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Com tanto dinheiro público já colocado no Novo Banco, não me choca que a instituição permaneça na esfera do Estado. Isso só faria sentido, contudo, se as obrigações para os contribuintes decorrentes desse facto forem inferiores ao dinheiro que o Estado receberia de uma putativa venda.



Caso não se consiga uma venda que permita aos contribuintes livrarem-se deste buraco sem fundo, e se as necessidades de financiamento do Novo Banco continuarem a aumentar, é minha opinião, há muito, que a falência ordenada da instituição deve ser posta em cima da mesa.



Continuando a Caixa Geral de Depósitos na esfera do Estado, acho pouco atractivos os argumentos de que precisamos do Novo Banco para aumentar o financiamento bancário às empresas nacionais. E dois grandes grupos bancários públicos em concorrência entre si, não me parece que tragam vantagens de maior.

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7 comentários

De Joe Strummer a 24.02.2016 às 19:54

Não percebi porque é que dois bancos públicos não dão vantagens e quatro ou cinco privados a competir entre si o dão. Alias como se viu até aqui, foram so vantagens.
Com a venda apressada alem da perda de dinheiro corremos o risco de não haver bancos nacionais, ou os poucos que fiquem serem no futuro engolidos pelos chineses ou espanhois.
Portanto, calminha e vamos manter o controlo de parte do sistema financeiro e vender em altura propicia.

De Manuel a 25.02.2016 às 13:46

Neste momento, o novo banco vai precisar de 3500 milhões de euros de capital para se conseguir manter nos rácios necessários a manter o financiamento do BCE.
Este valor terá de vir de algum lado... ou do estado ou do comprador. Para colocar 3500 milhões no banco, o valor pago ao fundo de resolução, deve ficar bem abaixo dos 1000 milhões. Dando um prejuízo, imediato, na casa dos 4000 milhões.

Por outro lado, existem 2 opções para a "nacionalização": integrar na CGD ou manter o banco em separado e esperar por uma oportunidade futura para o devolver aos privados.
Integrando na CGD, queria dizer que entre 88% a 95% dos funcionários do novo banco seriam despedidos. Mantendo o banco a funcionar, teria de ser remodelado, levando a 30% de despedimentos e a redução de operações financeiras, principalmente, no mercado externo. (esta opção poderia ser recusada pela união europeia, por causa das leis da concorrência.)

De José a 25.02.2016 às 20:06

Qual nacionalização, qual quê? Tem toda a razão, o dinheiro dos contribuintes serve para tirar o passivo do banco, depois, quando aquilo estiver só com activos, pronto a dar lucro, pumba, para os privados, que só os privados é que sabem gerir. O público não, nunca. Ah, mas espera lá, como é que se chamava o Novo Banco antes? Era BES. Ah, ok. Mas era privado, não? Sim. Então foi muito bem gerido, não? Claro que foi. Aguardente? Ouvi perfeitamente. Não se esqueçam, como diz e muito bem o Carlitos, um troll aqui no blog pago pelo Passos Coelho: "lucros privados, prejuízos públicos"

De jose inacio rosa tata a 25.02.2016 às 19:18



ORA SE NESTE MOMENTO, O CRÉDITO EM RISCO SÃO 8.500 MILHÕES DE EUROS, NINGUEM O COMPRA POR 4.900 MILHÕES DE EUROS, A SITUAÇÃO ACTUAL DA BANCA, É PARA DEFICE. NO MEU ENTENDER O MELHOR NEGOCIO, A VENDA, RENTÁVEL PARA TODOS,

JOSE INACIO ROSA TATA

De José Figueiró a 25.02.2016 às 19:54

Oh, Carlitos, enganaste-te no nome, não é Tata, mas Tantã.

De Carlos a 25.02.2016 às 19:52

Lucros para os privados, prejuízos públicos! E mai nada!

De Carlos a 25.02.2016 às 21:25

Ora cá temos o paneleirote todo contente a deitar os foguetes a apanhar as canas e a rir-se das próprias piadas.Garantidamente que és o herói da tua rua.

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