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 Odessa Steps (Battleship Potemkin)

A semana que se seguiu às eleiçoes tem sido bastante pedagógica. Quem achasse que, depois de obtida a maioria dos deputados na Assembleia pelos partidos de esquerda, seria relativamente fácil chegarmos a um Governo estável (garantido pela soma dos deputados do PS, do BE e da CDU) está a viver tempos bastante interessantes.

É que isto da esquerda chegar ao poder não pode ser. Pois claro que não. Parece que há um artigo qualquer na Constituição da República que impede que maiorias de esquerda sejam formadas. Ou não há? Esperai, parece que na constituição é dito qualquer coisa como:

"O Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais."  

Bom, isto é um revés. Mas há outras razões pelas quais é absolutamente proibido que a esquerda governe coligada. Há a tradição. Nunca tal aconteceu. Isto tem de valer, caramba. Quer dizer, se a coligação PàF ganhou, o primeiro-ministro tem de ser de direita. Não me venham com argumentos de que tal não acontece em muitos países da União Europeia. E não me falem da Bélgica, onde o primeiro-ministro é o líder da quinta força mais votada. A Bélgica não pode ser exemplo, eles estiveram quase um ano sem Governo. A tradição apenas é um argumento válido se for aplicado a uma democracia avançada como Portugal, não a países do Terceiro Mundo como a referida Bélgica. Ou a Dinamarca. Ou o Luxemburgo.

Mas. Enfim, o PCP pode vir a mandar nisto tudo. Não pode ser, eles comem criancinhas ao pequeno-almoço. É sobretudo por causa deste argumento antropófago que eles não podem. Falamos de ciência, não brinquem com a ciência. Lá porque outros países da União Europeia, como o Chipre, tiveram um partido antropófago à frente do Governo não significa que nós o devamos fazer. Somos mais civilizados do que isso, há muito abandonámos esses hábitos. E a França não conta para isto. A passagem do PCF pelo Governo do socialista Lionel Jospin só prova que eles são um povo em decadência. Que horror, não queremos ser como a França. Somos diferentes, somos superiores. 

Não só são antropófagos como são um partido anti-regime. Não gostam disto. Podem vir falar das coligações do PSD com o PPM, um partido que não só é anti-democrático na sua essência como está contra o regime em que concorreu. Podem falar disso, podem. Mas não têm razão. Ser monárquico não é necessariamente ser anti-republicano. Ou é?

Ah, mas se a esquerda for Governo os mercados vão ter um chilique e devoram-nos picadinhos ao jantar. O FMI já disse que trabalharia com qualquer Governo, mas nunca fiando, que aquilo é um bando de socialistas. Não é avisado deixar que um executivo emanado da maioria parlamentar governe, eles gostam é de Governos tecnocratas. E têm toda a razão, a democracia é um empecilho ao bom funcionamento dos mercados.

E depois, há o problema da instabilidade. Quer dizer, há outro artigo na Constituição que sustenta claramente que apenas a direita tem direito a nomear um Santana Lopes como primeiro-ministro e a ter um Portas irrevogável, não há? Aliás, a instabilidade nos governos de direita até tem outros nomes, como "resiliência", "interesse nacional", "naturais negociações". Na verdade, a instabilidade, se for um Governo de direita a alimentá-la, é um dever patriótico. Não tenhamos quaisquer dúvidas de que apenas há pessoas sérias e responsáveis nos partidos de direita. Há testes que confirmam isso. E mesmo que essas pessoas mandem abaixo Governos, fazem-no sempre de forma séria e responsável. Porquê? Porque são de direita, ora. Ius natura

Além do mais, PS e PCP mentiram ao povo português. Não disseram em campanha que se preparavam para tomar o poder pela força da democracia. É certo que tinham programas diferentes. Está bem que nem PSD nem CDS disseram em 2011 e 2002 que iam coligar-se. Mas a direita não precisa de anunciar que se vai coligar a seguir às eleições, é também a ordem natural das coisas.

Há contudo um argumento imbatível contra a formação de um Governo de esquerda: o futebolístico. Séculos e séculos de jurisprudência servem de sustentáculo à pretensão de quem defende que "não pode ser, quem governa é o partido que conquista mais pontos". E em caso de empate, contam os golos fora. O argumento futebolístico tem claramente mais força do que o legal, o constitucional. Porque é popular: há muito mais portugueses a gostar de bola do que leitores da Constituição. E porque é suprapercentual: ao contrário da soma dos votos de uma eleições, que percentualmente nunca poderá ultrapassar os 100, a soma futebolística pode ir muito além dos 100. É portanto uma soma mais fixe, porque tem mais números. Isto é tão evidente, que até faz confusão que mentes supostamente iluminadas não o entendam. 

No fundo, tudo isto não passa de um golpe de Estado. É certo que formalmente não é um golpe de Estado porque não atenta à Constituição nem ao Estado de Direito. Mas é um golpe contra o direito natural da direita governar. A direita que lutou pela democracia, contra o Estado Novo... bem, não lutou exactamente, mas depois do 25 de Abril fizeram muito, muito. É por isso que, em caso de dúvida ou maioria parlamentar de esquerda, existe aquele artigo na Constituição que proíbe a entrada de partidos à esquerda do PS no Governo. É justo. É natural. E por esta Justiça lutarei até fugir para o Brasil, na companhia de todos os que neste momento lutam contra o perigo vermelho! Não passarão! Quer dizer, não governarão! Isso.

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31 comentários

De Emanuel Lopes a 11.10.2015 às 20:45

Deves pensar que é a direita que não permite que PS, PC e BE sem entendam. Para a vossa laia, estendemos a passadeira vermelha, passe o pleonasmo. Aliás, para vocês se entenderem, só mesmo a oposição a um governo PSD+CDS. Não há mais nada que vos una.

De Tarcísio Pacheco a 13.10.2015 às 09:55

Alguns traços, bem conhecidos, identificam a direita arruaçeira e truculenta...Não sabem escrever, referem toscamente figuras de estilo e tratam toda a gente por tu....

De Aníbal Portas a 13.10.2015 às 12:06

E, sobretudo, os interesses acima dos valores e dos princípios, porque ao domingo a direita vai à igreja e as contas ficam saldadas.

De Joe Strummer a 11.10.2015 às 21:59

O direito consuetudinário e o único direito q a direita conhece. As coisas são o q são pq sempre foram assim, e, se nalguns casos não o são, e porque deviam ser.
Se houver qqer argumento contra mais complicado, começam a mentir. Ser desta direita e simples.

A cena do Eisenstein e fixe. A homenagem do Brian de Palma nos intocaveis também, apesar do Kevin "Tatanka" Costner.

De Sérgio Lavos a 11.10.2015 às 23:49

Também gosto dessa cena dos "Incorruptíveis contra a droga", sim :)

De Joe Strummer a 12.10.2015 às 08:46

Papoilas, papoilas, papoilas,não consigo deixar de pensar na papoila. ;)


De Joe Strummer a 12.10.2015 às 08:52

Os intocáveis, cena da escadaria;

https://www.youtube.com/watch?v=uyCVzoLVGUc

De Carlos a 11.10.2015 às 23:07

Só referindo os últimos 15 anos antes de 2011 o PS governou o país com um intervalo de 2 anos pelo meio, 6 anos Guterres, 9 anos Sócrates, deve ter-lhe escapado esse pormenor, ou então pensa que ambos eram do PSD.
Chegados a 2015 criou-se a ideia peregrina que quem governa não é quem ganha as eleições , mas quem consegue arregimentar mais tropas no parlamento, e há "dignas" figuras da república que conseguem dizer isto solenemente sem se rir.
De acordo com essa nova teoria, teríamos o PS vitalício no governo caso PSD, ou PSD+CDS nunca consigam a maioria absoluta.
A sua prosa é um brilhante hino à democracia e um excelente exercício democrático.

De José Luiz Ferreira a 11.10.2015 às 23:46

Para ter o PS para sempre no governo não basta que o PSD+CDS não consigam maioria absoluta. É preciso também que o PS a tenha sempre, sozinho ou em coligação.

Nem a Constituição Portuguesa, nem nenhuma outra que eu conheça, diz que quem governa é quem ganha as eleições. Nem o poderia dizer, porque para isso fazer sentido seria preciso definir o que se entende por "ganhar". O que a Constituição Portuguesa diz, como todas as outras, é que quem governa é quem consegue fazer passar o seu programa no Parlamento.

Embora a Constituição não use, por imprecisa, a palavra "ganhar", podemos depreender que "ganhar" é obter uma maioria absoluta no Parlamento, maioria essa que tanto pode ser de apoio como de não-oposição. São estas as regras.

No futebol, "ganhar" é meter mais golos quando se trata de um jogo, obter mais pontos quando se trata de um campeonato por pontos, ou ainda ganhar todos os jogos quando se trata de uma prova por eliminatórias. Mas futebol é futebol e funciona com as regras do futebol; política é política e funciona com as regras da política.

De Carlos a 12.10.2015 às 00:11

Claro, todos nós sabemos que não é quem ganha que governa, é quem perde.
Estou mesmo a ver os convivas aqui a defender essa ideia generosa se o PS tivesse ganho com minoria mas o PSD+CDS tivessem a maioria dos acentos na assembleia, tendo estes dois partidos concorrido separados.
Não insulte a inteligência das outras pessoas com essas fábulas de má qualidade.Se os parlamentares decidirem inviabilizar o governo Paf , que o façam, agora deixem-se é de encenações trágico cómicas sobre quem deve formar governo.Deitam o governo eleito abaixo e propõem uma solução e o PR como lhe compete decidirá o que fazer.

De Passos Coelho a 12.10.2015 às 09:58

Dá-lhe, Carlitos. Juntos temos de impedir a onda vermelha que vai devastar este país, porque eles vão aumentar o défice e o desemprego, dar empresas públicas aos amigos. Sobretudo, os líderes dos partidos deles são mentirosos, dizem uma coisa nas eleições e fazem outra depois de eleitos, não pagam contribuições e são lacaios da Merkel. Ah, e claro, comem criancinhas ao pequeno-almoço, como a Catherine Deneuve do Parque Eduardo VII que toda a gente sabe que era de esquerda e que não gostava de Vichysoise.
Abracinho Carlitos!

De Sérgio Lavos a 11.10.2015 às 23:48

Sim, governa quem tem maioria no parlamento. É o que está na constituição, é o que acontece em todos os países democráticos com regimes parlamentares. Se o PSD quiser governar só tem de conseguir uma maioria, sozinho ou acompanhado. É muito simples, na realidade.

De Jaime Santos a 12.10.2015 às 12:38

Nem mais, nem menos. E francamente não percebo onde está a dúvida de que Cavaco Silva vai convidar Passos Coelho primeiro para formar Governo, como se ele pudesse fazer outra coisa, mesmo depois de ter dito (e inovado) que só daria posse a um Governo com apoio maioritário. Até parece que a pressão é da Esquerda sobre Cavaco, não da Direita sobre o PS para deixar passar o Programa de Governo da PàF (abstendo-se aquando da Moção de Rejeição do BE ou do PCP). Se não houver acordo à Esquerda, Costa deixa passar o Governo da Direita, se houver, vota contra o Programa de Governo e apresenta uma solução alternativa a Cavaco, podendo este dar-lhe posse ou chutar a bola para o novo PR, sendo que ficaremos sem Governo até Março, quem sabe até Junho do Ano que vem (e aí a responsabilidade será do PR, não do PS). As duas hipóteses são péssimas para o PS, definhar à sombra do Governo de Direita com os seus votos a migrar para o BE (o que já aconteceu nestas eleições) ou arriscar algo que pode tornar-se um suicídio político em eleições antecipadas convocadas por Marcelo Rebelo de Sousa (se este for eleito, claro).

De Carlos a 12.10.2015 às 14:15

Usando o Texto do caro José Luís ;
"Embora a Constituição não use, por imprecisa, a palavra "ganhar", podemos depreender que "ganhar" é obter uma maioria absoluta no Parlamento, maioria essa que tanto pode ser de apoio como de não-oposição . São estas as regras."
Conclui-se que o verbo ganhar é um verbo de múltiplos significados, dependendo da área ideológica de quem ganha. Se for de esquerda, ganha de facto.Se não for , temos de fazer contas porque etc..etc.
Chegados aqui, o Sr. Costa tenta reunir apoios, depois a D.ª Catarina tenta reunir apoios, depois o Sr. Jerónimo tenta reunir apoios.Finalmente o BE forma governo com o apoio parlamentar da coligação que assim permite a maioria absoluta.

De Passos Coelho a 13.10.2015 às 12:16

Vamos, amigos, em frente contra a onda vermelha, juntos somos poucos para a combater. Querem um Portugal mais independente, com um governo que não lamba as botas à Merkel, querem? Então deixem estes esquerdistas formarem governo e depois vão ver! Tenham muito medo! Tremam, portugueses!

De Pedro Meneses a 12.10.2015 às 00:28

O argumento mais interessante é o do radicalismo. Como se este último governo não tivesse sido um dos mais radicais da democracia portuguesa, só encontrando paralelo no PREC.

O PSD não é centro (está a aliená-lo, de resto), abandonou com esta direcção a sua matriz social-democrata. O PS não ganhou as eleições por não conseguir ser radical o suficiente, por hesitar.

Muitos eleitores do PSD certamente ainda não constataram que caucionaram um governo radical. Não é apenas o PS que atravessa um período complexo, o PSD também tem que lidar com uma ala mais radical e outra mais moderada. Por ora, todavia, o PSD ainda não o sente tanto (há poder).

Quanto ao CDS, não conta, pois Paulo Portas é politicamente o que as circunstâncias determinarem.

Só espero que o PS consiga moderar ou PàF ou BE-PCP. Estas negociações são isso, donde as vejo: lutar pela social-democracia (e, claro, evitar a pasokização, et pour cause). É o que o PS está a tentar fazer. Do desfecho destas negociações compreenderemos melhor onde habita mais radicalismo.

De Carlos a 12.10.2015 às 14:46

Não é por convicção que Costa pretende negociar com PCP e o BE um eventual governo, é por salvação pessoal. Costa se não conseguir chegar a primeiro ministro verá o fim da sua carreira política. A caracterização que fez do CDS de Portas aplica-se que nem uma luva ao caso de Costa. Não me identificando com a área política do PS , acho que o caminho que Costa está a percorrer irá provocar sérias divisões no interior do partido, como aliás já é notório. A fragilização do PS não é boa para a democracia portuguesa, foi um partido fundamental para a consolidação da democracia e arrisca-se a perder representatividade em benefício daqueles contra os quais travou "batalhas" decisivas para não ver uma ditadura ser substituída por outra.
É um facto que os tempos evoluem , mas se tiver o cuidado de ler o programa político do PCP ou do BE facilmente constatará que é mesmo programa de há 40 anos em que se pretendia socializar o país.

De Jaime Santos a 12.10.2015 às 19:57

A sua maior preocupação é, claro está, o futuro do PS. Poupe-nos!

De Carlos a 12.10.2015 às 22:52

Vejo que se lhe esgotaram os argumentos , ou eventualmente não lhe agrada a conversa.Em todo o caso foi um prazer... Boa sorte

De Jaime Santos a 12.10.2015 às 23:07

Quer isso dizer que se vai embora e para de nos chatear ?

De Carlos a 12.10.2015 às 23:11

Não meu caro, eu sou pior que o Costa , mesmo que não votem em mim, vão levar comigo até me aborrecer disto.

De Jaime Santos a 12.10.2015 às 23:17

, mas ao menos admite que é um Grande Chato!

De Carlos a 12.10.2015 às 23:31

Duma penada admitui que não votaram no Costa e que ele era um grande chato.

De Anónimo a 13.10.2015 às 00:31

A sua lógica é muito estranha , além de escrever francamente mal. A única coisa que conta para para o qualificar como Grande Chato é o facto de querer continuar aqui a dar-nos cabo da paciência. A razões para tal, proposições verdadeiras ou falsas, são irrelevantes. Eu explico. Uma implicação só é falsa se a premissa for verdadeira e a conclusão for falsa. É sempre verdadeira quando a conclusão (andar aqui a torrar-nos a paciência, equivalente a ser um Grande Chato) é verdadeira, podendo a premissa ser verdadeira ou falsa. Se não acredita, veja aqui, pode ser que aprenda algo de útil (https://pt.wikipedia.org/wiki/Implica%C3%A7%C3%A3o). Já agora, sim Costa é um Chato, dá cabo da Paciência à Direita (incluindo ao meu caro interlocutor) e nem imagina o gozo que me dá, especialmente de ver Portas com Cara de Murcho, ele que se acha tão engraçado (as suas graçolas normalmente custam-nos uns largos milhões, como aquela da demissão 'irrevogável') e presumo que quer dizer que Costa não ganhou as eleições, já que votos teve muitos, incluindo o meu, foram mais de 1,7 milhões. Com certeza, perdeu as eleições, nem nunca me ouviu dizer o contrário, mas isso é irrelevante para a formação do Governo, como o Sérgio já aqui explicou, num sistema parlamentar como o nosso forma Governo quem consegue uma Maioria na AR. Termino com uma citação de John Stuart Mill: 'Although it is not true that all conservatives are stupid people, it is true that most stupid people are conservative'. Um exemplo notável da subtileza da noção de implicação discutida acima. Muito boa noite.

De Carlos a 13.10.2015 às 08:24

Bom dia ;

Não precisa de insultar as pessoas que discordam de si para fazer valer as suas posições. Não é novo esse discurso de esquerda, os que discordam torram-nos a paciência e se houvessem gulags era lá que deviam estar. Aos seus 1.7 milhões de inteligentes pode juntar os 1.9 quase 2 milhões de estúpidos que discordam das suas opções políticas.
Costa não me dá cabo da paciência, está é a dar cabo dela a muita boa gente do PS. Se for ele a liderar o governo só desejo que seja um bom governo, não lhe desejo o fracasso. Se fracassar , nós eleitores, os estúpidos e os inteligentes é que vão pagar a factura.
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Bom dia ; <BR><BR>Não precisa de insultar as pessoas que discordam de si para fazer valer as suas posições. Não é novo esse discurso de esquerda, os que discordam torram-nos a paciência e se houvessem gulags era lá que deviam estar. Aos seus 1.7 milhões de inteligentes pode juntar os 1.9 quase 2 milhões de estúpidos que discordam das suas opções políticas. <BR>Costa não me dá cabo da paciência, está é a dar cabo dela a muita boa gente do PS. Se for ele a liderar o governo só desejo que seja um bom governo, não lhe desejo o fracasso. Se fracassar , nós eleitores, os estúpidos e os inteligentes é que vão pagar a factura. <BR class=incorrect <a name="incorrect">Tambem</A> </A>lhe digo que se Costa for primeiro ministro o verei alegremente a si e aos outros inteligentes a justificarem as medidas difíceis que tomar. Como se vê na Grécia , o que antes era péssimo agora é muito nobre. Deixou de haver austeridade passou a haver rigor e reformas. Como acontece com a palavra ganhar, a esquerda, dona da cultura , da sapiência e da superioridade moral , apressa-se a procurar no dicionário e na gramática a semântica necessária para se justificar e transformar os resultados das eleições nuns que dêem jeito. <BR>Os governos de José Sócrates também são um bom exemplo das esquerdas , as taxas , o congelamentos de pensões e salários, a redução de salários e tantas outras medidas que implementou eram uma necessidade imposta por esses malditos capitalistas que deixaram de nos emprestar dinheiro. Escreveu alguma coisa contra isso ?

De Pedro Meneses a 13.10.2015 às 12:18

Carlos, duas ou três coisas.

A meu ver, a esquerda não deve explicar nada, como se tivesse má consciência. Não deve jogar o jogo da direita, que parece o grande sacerdote do regime. Não se deve entrincheirar nem em argumentos, nem em ironia, nem em sarcasmo. Deve usar os mandatos de que dispõe para criar de forma firme uma alternativa que torne possível pensar. Para abrir uma fenda que seja na grande prisão totalitária do pensamento único e do medo construída pela comunicação social e pelas instituições europeias e financeiras. Para que haja esperança e dignidade.

De Carlos a 13.10.2015 às 13:50

Caro Pedro ,

A esquerda faliu o país, acho que no mínimo devia dar explicações, mas como de costume usa a sua altivez para passar nos intervalos da chuva.
Costa está em posição de negociar com quem quiser, pelas suas declarações públicas parece que já decidiu o caminho que quer percorrer, ou seja, o único que serve os seus interesses pessoais.
Religiosos no governo havia um, era conhecido por cardeal e fazia parte do governo de Guterres. Haja dinheiro que se acabam as prisões , convém não esquecer que Portugal não gera dinheiro que chegue para pagar as despesas que faz, mas como é óbvio , isso é conversa de direita, pede-se emprestado e depois diz-se que não se paga.

De Rui Morgado Farinha de Outro Saco a 13.10.2015 às 12:29

O seu cérebro, Carlos, a julgar pelos seus comentários neste blogue, não estava num estado invejável, mas neste comentário excedeu-se, parece que as suas células cinzentas se rebelaram contra o mau uso que lhes dá. Vá tratar-se, Carlos, antes que a direita, ao ver os dotes que demonstra, o promova a primeiro-ministro. Olhe que é um trabalho ingrato, como diz o pai do Passos Aldrabão Coelho.

De Carlos a 13.10.2015 às 13:58

Tratar-me é difícil , a direita destruiu o SNS.Procurei ajuda no PS , mas fui à falência.
Tentei o PCP mas como não tinha estágio estalinista , não me admitiram. Virei-me posteriormente para o Bloco, mas como sou heterosexual e não fumo ganza , não cumpri os requesitos.De facto não tenho cura , mas tenho esperança de um dia conseguir ver a luz superior que ilumina as mentes brilhantes de alguns.

De O verdadeiro Atento a 15.10.2015 às 00:39

A sua esperança reside em algo que acabou a 25 de Abril de 1974.
Caiu de podre e não volta mais. Temos pena.

De Carlos a 16.10.2015 às 09:01

Parece que fui descoberto... já lá dizia Estaline, Um verdadeiro democrata consegue cheirar um decidente,....quer dizer,um fascista reacionário a léguas de distância.

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