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05
Fev

O resgaste alemão

por Luis Borrega Toscano

   Londres, 27 de Fevereiro de 1953.

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26 países credores perdoam metade de todas as dívidas (no valor de 30 milhões de marcos alemães) à Alemanha e o restante foi reescalonado por um período de 30 anos. 

A Alemanha nunca mais enfrentou um problema de dívida.

A ideia de condicionalidade do pagamento (pagamento apenas do que se pode - e quando se pode) esteve sempre presente desde o início das negociações. O acordo visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.

Bem sabemos que as crianças alemães não estudam este acordo nas escolas, e que os media tentam abafar esta iminente bancarrota alemã.

A Grécia foi um dos países mais generosos com a Alemanha em 1953, apesar dos crimes de guerra cometidos durante a ocupação alemã poucos anos antes.

O Acordo de Londres é um dos melhores exemplos históricos de quão razoável e sustentável uma renegociação de dívida pode ser.

Basta haver vontade política.

 

"Este plano não poderá provocar sobre a economia alemã efeitos indesejáveis sobre a situação financeira interna nem drenar, injustificadamente, os recursos de divisa quer os actualmente existentes quer os potenciais. Os Governos signatários poderão solicitar as opiniões de peritos sobre todas as questões resultantes das negociações para a elaboração do plano bem como sobre a capacidade para pagar" Konrad Adenauer (artº III da carta de 6 de Março de 1951, Apêndice A do Acordo de Londres de 1953)

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