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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

02
Fev15

Não somos gregos? Ai não que não somos

MCF

 

Este Governo, não sei porquê nem porque não, mas bem, deu em publicar, pelo segundo ano, o chamado orçamento cidadão (o de 2015 está aqui). Nele se ilustram os indicadores presentes nos longos e áridos mapas orçamentais de forma um bocadinho menos hermética, o que só se pode saudar.

 

E, o que já não se saúda, a forma como se explicam as coisas nem sempre é, como dizê-lo, isenta de spin governamental. Dito isto, lá pelo meio, num gráfico todo confuso, com colunas que respeitam umas a um ano, outras a quatro, outras a seis, e que são, portanto, incomparáveis, salta uma verdade.

 

Na segunda coluna a contar da esquerda. Vejam. A nova dívida entre 2010 e 2015 foi esmagadoramente para pagar o quê? Pensões? Ordenados? PPP's? Não, foi para juros. Para os credores. E sim, inclui o dinheiro da troika. Não somos gregos? Ai não que não somos:

variação divida.jpg

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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