiu às declarações de António Costa de que não viabilizará o Orçamento do Estado para 2016, caso a coligação ganhe as eleições mas não tenha maioria absoluta. "As pessoas não estão nessa atitude, numa atitude destrutiva, de votar contra um Orçamento que [Costa] não conhece", prosseguiu, lamentando que o líder socialista prescinda da "possibilidade de o melhorar"

 

Relembremos ainda que nesse mesmo debate foi também cristalino sobre o que faria como deputado: 

 

 

Relembremos que Paulo Portas já anunciou que sairá da Assembleia da República após a tomada de posse da nova liderança mas que o seu legado no CDS-PP certamente perdurará após a sua partida.

 

 

 

 

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8 comentários

De Anónimo a 04.02.2016 às 11:18

Chama-se a isto, pagar na mesma moeda. Mas tem que se ressalvar a diferença de vários pontos deste orçamento já serem conhecidos e pelos vistos não convencerem ninguém

De Carlos a 04.02.2016 às 11:20

Ainda às voltas com a campanha eleitoral ? Alguém se recorda das suas críticas a Costa por ter anunciado nessa mesma campanha que votaria contra um orçamento da PàF ? O esboço do defunto orçamento do PS é conhecido, e o que se sabe é suficiente para se ter uma posição sobre ele.O mal está feito, a credibilidade do estado Português foi destruída mais rapidamente do que os mais pessimistas poderiam imaginar.Vamos continuar a assistir às inflamadas dissertações, da soberania, da ingerência de Bruxelas, do patriotismo, etc, etc.. Alô, Alô.. Varoufakis, está tudo a correr maravilha, em 24 horas assinamos o acordo que vira a página da austeridade.

De Jaime Santos a 04.02.2016 às 12:34

A diferença principal entre a Esquerda e a Direita por estes dias é que a Direita pacóvia não parece preocupar-se com outra coisa que não a 'imagem' de Portugal lá fora em Bruxelas. Imagem de cãozinho bem amestrado, liderado que foi por 'patriotas' que usavam e usam a bandeira na lapela enquanto vendiam o País ao desbarato, ao capitalismo estatal chinês ou angolano. A Esquerda preocupa-se menos com a imagem e mais com a vida das pessoas cá dentro. Habitue-se!

De Carlos a 05.02.2016 às 08:43

A diferença principal é que aqueles a quem você apelida de direita não acha que os outros sejam pacóvios.Veremos onde acaba a "preocupação com a vida das pessoas" que nos habitou a chamar-se FMI.

De Manuel a 04.02.2016 às 12:50

De que credibilidade fala? Dos bancos sindicalizarem em 133% as emissões de dívida pública Portuguesa?
É dasta credidibilidade que fala?
É que TODAS as vendas de títulos de dívida pública, feitas entre 2014 e 2015, foram sindicalizadas por 2 a 4 bancos nacionais e europeus. Curiosamente, a primeira emissão feita por este governo, manteve os níveis, sem estas sindicâncias. Com a diferença que existe uma razão para isto ter acontecido: Os bancos nacionais já tinha chegado a acordo com os anteriores governos para que a partir de 1 de Março de 2016, qualquer levantamento de dinheiro, feito numa máquina automática, teria uma taxa de 1 a 2 euros. O acordo estava já assinado e protegido por segredo de estado... foi rasgado a 11 de Outubro, quando o governo viu que poderia ter problemas se isso chegasse aos eleitores. Tanto que os bancos nacionais (e os europeus a operar com sucursais em Portugal) tiveram de alterar as suas previsões com o desaparecimento de uma rubrica que eram as "comissões multibanco".
É desta credibilidade que está a falar?
Ou será do outro governo ter permitido aumentos de 600% em vários organismos de fiscalização e, agora, que apareceu um dos que aproveitaram isso para subir "só" 150%, os dois partidos dos anterior governo fugiram dos comentários e não querem falar do assunto.

De Carlos a 05.02.2016 às 08:58

Quer dizer que os bancos sindicalizaram 33% de dívida a mais do que a emitida ? Fiquei confuso com essa. Não deixa de ser surpreendente você saber dos acordos secretos do estado, até sabe a data precisa em que são rasgados,não se percebe é terem rasgado o tal acordo secreto depois das eleições.Ele há coisas....

De Jaime Santos a 04.02.2016 às 12:25

O CDS é um referencial de coerência e Portas um referencial de seriedade. Façam-me cócegas para ver se eu me rio...

De Enojado a 04.02.2016 às 14:12

Nada disto é incoerente, visto este gentalha estar ao serviço duma corja insaciável e GANÂNCIOSA que faz parte de "1% da população mundial que concentra metade de toda a riqueza do planeta". O que já não é natural é que haja neste País quem saia da sua casa para votar nesta escumalha.

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