Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



27
Mai

Febre Amarela

por CRG

"From the state's point of view, the school had a further and essential advantage: it could teach all children how to be good subjects and citizens. (...) 

States therefore created 'nations', i.e. national patriotism and, at least for certain purposes, linguistically and administratively homogenized citizens, with particular urgency and zeal."

Eric Hobsbawm "Age of Empire 1875-1914"

 

Ao longo da história o ensino foi encarado como um campo de batalha cultural, nomeadamente ensino laico versus religioso. Esta dimensão ideológica encontra-se de forma subjacente na actual discussão sobre os contratos de associação. As declarações das mais altas personalidades da Igreja Católica (desde o padre Manuel Barbosa, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa ao Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente) e o empenho demonstrado, bem como a repetida alegação que se trata de um ataque à Igreja, são reveladoras desta dimensão.

 

Este não é o único aspecto nesta discussão, nem porventura será o principal, mas poderá explicar em parte (a outra, mas em menor grau é o poderio económico dos grupos económicos afectados) por que razão tem conseguido manter a atenção no espaço público, pese embora a sua inexpressividade face à totalidade do universo do ensino privado. 

 

Ora, esta reacção exacerbada pode significar que a Igreja olha para um governo apoiado por toda a esquerda parlamentar como sendo uma ameaça, receosa que daqui possa surgir uma Kulturkampf. Ou pode consistir numa defesa preventiva já a pensar em eventuais cortes nas IPSS. 

 

O que é certo é que isto é inadmíssivel:

 

 

PS: Após a publicação deste post Pedro Marques Lopes esclareceu que não tinham sido psicólogos, mas elementos da escola a fazer o referido incitamento.

 

viber image.jpg

  

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


15 comentários

De Anónimo a 30.05.2016 às 14:34

Tens la os filhos

De Zé Pagante a 31.05.2016 às 09:06

País de gente que não se governa nem se deixa governar, por mesquinhez e inveja. Não seja invejoso! Não seja cretino! Comece a pensar, que ainda vai a tempo.

De José a 30.05.2016 às 15:45

Boa tarde.Concordo, em absoluto, nos argumentos por si focados.
Nas ultimas semanas, muito se tem proferido e escrito, acerca de um assunto muito importante,que diz respeito a gestão de dinheiros públicos, que afinal são de todos nós.
Ser de esquerda ou de direita, isso pouco importa…
Notícias findas a público pelo Jornal Sol, falam de encarregados de educação e crianças a serem pressionadas, para participarem nas manifestações.
Realmente a ser verdade, é uma notícia que nos enche de alegria…Sem duvida...
Não desvirtue-mos o que verdadeiramente está aqui em causa; o financiamento só se justifica,quando o Estado não tem capacidade de resposta…O Estado tem obrigação de disponibilizar uma rede de escolas publicas aos alunos e não duplicação de ofertas.…
Pelos vistos, havia oferta na rede publica, sim porque as vagas não apareceram por "milagre", da noite para o dia...
Aconselho vivamente, a verem o programa do CANAL1 “sexta às nove do dia 20 de maio”, e ficaram com todas as dúvidas esclarecidas…
Quem porventura, não acredita que a escola pública, pode prestar um serviço de qualidade, que pague tão simples quanto isso…
Hora bolas, ter regalias com a carteira dos outros, como diz a sabedoria popular, também eu.
A espécie Humana é tão perversa, defendemos com força de "Golias" os “nossos direitos”,que mal vemos, as injustiças que pairam há nossa volta...
Não podemos esquecer, que Portugal apesar de pequeno, é imenso no que diz respeito ás desigualdades sociais...
Então eu pergunto, na província, por acaso, sabem quantos quilómetros, muitas crianças têm fazer para ir à escola...Em Portugal não existem só cidades.E a maioria das crianças não tem possibilidade de escolher.
Muito se tem falado, sobre o argumento “liberdade de escolha”...
Então, eu pergunto, os alunos que frequentam a escola publica, porventura, alguma vez lhes foi perguntado, se queriam frequentar aquela escola…
Concordo que os alunos, deveriam de poder escolher boas escolas.
Mas então, temos de mudar o tema desta polémica, temos que nos manifestar para que o Estado, financie todas as escolas privadas ou não, de qualidade e não só algumas.
Como sempre, o caldo fica entornado quando se fala em questões financeiras, perda de regalias e mordomias de alguns....Pelos vistos, as expectativas defraudadas e os direitos adquiridos são só para alguns...
O velho dilema do sociedade em geral...
Haja paciência.Tenham juízo...Há muitas escolas públicas de boa qualidade. Desde que, se deu a massificação do ensino público, muitos e bons profissionais se formaram, nas mais variadas áreas.
Mal estaríamos, se só fossem bons profissionais, aqueles que frequentaram o ensino privado…
Mas, mesmo assim, aos responsáveis da igreja católica, eu pergunto, numa aula de educação religiosa e crista, como se explica ás crianças...
Que existem pais, que por força das circunstancias ( incompatibilidade de horários), têm os seus filhos nos colégios privados, não financiados pelo estado, repito não financiados pelo estado, que pagam avultadas mensalidades. Onde os pais, fazem muito esforço para pagarem a mensalidade. E nem sequer podem deduzir em sede de IRS o total do montante da mensalidade anual,e não têm ajudas.
Então e a “lei” da igualdade de oportunidades para todos...
Ai...se todos nós,fossemos para a rua nos manifestar pelos direitos perdidos; não podemos esquecer, que foram para o desemprego 25 mil professores. Depois, disto tudo, eu sugiro que, O Movimento em Favor da Escola Publica também saía à rua.
E desta forma, ficaremos a saber de que lado está a maioria da população portuguesa.
Existe uma campanha para diminuir a escola pública, que aliás começou com o governo de Passos Coelho...
Tantos atropelos à lei de bases do sistema educativo e aos professores foram feitas, e aí poucos foram aqueles que se insurgiram.
Mas, mesmo assim, eu pergunto, porventura, alguma vez se procedeu a um estudo, para saber, se é mais barato tratar um doente, num hospital privado com parceria com o Estado, uma espécie de PPP`s; ou num hospital publico.
É que dava jeito, até porque aquilo está um caos...
Depois disto surge a pergunta!!! Afinal de que é que esta gente se está a queixar…Pois, não podemos esquecer, que o "Orçamento de Estado" somo todos nós.

De mimi a 30.05.2016 às 16:39

O Colégio S.João de Brito não tem contrato de associação e não acredito que os alunos vão ou foram forçados a manifestarem-se. Os alunos,isso sim, vão apoiar o CAIC e o INA que são colégios da Companhia de Jesus e que têm contrato de associação Há mais de 40 anos.

De Anónimo a 31.05.2016 às 11:04

Olá bom dia, mimi a 30.05.2016 às 16:39
Não tenho porque duvidar, do que afirma no seu comentário.
Cada pessoa tem a sua opinião...E acredito que muitos foram apoiar de livre vontade. E até, é justo que o façam, não nos podemos esquecer, que estamos num Estado Democrático.
Por esse motivo, no meu comentário eu referi que:
...."Realmente a ser verdade, é uma notícia que nos enche de alegria”…
Por outro lado, no seu comentário referiu que...”Os alunos,isso sim, vão apoiar o CAIC e o INA que são colégios da Companhia de Jesus e que têm contrato de associação Há mais de 40 anos”…
Tenha em atenção o que referi no meu comentário. Por outras palavras, não existem direitos adquiridos vitalícios; pelo que deduzi das suas palavras ...”que têm contrato de associação Há mais de 40 anos”…
Então eu pergunto, e aquelas pessoas que depois de 20 ou 30 anos de serviço são despedidas...Aqueles funcionários públicos, que quando iniciaram a sua carreira contributiva, assinaram um contrato com o Estado; que ao fim de 35 ou 40 anos de serviço se podiam reformar independente da idade, e que a reforma ia ser calculada segundo aquela formula matemática,e depois destes anos todos, deram o dito pelo não dito... Ou quando fecharam tribunais, obrigando os funcionários a fazerem muitos quilómetros para irem trabalhar; ou quando aumentaram a idade da reforma, quando alteraram para as 40h de trabalho semanal; ou quando impuseram cortes nos salários dos funcionários públicos, cortes nas pensões sociais, cortes nos subsídios de desemprego….
Esta gente sábia dos colégios, não leu os sinais dos tempos... Não se debruçou sobre as questões da diminuição da natalidade, da emigração...Ou o seu poder era tal, que julgavam que ao longo dos tempos;há medida que necessitavam, os alunos seriam encaminhados da escola pública para os seus colégios...
Não nos podemos esquecer, que as “expectativas defraudadas e os direitos adquiridos; não podem ser só para alguns”...

De SIC a 07.06.2016 às 15:42

Realmente quem não passa por estas casas e não faz parte desta família não consegue perceber...
Quem conhece os Colégios da Companhia de Jesus e faz parte desta grande família consegue perfeitamente perceber o porquê de alunos do S. João de Brito (que não tem CA ) apoiarem os colegas do INA e do CAIC . Quem passa pelos Campinácios (Campos de férias da Companhia de Jesus) consegue perfeitamente compreender esta cumplicidade! Consegue perfeitamente compreender o sentimento de UNIÃO que existe entre estes jovens!
Não é preciso obriga-los! Eles próprios tem este sentimento de AJUDA, UNIÃO, PARTILHA...

De Manuel Oliveira a 30.05.2016 às 16:54

Boa tarde. Em todo este debate há muito ruído e está a ser levado para onde não devia, devíamos era discutir porque é que um pai escolhe um colégio público com gestão privada e não a escola pública ao lado. E eu digo porquê, para quem como eu trabalha nas empresas privadas, que dão impostos ao país e também eu sou contribuinte líquido.
- Não há greves, os professores são interessados, há disponibilidade dos professores em horários para receber os pais, há actividades alternativas, pagas é claro, mas que não ocupam tempo aos pais no fim de semana, há ensino artístico integrado, há o descanso dos pais no trabalho, há quadro de professores fidelizado, um sem número de vantagens a que o ensino público não se adaptou porque não quis, porque os professores ó pensam neles.
agora em relação ao principio do utilizador pagador, eu também não uso os transportes colectivos de Lisboa e porto e pago os prejuízos para os lisboetas e tripeiros andarem de transporte mais barato, os meus impostos pagam os prejuízos, bem como pagam a escola pública, como pagam o aluguer do gabinete do Mário soares na sua fundação para estar a trabalhar e ele já não trabalha há muito tempo, os meus impostos pagam 300 professores que trabalham exclusivamente para o sindicato, e quem devia pagar pelo trabalho exclusivo eram os sócios do sindicato, professores esses que tem todos os anos a mesma nota e outros professores tem que lutar por ela, professores esses que mant~em intactas regalias da função pública, professores esses que a trabalhar em exclusivo para o sindicato, continuam a progredir na carreira, isto sim devia acabar e JÁ. devíamos discutir também as obras feitas pela parque em sítios aonde não eram necessárias, quanto é que se gastou e porquê' já lá existia oferta, mais barata, porque ainda ninguém apresentou um estudo mais recente que o do tribunal de contas, mas quem fez a parque escolar foi o PS, agora destrói harmonias familiares e educativas por 3% do orçamento do ministério, podiam cortar como disse nos sindicalistas. Já agora quem fiscaliza o número de sindicalizados para saber se o número de professores a mamar na FENPROF é o correto?
Podia dar o exemplo do INA em Santo Tirso, o mais antigo colégio com contrato de associação, 1974, até agora, é ou não uma escola da rede pública?
Tem ou não um projecto educativo?
Este fim de semana ouve a chamada festa das famílias, com ex alunos presentes, o mais velho que vi tinha uns 70 anos, teve lá os filhos e tem agora os netos, isto é uma comunidade educativa , na escola pública isto não é possível.
Outro facto, também no INA, os alunos quando passam do 6º para o 7º ano tem mais 4 disciplinas, num projecto inovador, com acordo de todos, desde à 2 anos, 4 das disciplinas do 7º ano são semestrais, história, geografia, ciências e físico-química, diminui a pressão sobre os alunos, com resultados excelentes, isto é possível na escola pública? Não.
Para terminar, era bom fazer um levantamento para sabermos quantos professores do público, na última sexta feira fizeram ponte, pensaram neles, é que no público com gestão privada não faltaram, é por isto também que se todos pudessem escolher estavam a escola pública estava vazia.

De MAC a 30.05.2016 às 17:46

Vamos admitir que é verdade tudo o que escreve. A questão permanece inalterada. Quem entende que o colégio privado é melhor, porque tem todas essas características que enumera, escolha o privado. Alguém impede? A questão é a seguinte: podemos por a escola pública com mais mordomias, se pagarmos à parte ou mais impostos. Aí, provavelmente, dirá: não porque já pago impostos a mais. Certo. Mas então, se for com os impostos de todos para financiar o a escola que EU escolho já serve.
Está a ver o problema?
Ouço aliás alguns manifestantes gritar - não fechem a nosa escola. Porque é que fecha? Se é tão boa há de ter clientes. Ou só tem Clientes porque é paga por todos? Os que lá têm os filhos e os outros, que pagam duas escolas?
Está a ver o problema?
Já viu o que era os estudantes universitários, por exemplo, poderem comer nas cantinas universitárias e o estado apoiar os restaurantes do Avilez para haver liberdade de escolha? Está disponível para pagar por isso? Eu não.

De Anónimo a 30.05.2016 às 17:05

Toda esta polémica é desnecessária.O Governo suportado pelos acordos efetuados com os 3 partidos, pretende reduzir a iniciativa privada por razões meramente politicas.
Os colégios privados querem manter a sua subsistência (com bons lucros) á custa do Governo.
A solução seria simples:
O estado calcula com rigor quanto custa uma turma(por exemplo do 1ª ano).
Os colégios receberiam exatamente o mesmo valor que o Estado suporta e não os valores elevadissimos que atualmente recebem.
Desta forma, não haveria aumento de despesa para o estado e o ensino privado não obteria lucros elevadissimos com estas turmas.
Assim todos teriam liberdade de escolha e não haveria qualquer tipo de encargo adicional para o Estado e por conseduência para os Contribuintes.

De Anónimo a 30.05.2016 às 17:46

É um desmame, choram no inicio mas vão acabar por se habituar. Pena que não se façam outros tantos desmames que proliferam por este país. A começar nos tão falados e já esquecidos "institutos públicos", fundações, associações empresariais, etc, etc. Haja coragem para mexer em todos estes ninhos de parasitas para o Estado começar a poupar muitos milhões sem ter que inventar a pólvora.

De Anónimo a 30.05.2016 às 22:27

Concordo, Colégios para os ricos, publico para os pobres, separe-se de vez as classes sociais.

Viva a esquerda

De Anónimo a 30.05.2016 às 18:26

Ninguém faz caridade e muito menos os colégios privados, mesmo os ligados à igreja. Como tudo o e que é privado, o objectivo destes passa por conseguir lucro poque ninguém quer perder dinheiro.
Se estes colégios só conseguem sobreviver com as "ajudas" estatais, então algo está a falhar.
Num país com tantas escolas velhas a necessitarem de obras, com pré-fabricados a servirem de salas de aula, como é que se justifica que do montante destinado pelo orçamento para a educação parte do mesmo seja para pagar a privados que operam em áreas onde há oferta pública?
Os colégios continuarão a ter alunos. Os pais são livres para escolher que tipo de ensino querem para os seus filhos e, isso, não se altera.

De José Manuel a 30.05.2016 às 19:58

Nas manifestações, porquê o amarelo e não o verde, o azul...? Se alguém souber que ponha o dedo no ar. A escolha dessa cor não é inocente, digo eu.

De s o s a 31.05.2016 às 00:20

Justamente. Também já me ocorrera, mesmo antes de hoje o deputado de um partido exigir que se faça o mesmo na saude : que o estado resolva (renuncie ) aos privados nos sitios onde o mesmo estado tem, e deve ter, a capacidade bastante.
Claro que é ideologico, mesmo se tal termo for ambiguo, e devessemos falar de etica : a opçao pela escola publica, ou seja a escola publica do estado e só essa paga pelo estado.

Estranhamente, está ausente do debate nao só a guerra dos colegios contra o socrates, como o inicio de outra guerra dos colegios contra Passos, embora suspeite que esta guerra foi incitada pelo proprio Passos para conceder mais vantagens (dinheiro ) aos colegios.
Cpt

De Joe Strummer a 31.05.2016 às 21:02


Quite rightly !

https://m.youtube.com/watch?v=nrbni0tVBZ8

Comentar post




Sitemeter



Comentários recentes

  • Jaime Santos

    Eu não entendi o comentário do Diogo Moreira nesse...

  • MRocha

    Se está na lei que devem ser públicas, cumpra-se a...

  • Jaime Santos

    Trump, além de mentiroso, é sobretudo um egomaníac...

  • Joe Strummer

    Pois, mas convem não deixar que noutro lado se ins...

  • Anónimo

    E estou eu contratado pelo estado à 16 anos.







«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.» Ortega y Gasset