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Na sua intervenção, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou "que a decisão da Comissão não era de natureza política, uma vez que as regras tinham sido integralmente respeitadas e os números cuidadosamente verificados”.

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5 comentários

De Carlos a 24.02.2016 às 06:59

Parece que ;

"Vários comissários europeus do executivo liderado por Jean-Claude Juncker pronunciaram-se a favor da rejeição do esboço do projeto orçamental português, que acabaria por ser aprovado numa reunião extraordinária a 5 de fevereiro, revela a ata deste encontro divulgada no site da Comissão Europeia. Jean-Claude Juncker reconheceu que a aprovação do orçamento foi “política, no bom sentido do termo”.
A ata da reunião extraordinária celebrada a 5 de fevereiro, em Bruxelas, na qual a Comissão Europeia deu finalmente luz verde ao projeto orçamental de Portugal, após uma semana de intensas negociações entre o executivo comunitário e o Governo português, recorda que na reunião semanal do colégio realizada três dias antes (2 de fevereiro), em Estrasburgo, “alguns membros pronunciaram-se a favor da rejeição” do plano orçamental português, “e outros a favor de o aceitar”.A abordagem de Dombrovskis e Moscovici acabou por ser aceite, já que houve uma “aceitação global” entre os membros da Comissão de que a decisão de aprovar o Orçamento não menorizava “a gravidade da situação orçamental em Portugal” nem “a necessidade do governo de transformar as palavras em atos”. Ainda assim:
“Algumas dúvidas foram, contudo, expressadas acerca da exequibilidade dos esforços anunciados por Portugal e dos compromissos que foram feitos nos últimos dias. Em especial houve alguma deceção em torno do facto de que muitas reformas estruturais do governo anterior, que estavam a começar a produzir resultados, estavam a ser colocadas em causa. Alguns membros avisaram que o novo governo português estaria a colocar em perigo, de forma grave, a estabilidade económica a médio-longo prazo do país.Na sua intervenção na reunião de 5 de fevereiro, o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Euro, Valdis Dombrovskis, sustentou que, de acordo com o Pacto de Estabilidade e Crescimento, e em particular, a legislação sobre coordenação de políticas orçamentais (o chamado two pack), a Comissão poderia mesmo ter pedido a Portugal para submeter um novo plano orçamental, “uma vez que a análise técnica ao esboço inicial identificou um incumprimento particularmente grave das obrigações de política orçamental”, lê-se na ata.
Todavia, os últimos pacotes de medidas apresentados pelo Governo português, que no total representaram um valor de 845 milhões de euros, garantindo um esforço estrutural entre os 0,1 e os 0,2% do PIB, preveniram um “chumbo” do colégio da Comissão Europeia, que, na reunião de 2 de fevereiro, tinha decidido que se o esforço estrutural ficasse aquém destes valores iria exigir um novo projeto orçamental ao Governo, recordou Dombrovskis na sua exposição.
Ficou claro que era necessário alertar para o “risco real de o procedimento [de monitorização] ser reforçado se as medidas não foram aplicadas rápida e eficazmente. Caso contrário, o não cumprimento disso mesmo poderia levar a sanções“.

Estou admirado com a influência que o PPC exerce sobre a comissão e os comissários europeus, quase que os convenceu a chumbar o orçamento.Entretanto algúres em Portugal , assistiu-se a uma "Stand-Up" com o Sr. Primeiro a acusar e insultar o presidente do maior partido português relativamente à sua nefasta interferência em Bruxelas, como se confirmada pelo texto anterior.

De Joe Strummer a 24.02.2016 às 12:47

Uma oportuna e pertinente recensão critica a um esquentador bem português. Ver aqui:

http://dererummundi.blogspot.pt/2016/02/o-presente-envenenado-de-pedro-santos.html

E um bom sinal que a academia se pronuncie sobre estes evangelistas, e e este o caminho da blogoesfera, ter uma voz própria e contrastante com a voz do dono dos mass media.

De Jaime Santos a 24.02.2016 às 17:51

Claro que a aprovação ou rejeição do OE é política, dado que o que se discute é se é ou não possível implementar outras políticas que não a cartilha de Bruxelas. E há muita gente no colégio de comissários e no Eurogrupo que apostou a sua reputação no sucesso dessa cartilha. Mas eu gostava de saber quais as reformas da PàF que 'começaram' a dar resultados. Em termos de deficit é o que se sabe, em termos de dívida idem, e nem vale a pena falar do estado desgraçado do nosso setor bancário. E, por esta última razão, não vale vir dizer que o deficit foi o que foi em 2014 e 2015 por causa de BES e Banif, porque o plano PàF/Troika para este setor falhou redondamente com as culpas do tandem Albuquerque/Costa bem visíveis. Porventura, o estampanço maior da PàF é mesmo a forma completamente incompetente como tratou do setor bancário. Nós só não vimos ainda todas as consequências disso...

De Carlos a 24.02.2016 às 18:05

Para quem não tem paciência para ler o meu comentário anterior - confesso que às vezes me excedo - aqui vai a versão reduzida: "Primeiro. Cuidado! O Deus dos mercados exige sangue, vítimas! E não podem ser bancos, convém que sejam funcionários públicos e velhotes. Segundo. Passos Coelho é apontado como próximo prémio Nobel da física depois de ter descoberto como fazer um sêxtuplo salto mortal à retaguarda. Agora subo impostos, agora não! Agora a austeridade é boa, agora não! Agora mando emigrar, afinal já não! Esqueci-me de pagar impostos, afinal não havia impostos a pagar."

De Carlos a 24.02.2016 às 23:11

Paneleirote, hoje estás com um andar novo.... seu maroto, estiveste no regabofe.

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