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Tudo acontece a uma direita prisioneira de argumentos primários e falaciosos. Bem tentou a direita vender a ideia que o Orçamento do Estado para 2016 era, até do ponto de vista técnico, um orçamento incompetente.

 

Qual coiote, há sempre uma bigorna. Desta vez, o Budget Watch, da responsabilidade do Institute of Public Policy (IPP), do ISEG e da Deloitte. Segundo os analistas desta iniciativa, insuspeitos de serem perigosos extremistas, o OE-2016 atinge máximos históricos de rigor e responsabilidade na avaliação destes economistas.

 

A animação que o Vargas fez ilustra como nos principais domínios - rigor, responsabilidade e transparência - este orçamento ultrapassa largamente o do ano passado. Mais, é nos dito que o orçamento deste ano obteve uma melhor avaliação que qualquer um dos orçamentos da direita. A lista completa dos índices, publicada pelo Jornal de Negócios, pode ser vista no gráfico abaixo.

 

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Não bastava ser um orçamento mais socialmente justo, que começa a repor mínimos de proteção social e que devolve rendimentos aos portugueses. Não bastava ser um orçamento que consegue cumprir os compromissos internacionais do Estado português, passar pelo crivo da Comissão Europeia, e ainda assegurar o cumprimento dos acordos feitos na Assembleia da República. Não bastava ser, como tudo indica, o primeiro orçamento em 5 anos que cumpre integralmente a Constituição da República Portuguesa. 

Para sofrimento dos arautos duma nova intervenção externa, que mais uma vez usariam para legitimar um empobrecimento forçado e nunca devidamente sufragado, a proposta de Orçamento de Estado para 2016 parece ser, ainda por cima, bem mais tecnicamente rigorosa e responsável que os anteriores orçamentos que a anterior maioria parlamentar de direita nos impôs, insistindo não haver alternativa.

Há alternativa. A mesma direita de outrora agora vota contra e abstêm-se de propor alterações. É compreensível. 

 

 

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7 comentários

De Jaime Santos a 21.03.2016 às 17:13

Este orçamento mostra outra coisa e temo que isso não seja uma boa notícia nem para o PS, nem para o PSD (mas é ótimo para todos os Portugueses que não militam nesses dois Partidos). E isso é o simples facto de um orçamento discutido ponto por ponto na AR acabar por ser melhor do que os orçamentos de um Governo de Maioria Absoluta. Seria interessante compará-lo ainda com os orçamentos do tempo de Sócrates. Ou seja, como bem mostra a experiência escandinava, quanto mais representativo é um sistema político, tanto melhor é a governação... Por isso, está também na altura de o pessoal da Direita que se considera genuinamente liberal ser consequente, mostrar que está interessado em mais do que ocupar o Poder, e formar um novo Partido...

De David Crisóstomo a 21.03.2016 às 18:24

Tendo a concordar

De Carlos a 23.03.2016 às 12:32

Tendo a achar que só diz disparates

De Jaime Santos a 23.03.2016 às 12:46

E está no seu pleno direito. Mas eu não venho para aqui dizer coisas para lhe agradar. Se quiser abanar que sim com a cabeça, tem bom remédio, compre o 'Povo Livre' e estou certo que ficará bem servido. E enquanto continuar a amuar e a ladrar que o poder lhe foi usurpado porque a Esquerda só teve a Maioria Absoluta dos Deputados no Parlamento, a Geringonça vai passando. Faça muito bom proveito , , !

De Carlos a 24.03.2016 às 08:44

Curiosamente , ou talvez não, os orçamentos da bancarrota também receberam notas muito positivas.

De Carlos a 23.03.2016 às 12:34

O orçamento é melhor? Só se for para os cidadãos, para os reformados e para os desempregados. Agora para os banqueiros e empresários este orçamento é muito pior dos que os últimos 4. Mas estes comunistas no poder querem transformar este país numa Coreia do Norte.

De Passos Coelho a 23.03.2016 às 12:40

Carlitos, cumé?, este tipo de comentários não foi aprovado pelo livro de estilo da São Caetano à Lapa, olha que se continuas assim suspendo-te o ordenado. Já te disse: "sim, nós preocupamo-nos é com os banqueiros, o povinho que se lixe, mas tens de dizer o contrário, ouviste? Sobretudo, em casos de desespero como o actual, usa o nosso trunfo, o Sócrates. Repete: Sócrates e bancarrota mesmo que o pessoal esteja a falar dos descobrimentos, de terrorismo ou de laranjas, resulta sempre, pelo menos desvia a conversa.

Um ósculo repenicado do teu eterno primeiro,

Passos Aldrabilhas Coelho

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