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18
Fev

Os antros revolucionários da blogosfera estremecem de frémito! Crepitam de excitação! Mais um regime opressivo e totalitário, cansado da sua própria existência, está prestes a ser conquistado pela vontade popular e pelo poder que ascende das massas, que nas ruas lutam bravamente contra o sanguinário ditador. Apesar do poder reaccionário que o facínora ainda tenta exibir, da violência assassina que mata pacíficos manifestantes e persegue opositores políticos, cada vez mais povo sai às ruas e às praças do país, lutando com a força da palavra contra o medo instilado pelo decrépito poder. Nem o férreo controlo dos meios de comunicação e de produção conseguirá deter a avalanche revolucionária que deitará abaixo um regime podre, que deixou de amar o seu povo. O poder do ditador, em tempos legitimado por eleições livres, é agora uma degenerescência que precisa de ser extirpada. O poder para o povo, do povo, com o povo.

 

Saudemos os nossos bravos blogues que, furando o bloqueio noticioso, estão a noticiar a gloriosa revolução! Saudemos o Blasfémias e o Insurgente que, sob a constante ameaça da imprensa socialista portuguesa, não se cansam de publicar vídeos e notícias* das grandiosas manifestações populares que se multiplicam por toda a Venezuela, mostrando a todos os portugueses, ao mundo até, novas da grandiosa marcha contra Maduro! Milhões de pessoas juntam-se nas ruas, cantando e lutando por um futuro melhor, um país melhor onde as beneméritas empresas ocidentais possam livremente explorar o ouro negro que jorra da terra venezuelana, assim levando a fortuna a todo o povo, faminto de revolução e de dinheiro! Saudemos quem ainda dá valor à palavra liberdade e sentido à participação cívica, lutando por causa distante, mas justa! E que não se detenham na contagem de pessoas nas ruas, não se deixem enganar! São mesmo milhões, as artérias exangues de Caracas rebentam pelas costuras! Pelo povo venezuelano, pela revolução, lutaremos!

 

*Alterado. Fotos das manifestações, apenas no Twitter, outra via para furar o bloqueio noticioso.

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11 comentários

De Joao Santos a 18.02.2014 às 18:01

O autor apercebe-se das idiotices que escreve?

De jcd a 18.02.2014 às 18:14

Não se apercebe. QED.

De Sérgio Lavos a 18.02.2014 às 18:16

Quais idiotices? Não gostam da linguagem revolucionária? Ou o primeiro e único argumento é o insulto?

De Sérgio a 18.02.2014 às 18:23

http://www.altwoodpharmacy.com/user/products/large/hirudoid-gel.jpg

De Sérgio Lavos a 18.02.2014 às 18:18

Ficaram ofendidos, coitadinhos. Ahahah.

De Antónimo a 18.02.2014 às 20:20

Sérgio, Não fui ler os filhos da puta (é do que tecnicamente se trata, de cúmplices de guerras, saques e outras violações de direitos humanos que nem sequer temos a certeza de que não sejam pagos para regurgitar o que regurgitam), mas peço-lhe pelos santinhos que evite publicitar-lhes os esgotos onde publicitam.

De Knome a 18.02.2014 às 19:43

É chato comentar as manifestações contra o xuxalismo, não é? Daí a tentativa da ironia.
O socialismo é uma filosofia falida, não funciona e a Venezuela é o exemplo vivo desse caminho.
Mas os socialistas continuam a ser os piores cegos, não querem ver.

De Ricardo Batista a 19.02.2014 às 17:45

Incrível. Não fosse o Sérgio Lavos a esclarecer-me e eu pensaria que algo de errado se passaria na Venezuela. É afinal a má imprensa do Blasfémias e do Insurgente que está a provocar caos nas ruas da Venezuela. É óbvio que a revolução bolivar está a trazer o povo da Venezuela para um novo estado de elevação. O estado de elevação em que não precisam sequer de comer para ler Marx. Já o outro dizia que nem só de pão vive o venezuelano, mas também das palavras do Chavez. Antes morrer de fome que ceder ao imperialismo, que claramente orquestrou estas manifestações.
Haja paciência

De Sérgio Lavos a 19.02.2014 às 18:34

Estou a ver que não partilha do entusiasmo pelo fervor revolucionário que se vive nas ruas da Venezuela.

De Antónimo a 22.02.2014 às 14:38

O que está a provocar caos nas ruas de Caracas é o mesmo dinheiro que provoca os Blasfémias e os Insurgentes.

Alguém tem dúvidas de que não sendo conhecida a boa parte daquela gente outra actividade que não a de escrever no blogue, os rendimentos lhes pingam de algum lado?

Acaso, o Observador, jornal de JM Fernandes e David Dinis, funcionará após as eleições presidenciais onde planeiam eleger Durão Barroso, o velho patrão de ambos? Vai tudo despedido com a das mães às costas, menos os dois chefes que regressarão a lugares bem pagos de cronistas e editores de política.

Acaso Paulo Pinto Mascarenhas teria podido andar andar entre dois a três anos sozinho a publicar uma revista que só era lida por ele e pela mamã, sem pagamentos dos mesmos que pagam aos manifestantes contra Chavez e Maduro? Porque raios, prossegue agora, noutro jornal, como Grande Repórter, ele que no jornalismo nunca foi senão um comissário da extrema-direita e de um cínico vigarista como Paulo Portas?

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