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27
Fev

 

O INE confirma hoje uma boa notícia: o PIB subiu finalmente em 2014, o que não acontecia desde 2010. Ou seja, desde antes de a Europa ter decidido que ia inverter a estratégia de combate à crise financeira de 2008 e embarcado no monumental embuste da "austeridade expansionista". Sendo um crescimento anémico e que mal começa a compensar o acumulado de perda de PIB dos três últimos anos, é melhor ter este que nenhum.

 

PIB.jpg

 E de onde veio este crescimento? Das exportações? Não. Do consumo interno. Depois do brutal aumento de impostos em 2013 o ano de 2014 trouxe, por vezes a contragosto do Governo, algum alívio do ritmo da austeridade (parou de aumentar). São boas notícias? Mais ou menos. Significa que nada mudou quanto à falta de equílibrio externo da economia portuguesa, o que se verifica pelo saldo negativo das exportações.

Ao contrário do que se possa imaginar com a propaganda que aí vai, as exportações estão a crescer mais devagar e, acima de tudo, estão a crescer abaixo do nível de crescimento das importações, invertendo o saldo com o exterior que tinhamos tido em anos anteriores.

 

exportsimports.jpg

Tudo visto e baralhado: nada de euforias, até porque o desemprego continua em níveis intoleráveis, a dívida pública e privada pesa nas contas do Estado e do País e se nada fizermos para mudar de vida, o actual ritmo de crescimento da Economia significa que só lá para os anos 2020 voltaremos a ter um PIB comparável com 2007. Mais de uma década perdida.

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1 comentário

De Joe Strummer a 27.02.2015 às 12:19


O pior é a enorme transferência de sectores estrategicos de interesse publico para os privados, EDP, PT, TAP ,etc...que tornará ainda mais dificil a tarefa do proximo governo, Se a isso juntarmos a aglomeração de poderes nas mãos da direita (CSocial, Justiça...) temos q é preciso uma força que contrabalance os "desequilibrios excessivos".
E é essa a principal questão com Costa, não a gaffe, mas sim a incapacidade de ruptura com o estabelecido. Old school, The University of Sameness. No Future.
O poder interno no PS devia saltar uma geração.

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