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"Some of us do go nowhere and can con ourselves into believing it to be somewhere”

Thomas Pynchon

 

Passos Coelho comparou a sua governação a um processo de cura de uma doença e que está determinado a aplicar apesar dos efeitos secundários. O Primeiro-Ministro insiste na sua visão redutora de que a política é uma ciência exacta e que para cada desafio existe apenas uma solução, o medicamento milagroso. Sucede que não só não existe uma única resposta para um problema, como a austeridade não resolveu, chegando mesmo a agravar as principais dificuldades do país: a dívida pública aumentou, o desemprego disparou, a pobreza atinge dois milhões de portugueses.

 

No entanto, o mais arrepiante é que subjacente à declaração do PM - e não é a primeira vez que o Governo e a maioria que o suporta defendem o "custe o que custar" - encontra-se a justificação ao longo da história para a prática a bem da nação das maiores barbáries, desde Mengele ao "Grande Salto Adiante" de Mao.

 

E é o exemplo perfeito de decadência segundo Pynchon: o afastamento do que é humano, quanto mais nos afastamos menos humanos nos tornamos. E como somos menos humanos, procura-se impingir a humanidade que se perdeu em objectos inanimados e teorias abstractas. E alguém que fala de pessoas como se fosse pontos ou curvas num gráfico tem crenças não-humanas.

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