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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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21
Mar16

Orçamento de 2016: "Máximo histórico de responsabilidade e rigor"

David Crisóstomo

 

Tudo acontece a uma direita prisioneira de argumentos primários e falaciosos. Bem tentou a direita vender a ideia que o Orçamento do Estado para 2016 era, até do ponto de vista técnico, um orçamento incompetente.

 

Qual coiote, há sempre uma bigorna. Desta vez, o Budget Watch, da responsabilidade do Institute of Public Policy (IPP), do ISEG e da Deloitte. Segundo os analistas desta iniciativa, insuspeitos de serem perigosos extremistas, o OE-2016 atinge máximos históricos de rigor e responsabilidade na avaliação destes economistas.

 

A animação que o Vargas fez ilustra como nos principais domínios - rigor, responsabilidade e transparência - este orçamento ultrapassa largamente o do ano passado. Mais, é nos dito que o orçamento deste ano obteve uma melhor avaliação que qualquer um dos orçamentos da direita. A lista completa dos índices, publicada pelo Jornal de Negócios, pode ser vista no gráfico abaixo.

 

image.png

 

Não bastava ser um orçamento mais socialmente justo, que começa a repor mínimos de proteção social e que devolve rendimentos aos portugueses. Não bastava ser um orçamento que consegue cumprir os compromissos internacionais do Estado português, passar pelo crivo da Comissão Europeia, e ainda assegurar o cumprimento dos acordos feitos na Assembleia da República. Não bastava ser, como tudo indica, o primeiro orçamento em 5 anos que cumpre integralmente a Constituição da República Portuguesa. 

Para sofrimento dos arautos duma nova intervenção externa, que mais uma vez usariam para legitimar um empobrecimento forçado e nunca devidamente sufragado, a proposta de Orçamento de Estado para 2016 parece ser, ainda por cima, bem mais tecnicamente rigorosa e responsável que os anteriores orçamentos que a anterior maioria parlamentar de direita nos impôs, insistindo não haver alternativa.

Há alternativa. A mesma direita de outrora agora vota contra e abstêm-se de propor alterações. É compreensível. 

 

 

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«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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